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Para Özil, espírito Robin Hood impediu o Arsenal de disputar o título

A temporada 2015/16 da Premier League está chegando ao fim. Com o empate do Tottenham com o West Bromwich na última rodada, o título ficou praticamente nas mãos do Leicester, que está a uma vitória de ser campeão inglês. O Arsenal, agora ocupando o quarto lugar da tabela de classificação, esteve perto de assumir a liderança do campeonato em algumas ocasiões. A vitória por 2 a 1 sobre atual líder deu confiança ao time, mas não evitou que saísse da disputa pela taça. Mesut Özil, meio-campista dos Gunners, explicou o motivo em entrevista nesta terça. E é até óbvio: o time perdeu pontos para times considerados pequenos.

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O camisa 11 contou à agência de notícias SID que o time inglês matou as esperanças de ganhar o título porque perdeu muitos pontos para times pequenos. Segundo ele, o troféu era atingível, mas as derrotas e os empates diante de times que não estão em destaque na tabela impediram que o time mantivesse o ritmo para brigar pela conquista, que não vem desde a temporada 2003/04. Das sete partidas que os Gunners perderam nesta temporada da Premier League, duas foram de virada (para o Manchester United, por 3 a 2, fora de casa, e para o Swansea, por 2 a 1, em casa). “Seria possível ganhar o título nesta temporada”, afirmou o meio-campista da seleção alemã. “Mas nós desperdiçamos muitos pontos, especialmente contra os times menores”.

Ele tem razão. A derrota para o Manchester United é compreensível, por ser um rival à sua altura e em um jogo fora de casa. O tropeço diante do Swansea não. O time galês está em 15º na tabela e tem só 10 vitórias na competição. Além do mais, os Gunners empataram com o Crystal Palace, em casa, e com o Norwich, fora, times que ocupam duas das quatro últimas posições na tabela da competição. Resultados que comprometeram a pontuação.

São 12 pontos de diferença entre o Arsenal e o líder Leicester. E olha que o Arsenal ganhou duas vezes do Leicester na temporada, ganhou do Manchester United em um turno e também do Manchester City. O Arsenal foi uma espécie de Robin Hood, o herói mítico da Inglaterra, da Premier League: conseguiu vencer times da parte de cima da tabela, algo que nos últimos anos não conseguia com a frequência necessária para ser campeão. O problema é que esses pontos ganhos contra os grandes são perdidos contra os pequenos.

Embora o Arsenal tenha perdido pontos relativamente fáceis e se afastado do título, Özil está fazendo a melhor temporada da sua carreira. O alemão, responsável por armar a maior parte das jogadas dos londrinos, coleciona, ao todo, seis gols e 18 assistências. “Eu estou orgulhoso do que eu consegui nesta temporada”, disse ele, se referindo a estar entre os finalistas da lista de melhor jogador do ano pela associação de jogadores (PFA). “Eu nunca me importei com conquistas pessoais. O sucesso do time é mais importante para mim”, disse.

Os Gunners agora concentram suas forças para não tropeçar nas últimas três rodadas contra o Norwich e o Aston Villa em casa – um time na briga contra o rebaixamento e outro já rebaixado -, e o Manchester City no estádio Etihad. Agora só o que importa é garantir a vaga para a Champions League. E de forma direta, ficando com o terceiro lugar. “Ao menos alcançaríamos o nosso objetivo mínimo”, afirmou o meia do Arsenal. É, o Arsenal precisa mesmo garantir o terceiro lugar, que vai à fase de grupos. Se o time ficar em quarto, como está no momento, terá que disputar a fase de playoff, que é sempre um risco de ser eliminado antes da fase de grupos.

 

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Nathalia Perez

Jornalista em formação trabalhando a favor de um meio esportivo mais humano. Meus heróis sempre foram jogadores de futebol, mas hoje em dia são muito mais heroínas.

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