Arsenal construiu com qualidade os gols da vitória por 4 a 0 sobre o Newcastle
Os sinais positivos do trabalho de Mikel Arteta à frente do Arsenal deram resultado, neste domingo, com quatro gols muito bem construídos pelos Gunners na goleada por 4 a 0 sobre o Newcastle, no estádio Emirates.
[foo_related_posts]
Desde que o ex-auxiliar de Pep Guardiola substitui Unai Emery, no fim de dezembro, o Arsenal não havia sequer marcado três vezes na mesma partida e o fez contra uma equipe que em seus melhores dias consegue se fechar muito bem.
Impressionou não apenas a quantidade de gols, mas também a maneira como eles foram criados, com boas trocas de passes, toques de primeira movimentações e dribles que lembraram – por enquanto, apenas lembraram – grandes momentos do trabalho de Arsène Wenger no norte de Londres.
Ainda não é o produto pronto, o que é evidenciado por um primeiro tempo mais travado, em que Bernd Leno teve que fazer a primeira grande defesa em um chute desviado de Sean Longstaff. No escanteio, Allan Saint-Maximin fez boa jogada pela esquerda e cruzou rasteiro, mas Joelinton não conseguiu direcionado chute.
O Arsenal teve poucas situações durante a etapa, com Özil deixando para Edward Nketiah chutar de primeira em cima do goleiro e Nicolás Pepé cobrando falta para defesa de Martin Dubravka. Na cobrança do canto, Mustafi pegou o rebote e Joelinton cortou antes de a bola chegar ao gol.
No segundo tempo que a coisa começou a engrenar. Aos oito minutos, a bola chegou a Nicolas Pépé na ponta direita. O francês puxou para trás e cruzou de canhota para Aubameyang cabecear cruzado e abrir o placar.
Logo em seguida, Bukayo Saka tabelou pela esquerda, deu o rolinho em Valentino Lazaro e cruzou para Pépé completar. O terceiro gol saiu em boa jogada coletiva que começou no campo de ataque. Özil arrancou, abriu na direita para Pépé, que lançou Lacazette nas costas da defesa. O atacante francês dominou e devolveu na entrada da pequena área para Özil completar de perna esquerda.
Aos 51 minutos, o Arsenal fechou o placar com mais uma assistência de Pépé. Ele tocou para Joseph Willock, recebeu de volta, entrou na área e rolou para Lacazette, que tinha a intenção de bater de perna direita, mas digamos que não fez bem o gesto técnico e marcou com uma junção da perna direita com a esquerda.
Meio feio, mas tudo bem. O Arsenal já havia construído crédito estético na partida.
.
.
.



