Inglaterra

O City está voando e já se destaca da concorrência neste início de Premier League

A temporada da Premier League chega a sua terceira rodada com uma grande questão: quando vão conseguir parar o Manchester City? A equipe de Manuel Pellegrini começou a competição com uma tabela relativamente complicada, mas está passando por cima de todos os adversários. Após estrear com tranquilidade contra o West Bromwich, deu um show no Chelsea. E, neste domingo, a vítima foi o Everton, em pleno Goodison Park. Não foi das partidas mais simples, especialmente durante o primeiro tempo apagado dos Citizens. Contudo, o time se ligou em alta voltagem na volta do intervalo. Tanto que a vitória por 2 a 0 ficou barata, com direito a bola na trave e boas defesas de Tim Howard.

O primeiro gol veio aos 15 minutos da etapa complementar, na primeira assistência de Sterling pelo novo clube. O atacante gingou diante da marcação e deixou Kolarov livre na linha de fundo. Mesmo sem ângulo, ele encontrou uma brecha no canto e contou com a colaboração de Howard. Já aos 43, depois de muitas chances perdidas, o City produziu uma obra-prima. Nasri tabelou com Yaya Touré, que devolveu com pura classe, com a parte interna do pé e de lado para a direção do passe. Deixou o francês em ótimas condições, para dar um leve toque e encobrir Howard. Símbolo do ótimo momento que o City vive.

Uma das chaves para a alta do City está em Yaya Touré, que voltou a jogar demais. Além disso, a linha ofensiva cheia de jogadores leves facilita demais a verticalidade do time. E não prejudica o poder de marcação. Em três partidas, os Citizens têm o melhor ataque da Premier League, com oito gols, e também a melhor defesa, ainda sem sofrer, ao lado de United e Liverpool – este, com um jogo a menos. Ainda falta muita água para rolar, é claro. Mas, neste primeiro momento, e prometendo ainda mais reforços para os próximos dias, os azuis despontam como os mais fortes favoritos à taça.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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