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Phil Neville pede que clubes ingleses também abram seus estádios para o futebol feminino

O futebol feminino assistiu, em março, a alguns marcos. A partida entre Atlético de Madrid e Barcelona, no Wanda Metropolitano, recebeu mais de 60 mil pessoas e bateu o recorde de público no âmbito de clubes. Uma semana depois, a Juventus estreou no Allianz Stadium contra a Fiorentina à frente de 39 mil pessoas, maior presença na Itália para um jogo entre mulheres. O técnico da seleção inglesa feminina, Phil Neville, quer saber por que ainda nada parecido aconteceu na Inglaterra.

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A atual temporada da Superliga Feminina da Inglaterra tem a primeira divisão totalmente profissional da história do país, mas as médias de públicos ainda são muito baixas, com os clubes mais populares chegando 2 mil pessoas por partida e, no geral, metade disso. O grande evento recente foi a final da FA Cup feminina, com 45 mil pessoas em Wembley, no último mês de maio, mas nada no principal campeonato nacional. Segundo o Guardian, um dos problemas é que os times das mulheres atuam, em média, a 20 quilômetros dos estádios principais dos seus clubes. Em três casos, a distância passa dos 30 quilômetros.

“Olhando os públicos da nossa liga no domingo, acho que está melhor que jogos isolados na Espanha ou na Itália. Havia 2,8 mil pessoas em Kingsmeadow (casa do Chelsea), 1,5 mil no Solihull (do Birmingham). Acho que temos uma boa fundação”, disse. “Eu vejo jogos na Espanha onde há provavelmente apenas 100 ou 150 pessoas. Como linha básica, acho que provavelmente temos mais sustentabilidade. O que eu diria é para alguns dos grandes clubes da Inglaterra abrirem seus grandes estádios e dizer: ‘vamos tirar o fôlego do resto da Europa’, porque eu acho que nosso jogo, neste país, está em um ponto muito melhor do que na Espanha e na Itália”.

Neville sugeriu que os líderes da primeira e da segunda divisão, respectivamente Arsenal e Manchester United, abram seus estádios em caso de título. A mesma coisa em relação ao Chelsea, que enfrenta o poderoso Lyon nas semifinais da Champions League. “Por que não jogar em Stamford Bridge? Coloque 30 ou 40 mil pessoas. Acho que minhas jogadoras estão em um nível no qual os grandes clubes precisam abrir seus estádios. Vamos ver se conseguimos fazer isso duas ou três vezes até o final da temporada”, afirmou.

Um ponto importante na atração de pessoas a essas partidas foi o preço do ingresso. No caso da Juventus, a entrada era grátis. O Atlético de Madrid cobrou pouco, e o jogo em Portugal buscava arrecadar dinheiro para as vítimas do ciclone que atingiu Moçambique. “Por que não? (de graça). O time feminino do Manchester United deixa as pessoas entrarem de graça quando joga em Leigh, então por que não fazer isso em Old Trafford? Por que não podemos encher o Stamford Bridge para a semifinal contra o Lyon? Seria incrível”, encerrou.

O recorde que Atlético de Madrid x Barcelona quebrou no Wanda Metropolitano foi do futebol inglês. Em 1920, o Goodison Park, em Liveprool, recebeu 53 mil pessoas para assistir ao jogo entre Dick Kerr Ladies e St. Helen’s Ladies.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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