Os 5 piores erros do VAR na história da Premier League
Esses são os erros mais flagrantes do VAR desde a sua introdução na principal liga nacional do mundo
O VAR foi introduzido na Premier League com o objetivo de eliminar erros claros e óbvios, mas a tecnologia acabou no centro de alguns dos momentos mais polêmicos da competição.
Embora muitas decisões do VAR ainda sejam questão de interpretação, também houve diversas ocasiões em que as próprias autoridades de arbitragem admitiram os erros cometidos.
Após a mais recente polêmica no clássico de Manchester deste domingo, quando o Pro Ref admitiu que o VAR cometeu um erro ao validar o gol da vitória de Erling Haaland, a Trivela relembra cinco dos erros mais significativos do VAR na história da Premier League.
5) Erling Haaland x Manchester United, 2026
/https%3A%2F%2Fmedia.trivela.com.br%2Fmain%2F2026%2F09%2Fhaaland-city.jpg)
Uma das mais recentes grandes polêmicas envolvendo o VAR aconteceu no clássico de Manchester deste domingo, quando o gol de Erling Haaland garantiu a vitória do Manchester City por 1 a 0 sobre o Manchester United, em Old Trafford.
O gol foi inicialmente anulado por impedimento, mas o VAR interveio e determinou que Haaland havia sido colocado em posição legal pelo defensor do United, Patrick Dorgu.
No entanto, a polêmica girou em torno de Enzo Fernández, que também estava em posição de impedimento e pareceu disputar a bola antes que ela chegasse ao atacante norueguês.
O VAR decidiu que o meio-campista do Manchester City não interferiu no lance, permitindo que o gol fosse validado e dando à equipe de Enzo Maresca uma vitória crucial, apesar de ter jogado por mais de uma hora com um jogador a menos, após a expulsão de Phil Foden.
Desde então, o órgão de arbitragem reconheceu que o árbitro Michael Oliver deveria ter sido chamado para revisar o lance no campo, já que o episódio envolvia um julgamento subjetivo sobre se Fernández havia interferido na jogada.
Como a decisão afetou diretamente o resultado de um dos maiores confrontos do futebol inglês, o episódio entrou imediatamente na conversa sobre os erros mais significativos do VAR na Premier League.
4) Maxwel Cornet x Chelsea, 2022
Com o West Ham perdendo por 2 a 1 em Stamford Bridge, Maxwel Cornet pareceu ter salvado um ponto ao converter após o goleiro do Chelsea, Édouard Mendy, falhar ao segurar a bola.
No entanto, o árbitro de vídeo Jarred Gillett recomendou que o árbitro Andrew Madley revisasse um choque entre Mendy e Jarrod Bowen na jogada que originou o gol.
Madley então anulou o gol, considerando que Bowen havia cometido falta em Mendy, negando ao West Ham o que seria um ponto valioso.
A decisão foi bastante criticada, com o técnico do West Ham, David Moyes, classificando-a como “escandalosa”, enquanto as imagens pareciam mostrar um contato mínimo entre Bowen e o goleiro.
A PGMOL posteriormente reconheceu que a decisão do VAR havia sido equivocada, colocando o episódio entre os erros mais significativos cometidos pela tecnologia desde sua introdução na Premier League.
A polêmica também evidenciou uma das maiores preocupações em torno do VAR na época: se os árbitros de vídeo estavam intervindo em situações nas quais a decisão original deveria ter sido mantida.
3) Pervis Estupiñán x Crystal Palace, 2023
/https%3A%2F%2Fmedia.trivela.com.br%2Fmain%2F2025%2F04%2Fcrystal-palace-brighton-m23-derby.jpg)
No mesmo fim de semana de outro episódio desta lista, o Brighton sofreu com um erro extraordinário do VAR durante o empate por 1 a 1 com o Crystal Palace.
Pervis Estupiñán parecia ter colocado o Brighton na frente ao balançar as redes no primeiro tempo, mas o árbitro de vídeo John Brooks interveio e assinalou impedimento do equatoriano.
