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Mais que artilheiro, Ramsey se mostra meia completo

Aaron Ramsey vive aquela que é, de longe, a temporada mais inspirada de sua carreira. Neste sábado, o camisa 16 chegou aos oito gols em nove jogos, ao arrematar a vitória por 2 a 1 sobre o Swansea, que deixou o Arsenal na liderança isolada da Premier League. Quando se profissionalizou, o galês precisou de cinco anos para atingir tal marca. Até a temporada passada, o meio-campista havia anotado 11 gols em toda a sua carreira por clubes.

Obviamente, o momento iluminado de Ramsey reflete na sequência favorável vivida pelos Gunners. A equipe de Arsène Wenger chegou à nona vitória consecutiva na temporada, manchada apenas pela derrota para o Aston Villa na abertura da Premier League. Dez dos 21 gols marcados pelo Arsenal em 2013/14 tiveram participação direta do galês, que, além de marcar os oito tentos, também foi responsável por duas assistências – uma delas, também no jogo deste sábado, contra o Swansea.

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E se os gols vêm saindo, é reflexo da enorme eficiência de Ramsey na conclusão. Até o momento, o camisa 16 deu apenas dez chutes no gol durante toda a temporada. Ou seja, os goleiros adversários conseguiram parar suas finalizações apenas duas vezes. Não à toa, é um dos artilheiros da Premier League, com quatro gols. Um fato que chama atenção, mas que, de certa forma, maquia outros predicados do galês.

Ramsey está entre os líderes de algumas estatísticas importantes na Premier League. Se a presença ofensiva é o que mais chama atenção, ninguém pode reclamar do comprometimento defensivo do meia. Afinal, Ramsey é o líder em desarmes da competição. E o galês também é fundamental na construção de jogo dos Gunners. Ele apresenta média de 76 passes por partida, a maior de sua equipe e a terceira da PL, abaixo apenas de Yaya Touré e Michael Carrick. E o aproveitamento também é respeitável, acertando 87,5% desses toques.

Ramsey sempre foi bem cotado no Emirates, mas as lesões atrapalharam seu desenvolvimento. E foi em um time que custa a encontrar seus protagonistas que o camisa 16 encontrou sua melhor forma, aos 22 anos. A versatilidade mantém o galês como titular absoluto na cabeça de área do Arsenal, mas também permite que ele atue nas pontas. Uma virtude que anima os torcedores londrinos, carentes de um meio-campista tão completo desde a venda de Cesc Fàbregas ao Barcelona.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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