Özil quer ficar no Arsenal, mas quer que o clube seja claro quanto ao futuro de Wenger

O futuro de Mesut Özil é uma grande incógnita. O meia tem contrato com o Arsenal até 2018, mas os torcedores pressionam para que o vínculo seja renovado. E, assim como o dele, o de Arsène Wenger tem a mesma validade. Porém, quanto ao técnico, não chega perto de ser unanimidade o clamor por sua permanência. Nunca foi, aliás. Agora, porém, a torcida dos Gunners parece estar ainda mais dividida, e quem já não era favorável ao técnico parece ser cada vez menos. No entanto, parece também que uma renovação de contrato está interligada a outra, e se a torcida quiser que Özil fique no time londrino por mais tempo, talvez tenha que lidar com mais anos de Wenger como treinador.
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“Eu estou muito, muito feliz no Arsenal, e deixei o clube ter conhecimento que eu estou disposto a assinar um novo contrato. Os torcedores querem que eu fique e isso agora diz respeito ao clube”, afirmou o meia em entrevista exclusiva à Kicker. “O clube sabe que eu estou aqui muito por causa de Arsène Wenger. Foi ele quem pediu minha contratação e é nele em que minha confiança se deposita. O Arsenal também sabe que eu quero ter a clareza sobre o futuro do técnico”, complementou, insinuando que seu destino com os Gunners depende da permanência de Wenger.
Özil chegou ao Arsenal em 2013 e foi a transferência mais cara requisitada pelo econômico treinador francês até a data de sua compra. Na época, o meia confessou que a transição aconteceu porque quando ele falou com Arsène no telefone antes de ser vendido, “ele mostrou ter muito respeito, e eu, como jogador, preciso disso”, confessou o alemão ao Telegraph.
À Kicker, Özil também respondeu à polêmica construída por Thierry Henry, que criticou ele e Alexis Sánchez por não terem renovado o contrato e por estarem “fazendo o clube de refém com suas demandas salariais”. O Gunner que veste a camisa 11 negou que haja uma entrave financeira, e sua afirmação pode ser atestada por suas declarações sobre Wenger. “Todo mundo tem o direito de dizer o que quiser, mas o que eles têm a dizer não me interessa”, disse, quando perguntado sobre a crítica do ídolo do Arsenal. “Ex-jogadores ou outras pessoas que têm essa visão não sabem o que de fato tem sido conversado entre o clube e eu”.



