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Owen afirma que ainda não desistiu da seleção inglesa

Longe da seleção inglesa desde 2008, Michael Owen admitiu o interesse em retomar a carreira com a equipe nacional. Dispensado pelo Manchester United e levado pelo Stoke City já com a temporada em andamento, o atacante declarou que seu trabalho no clube poderá ser determinante para sonhar com uma nova chance.

“Algumas pessoas não só pensam que me aposentei da seleção, como também do futebol. Porém, eu nunca me retirei dos compromissos internacionais. Tenho que jogar bem por meu clube para pensar novamente na Inglaterra. Poderia ser um bônus, mas teria que redescobrir meu instinto de artilheiro”, afirmou o jogador de 32 anos, que soma 89 partidas pela seleção.

Além disso, o atacante comentou sobre as polêmicas envolvendo a simulação de pênaltis, em debate na Inglaterra: “Está em nosso jogo. Esse tipo de situação está acontecendo com tanta velocidade atualmente que é praticamente impossível ver se houve contrato. Eu diria que 75% dos jogadores podem ficar de pé nos pênaltis, mas eles se sentem mais confortáveis em cair”.

Owen admitiu que ele poderia ter seguido os lances de dois pênaltis conquistados em Copas do Mundo: “Eu também tenho culpa. Na Copa de 1998, levei um jogo de corpo contra a Argentina e fui para o chão. Poderia ter continuado em pé? Sim, provavelmente. Quatro anos depois, o mesmo aconteceu contra os argentinos. O defensor me pegou e deixou uma marca na minha canela, mas eu poderia ter seguido o lance”.

Por fim, o inglês reiterou sua postura contra o cai-cai: “Há uma habilidade em tentar enganar o oponente. Quando você está no mano a mano, tenta avançar até a grande área, porque sabe que ficará mais fácil passar por eles. Não é para se jogar descaradamente, mas é normal para o atacante cavar um pênalti. Eu sou totalmente contra a simulação. Nunca tentei obter um pênalti sem ser tocado, mas você tenta chegar ao limite para ganhar um jogo sem trapacear”.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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