Inglaterra

Owen acredita que atacantes pequenos e rápidos (como ele foi) estão em extinção

Pequeno, veloz e letal. Um atacante com faro de gol que poderia ultrapassar qualquer marcador na corrida, apesar de não ter tanta força física. No auge, assim foi Michael Owen, cuja carreira foi infelizmente atrapalhada por uma série de lesões. Em entrevista ao Goal, o agora comentarista afirmou o que estilo de jogador que ele foi está entrando em extinção no futebol mundial.

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“Eu era único porque eu era pequeno e muito rápido, anormalmente rápido para alguém da minha altura (1,73 metros). Hoje em dia, você não encontra muitos atacantes do meu tamanho”, afirmou Owen, que citou Griezmann como um exemplo. “Ele é uma exceção, mas normalmente os times estão usando um grande atacante. Você não vê muitos atacantes pequenos. Jermaine Defoe (do Bournemouth) é parecido comigo, mas é uma espécie em extinção”.

Owen acredita que, com a popularização de um sistema com três zagueiros, os atacantes rápidos podem voltar a entrar em moda porque as equipes começariam a contra-atacar com dois atacantes, em vez de “um camisa 9 que pode fazer tudo”.

“Talvez esse seja o próximo esquema da moda”, analisou. “Estamos certamente começando a ver mais times com três zagueiros. Eu apena acho que, na última geração, nos últimos 15 anos, voltamos a usar um camisa 9 que pode fazer tudo. Como Didier Drogba e agora Romelu Lukaku. Isso que virou tendência”.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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