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Newcastle: torcida fanática, mas que prefere as mulheres

Pense rápido: o que você prefere, uma noite com sua amada ou uma tarde no estádio com seu time de futebol? Pesquisadores ingleses resolveram buscar a resposta. Mas não com pesquisa de campo, perguntando para gente na rua (como já foi feito inúmeras vezes, diga-se), e sim, com embasamento científico.

Assim, a Universidade de Bristol e um fabricante de material esportivo (a Puma) realizaram testes psicológicos com vinte torcedores do Newcastle com relacionamento conjugal de pelo menos cinco anos e que compram os ingressos para os jogos no St. James Park também por, no mínimo, cinco temporadas. O objetivo era confrontar uma lenda urbana do norte da Inglaterra, que diz que os fãs dos Magpies pensam mais no time do que nas próprias mulheres.

Foram dois exercícios. No primeiro, enquanto sinais emitidos pela pele eram medidos, os homens precisavam cortar fotos de suas esposas e do elenco do Newcastle. Já no segundo, os torcedores tinham dois bonecos de voo doo e precisam escolher em qual espetariam um alfinete – no que representava um jogador, que se machucaria na partida seguinte, ou no da amada, que ficaria doente por uma semana.

“Os homens no Reino Unido e no resto do mundo são inquestionavelmente apaixonados pelo jogo bonito. O que nós queremos fazer é medir de maneira científica o que os torcedores estão realmente pensando, quando suas ações podem dizer uma história diferente”, explica o professor Marc Munafò, da Universidade de Bristol.

Muitos dos torcedores não tiveram problemas em espetar suas esposas. Entretanto, por mais que o folclore sustente a paixão pelo clube, os resultados dos exames provaram o contrário. O nível de estresse no corte das fotos das companheiras foi cinco vezes maior quando o ato foi repetido com o retrato do elenco. Por mais que uma goleada no estádio por 5 a 0 seja comemorada, sair do 0 a 0 com a esposa em casa é bem mais valorizado.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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