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O ímpeto do Watford e o gol perdido por Welbeck de novo frustraram o Arsenal, fora da FA Cup

Desde a histórica conquista da Premier League 2003/04 com os Invincibles, a Copa da Inglaterra se colocou como a única alegria para o Arsenal. Os Gunners levantaram a taça em 2005, antes de encerrar um longo jejum de títulos com o bicampeonato entre 2014 e 2015. Contudo, as chances do tri foram pulverizadas neste domingo, dentro do Estádio Emirates. O Watford ressaltou a boa temporada que vive ao eliminar o time de Arsène Wenger de maneira imponente, abrindo dois gols de vantagem. A pressão do Arsenal nos minutos finais acabou em vão, fechando o placar em 2 a 1. Danny Welbeck, que surgiu como salvador ao diminuir a diferença, terminou a tarde como vilão por um incrível gol perdido.

O Watford abriu o placar aos cinco minutos do segundo tempo. A partir de uma cobrança de lateral, a defesa permitiu que a bola chegasse a Odion Ighalo dentro da área sem maiores problemas. E o atacante não perdoou, girando e fuzilando para o fundo das redes. Já o grande gol da partida aconteceu aos 18. Outra vez com enorme liberdade, Troy Deeney teve tempo para pentear a bola e segurá-la dentro da área. Apenas rolou para Adlene Guédioura encher o pé e acertar o ângulo com um petardo, sem chances para o goleiro Ospina.

Wenger realizou três substituições logo na sequência e tentou botar o Arsenal no ataque. De fato, os Gunners passaram a pressionar muito e até conseguiram diminuir a diferença aos 43, em passe extraordinário de Mesut Özil com o calcanhar, que Danny Welbeck completou para as redes. Todavia, o herói recorrente (após já salvar na vitória sobre o Leicester na Premier League) passou a ser execrado instantes depois. No rebote de uma bola na trave, o atacante teve tempo para dominar e girar dentro da área, mas errou o alvo. A falha sacramentou a eliminação e valeu a comemoração ensandecida dos nove mil visitantes presentes nas arquibancadas do Emirates.

Embora tenha caído de produção no segundo turno, em 14º na Premier League, o fato de permanecer na elite uma temporada após o acesso já é ótimo ao Watford. Que acaba premiado com a sexta aparição nas semifinais da Copa da Inglaterra, a primeira desde 2006, e buscando a decisão que não disputa desde 1984. Já ao Arsenal, com uma missão quase impossível na Champions, resta se concentrar no Campeonato Inglês. E com o moral bem baixo, diante dos desempenhos ruins das últimas semanas. O maior temor dos Gunners não é mais nem ficar sem o título nacional, mas outra vez deixar de brigar no meio do caminho e ter que se contentar com a vaga continental como “maior conquista”. A paciência de muitos com Arsène Wenger vai se esgotando.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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