Paquetá: “Quero pedir a benção do Geoff Hurst, uma das lendas do clube. A história do West Ham é linda”
Maior contratação da história do West Ham, Lucas Paquetá mostrou reverência a um dos nomes mais importantes da história do clube, Geoff Hurst
Lucas Paquetá tornou-se um dos jogadores brasileiros de mais destaque na Europa desde que chegou ao Lyon, em 2020. Seu desempenho o tornou destaque da Ligue 1 e era dado como certo que deixaria o clube francês na janela de transferências. Foi bem no final, mas ele se transferiu: foi para a badalada Premier League, para o West Ham. Custou € 60 milhões, em contrato de cinco temporadas. O jogador mostrou respeito e admiração pela história do clube.
“Estou muito feliz de estar vestindo as cores do West Ham, espero que seja uma temporada iluminada para todos nós”, afirmou o meia em entrevista ao site de esportes bets Betway. “Quero começar pedindo a benção do Geoff Hurst, uma das lendas do clube. A história do Ham é muito linda e fizemos uma boa temporada no ano passado”.
Geoff Hurst tem atualmente 80 anos e é uma das maiores lendas do futebol inglês. Jogou pelo West Ham de 1959 até 1972, com 187 jogos e 54 gols marcados. Conquistou a Recopa Europeia, em 1964/65, além de uma Copa da Inglaterra em 1964. O grande título da sua carreira, porém, foi com outra camisa: a da seleção inglesa.
Hurst não só estava no elenco que conquistou o título da Copa do Mundo em 1966: ele fez um hat-trick na final, contra a Alemanha. É o único jogador na história a ter feito um hat-trick em uma final de Copa do Mundo masculina. Ele ainda jogaria a Copa de 1970, quando os ingleses foram até as quartas de final e acabaram eliminados, na prorrogação, pela mesma Alemanha que venceram na final de 1966. Foram 49 jogos pela Inglaterra, com 24 gols.
Por tudo isso, Paquetá citar um jogador como esse é um sinal de reverência à história do clube que ele atua. É um sinal de respeito por uma camisa que é das mais tradicionais da Inglaterra, ainda que não seja conhecido pelos títulos. Tem uma torcida que é apaixonada e essa fala do brasileiro certamente o faz ganhar pontos com a arquibancada.
No West Ham, Paquetá encontrou dois ex-companheiros de Lyon. Maxwell Cornet, atacante, jogou pelo clube francês de 2015 a 2021, quando foi vendido para o Burnley. Além dele, Emerson Palmieri também atuou pelos lioneses, na temporada passada. “A gente já jogou junto no Lyon. São dois jogadores que eu já tenho uma intimidade, que vão me ajudar a me adaptar melhor. Sem falar na conexão dentro de campo também, que vai ajudar muito”.
Na última temporada, Paquetá atuou contra o West Ham, pela Liga Europa. “São grandes jogadores, tivemos dois jogos difíceis contra o West Ham quando eu estava no Lyon e deu para ver o quanto a equipe é qualificada. Espero que a gente se conecte muito bem dentro de campo para fazer uma grande temporada”.
Desta vez, o West Ham está na Conference League e Paquetá tem confiança na capacidade da equipe. “Uma equipe como o West Ham tem que entrar em todos os campeonatos para vencer e conquistar títulos. Eu tenho certeza que vamos dar o melhor para vencer a Conference e fazer com que o título venha para nós”, disse o jogador. “Quando olharem para mim dentro de campo, não vai faltar dedicação, esforço”.
Embora tenha ficado conhecido por Paquetá, esse não é o nome do ex-jogador do Flamengo. “Paquetá é o nome da Ilha no Rio de Janeiro onde eu nasci e cresci com a minha família, e a gente tem uma história muito bonita vindo de lá, eu fico feliz de levar esse nome comigo”, contou o brasileiro.
Paquetá é um titular da seleção brasileira, comandada por Tite, que chega em alta para a Copa do Mundo 2022, neste ano em novembro e dezembro. “A gente vem construindo um trabalho muito bom na seleção e estamos nos passos finais da preparação para a Copa do Mundo, que é um sonho de criança. Espero que eu seja chamado e faça um bom campeonato representando meu país”, afirma.