No entanto, a linha de impedimento havia sido traçada a partir do zagueiro do Palace James Tomkins, e não de Marc Guéhi, que estava posicionado atrás do companheiro e teria colocado Estupiñán em posição legal.
Se a linha correta tivesse sido traçada, o gol teria sido validado.
A PGMOL posteriormente entrou em contato com o Brighton para reconhecer os “erros significativos” no processo do VAR, confirmando que a falha foi causada por erro humano.
O Brighton aceitou as desculpas, mas o erro permaneceu particularmente chocante porque a tecnologia havia sido usada para tomar uma decisão que poderia ter sido corrigida simplesmente traçando a linha a partir do zagueiro correto.
Brooks foi afastado por duas partidas após o erro, o que evidencia a gravidade da falha.
2) Ivan Toney x Arsenal, 2023
/https%3A%2F%2Fmedia.trivela.com.br%2Fmain%2F2024%2F08%2Fimago1048543636h.jpg)
O Arsenal foi impedido de conquistar uma vitória crucial sobre o Brentford em fevereiro de 2023 depois que o VAR não verificou corretamente se Christian Norgaard estava em impedimento na jogada que originou o gol de empate de Ivan Toney.
O Arsenal vencia por 1 a 0 no Emirates Stadium quando Toney, de cabeça, deixou o Brentford em igualdade, aos 74 minutos.
O árbitro de vídeo Lee Mason verificou o lance em busca de uma possível falta de Ethan Pinnock em Gabriel, mas não chegou a traçar as linhas de impedimento que teriam estabelecido se Norgaard estava além do último defensor.
Posteriormente, ficou demonstrado que Norgaard estava em posição de impedimento, o que significa que o gol deveria ter sido anulado.
O episódio saiu caro para a equipe de Mikel Arteta, que perdeu dois pontos na briga pelo título, com o técnico do Arsenal afirmando, posteriormente, que queria aqueles pontos de volta.
O erro ganhou ainda mais relevância pelo fato de ter ocorrido no mesmo dia do gol anulado do Brighton contra o Crystal Palace, com a PGMOL emitindo posteriormente um comunicado conjunto reconhecendo as falhas cometidas nas duas partidas.
O chefe de arbitragem da PGMOL, Howard Webb, pediu desculpas posteriormente ao Arsenal, enquanto Mason deixou a organização por acordo mútuo poucos dias depois.
1) Luis Díaz x Tottenham, 2023
/https%3A%2F%2Fmedia.trivela.com.br%2Fmain%2F2024%2F11%2Fluis-diaz-liverpool-scaled-e1731644180401.jpg)
Talvez o erro mais infame do VAR na história da Premier League tenha acontecido durante a vitória do Tottenham por 2 a 1 sobre o Liverpool, em setembro de 2023, quando um gol legítimo de Luis Díaz foi incorretamente anulado por impedimento.
Díaz foi marcado em posição de impedimento após colocar o Liverpool na frente no primeiro tempo, mas o VAR não reverteu a decisão, apesar de o colombiano ter sido claramente colocado em posição legal por Cristian Romero.
A equipe do VAR acreditou, por engano, que a decisão em campo havia sido validar o gol, o que gerou uma situação bizarra na qual a checagem foi concluída sem que o impedimento correto fosse comunicado.
A PGMOL admitiu posteriormente que houve um “erro humano significativo”, descrevendo a decisão original como um “erro factual claro e óbvio” que deveria ter resultado na validação do gol.
O episódio foi particularmente prejudicial porque o Liverpool acabou perdendo por 2 a 1, em uma partida que também teve a expulsão polêmica de Curtis Jones.
A PGMOL posteriormente divulgou o áudio da sala do VAR, revelando o momento em que os árbitros perceberam que haviam entendido errado a decisão tomada em campo.
O reconhecimento por parte da organização tornou o episódio um dos exemplos mais claros de falha do VAR não por causa de uma interpretação difícil, mas porque os árbitros entenderam fundamentalmente errado qual havia sido a decisão tomada em campo.
Por esse motivo, o gol anulado de Díaz continua sendo um dos erros mais extraordinários do VAR na história da Premier League.