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Pellegrini escalou time de garotos, e deu o esperado: goleada do Chelsea na Copa da Inglaterra

O Manchester City foi para o Stamford Bridge neste domingo já pensando no duelo do meio de semana pela Champions League. A cada temporada de fracasso na competição europeia, a pressão por uma boa campanha aumenta, e, com esse peso, Manuel Pellegrini decidiu poupar basicamente o time todo contra o Chelsea, pela Copa da Inglaterra, escalando uma equipe quase inteira de garotos. A aposta era ousada, com muito mais a se perder do que a se ganhar, e o cenário mais provável aconteceu: os Blues aproveitaram a falta de entrosamento e experiência dos adversários e golearam por 5 a 1.

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Exceto pela presença do goleiro Caballero, dos defensores Zabaleta, Demichelis, Kolarov e do volante Fernando, todo o time do City era formado por garotos, boa parte deles entre 18 e 19 anos. Iheanacho, no ataque, era o mais conhecido deles, pelas inúmeras chances que tem tido na temporada. A superioridade do Chelsea no papel era evidente, mas em campo ela demorou a se concretizar. Apenas aos 35 minutos de jogo o time da casa abriu o placar, com Diego Costa, ao que a equipe de moleques dos Citizens respondeu com um belo gol na sequência, dois minutos depois, com Faupala completando uma grande jogada coletiva.

O gol de Faupala, para o City:

No segundo tempo, entretanto, o Chelsea encaixou seu jogo mais facilmente logo nos minutos iniciais, e aos oito minutos já vencia por 3 a 1, com Willian e Cahill tendo marcado para os comandados de Guus Hiddink. De falta, Hazard fez 4 a 1, contando com grande auxílio de Caballero, que foi para o lado contrário da bola, de forma inexplicável. Traoré, aos 44 do segundo tempo, completou a previsível goleada.

Apesar do placar elástico, a derrota por 5 a 1 não mancha a imagem dos garotos colocados em campo, que, pelo contrário, causaram até uma ótima impressão ao conseguirem, por 45 minutos, segurarem o Chelsea e até mesmo marcar um belo gol em ótima jogada coletiva. Para o City, o revés também não representa um indício de que as coisas possam ir mal nas outras frentes. Entretanto, o jogo deste domingo ainda pode ter repercussões negativas.

Pellegrini deverá ser questionado pela maneira como, basicamente, abriu mão de uma competição tradicional de forma deliberada, escalando a equipe dessa maneira. Com um time mesclado, ele já poderia ter enfrentado de igual para igual o Chelsea, que apenas recentemente começou a embalar e que poderia ter problemas para vencer mesmo um Manchester City com 60% de sua força total, digamos.

A escolha por uma equipe escalada com seis garotos, e apenas jogadores de defesa ou marcadores de mais experientes, pareceu exagerada, considerando que o City vai apenas para seu primeiro confronto nas oitavas de final, contra o Dynamo Kiev, uma das equipes mais fracas a alcançar o mata-mata da Champions League. Em sua temporada de despedida, Pellegrini ainda tem a simpatia do torcedor, que, no geral, gosta do trabalho feito pelo chileno ao longo dos últimos dois anos e meio. E, com tão pouco tempo restante no cargo até a chegada de Pep  Guardiola, talvez seja difícil que a repercussão da decisão deste domingo se estenda significativamente. Talvez justamente por se tratar de um erro com o qual não precisaria necessariamente lidar, Pellegrini sentiu-se à vontade para apostar.

Foto de Leo Escudeiro

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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