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O Villa Park foi à loucura com o gol de Trezeguet no último minuto que colocou o Villa na final

“Pedimos que os torcedores respeitem os regulamentos do estádio em todos os momentos, inclusive após o apito final”, pediu o Aston Villa, por meio do seu Twitter, antes de começar a partida de volta da semifinal da Copa da Liga, nesta terça-feira, mas a maneira como foi construída a vitória por 2 a 1 sobre o Leicester, responsável pela sua primeira final de copa inglesa desde 2015, vale qualquer multa.

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O Leicester era o favorito, e o Villa havia surpreendido na primeira partida, no King Power Stadium, ao arrancar o empate por 1 a 1. No Villa Park, voltou a pegar o terceiro colocado da Premier League desprevenido e abriu o placar, antes Iheanacho, na metade do segundo tempo, empatar o duelo.

Os torcedores começavam a tentar lembrar quando fizeram seus últimos exames cardíacos, o árbitro acariciou a moedinha que definiria quem bateria primeiro e os goleiros recuperavam na memória o estudo sobre os cobradores os pênaltis pareciam inevitáveis.

Mas o sinal da conexão egípcia ficou forte e, aos 48 minutos, El-Mohamady cruzou na segunda trave e Trezeguet bateu de primeira para colocar o Aston Villa em sua nona final de Copa da Liga, contra Manchester City ou United, em busca do sexto título, que seria o primeiro (sem contar umas Intertotos) desde 1996.

O Leicester dominou os minutos iniciais da partida, com Iheanacho tendo a primeira chance, e Maddison exigindo linda defesa de Orjan Nyland, antes de levar perigo também da entrada da área.

Acontece, porém, que o Aston Villa tem Jack Grealish. O craque do time foi lançado entre a defesa, entrou na área e segurou a bola. Manteve Ricardo Pereira afastado por tempo o bastante para que Matt Targett passasse pela esquerda. Seu passe foi completado com um chute de primeira: 1 a 0 para os donos da casa.

Grealish, depois, deu outro excelente passe para Guilbert, que apareceu pela direita e cruzou para Samatta marcar, mas estava impedido quando recebeu a bola do camisa 10.

O Leicester sentiu demais o gol, depois de começar a partida a toda velocidade, e poderia ter se tranquilizado, aos 34 minutos, quando Tielemans exigiu outra boa defesa de Nyland, que espalmou ao travessão, e, na sequência, Maddison cobrou pênalti por um bloqueio com a mão de Nakamba – que deveria ter sido marcado.

Grealish continuou ditando o ritmo do Aston Villa e quase ampliou, aos oito minutos, com um chute de perna direita que passou perto da trave. Aos 19, cruzou por trás da defesa, e Samata ficou a centímetros do desvio fatal.

Iheanacho, porém, estava esperto para aparecer na segunda trave e completar a boa jogada de Harvey Barnes, que terminou em um cruzamento rasteiro preciso para o nigeriano empatar.

Trezeguet teve uma boa chance, mas bateu fraquinho, e Jonny Evans apareceu na segunda trave para completar um escanteio de cabeça, a poucos centímetros da trave.

Estava tudo caminhando para os pênaltis, quando o Aston Villa recuperou a bola no meio-campo e deixou com El-Mohamady, que ignorou os pedidos de Grealish mais à direita, e cruzou a bola para a segunda trave. Trezeguet apareceu nas costas de Ricardo Pereira e bateu de perna esquerda para levar o Villa Park à loucura.

Campeão europeu, heptacampeão inglês, dono de 12 copas, fazia tempo que o Aston Villa não tinha uma noite dessas em seu estádio, o que mais do que justifica a reação da torcida.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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