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O Chelsea gastou a bola para dar um show como ainda não tinha feito nesta Premier League

O Chelsea entrou nos trilhos sob o comando de Guus Hiddink. Os resultados podem não ser tão regulares, mas o time ainda não foi derrotado e escapa da zona de perigo em que aparecia com José Mourinho. Mais do que isso, muitos destaques que estavam mal resolveram jogar bola. E tamanho comprometimento resultou na maior goleada registrada pelos Blues na Premier League desde janeiro de 2015. Tudo bem, o Newcastle não é exatamente o adversário mais qualificado da Premier League. De qualquer maneira, os londrinos jogaram por música para enfiar 5 a 1 sobre os visitantes em Stamford Bridge. Vitória exuberante principalmente pelos 16 primeiros minutos, com três gols, assim como pela qualidade das pinturas do Chelsea.

Durante o início da partida, Diego Costa e Willian destoaram. Os brasileiros se combinaram de maneira brilhante em dois dos primeiros três gols, com bom passe e vontade. Além disso, Pedro arrancou para aproveitar um recuo errado e dar tranquilidade no placar logo de cara. O que o Chelsea precisava para atuar de maneira leve, trabalhando bem a bola, mas também maltratando nos contra-ataques.

Já na segunda etapa, Pedro voltou a marcar, a partir de um lançamento primoroso de Cesc Fàbregas. E Bertrand Traoré saiu do banco para fechar a conta, completando excelente trama. Dá para culpar os enormes espaços deixados pela defesa do Newcastle. Mas também não se pode ignorar o talento dos Blues na cadência. Ao final, Andros Townsend ainda fez o de honra dos Magpies. Nada que pudesse estragar a noite maravilhosa (como se pouco se viu nesta temporada) dos londrinos.

É claro que a má fase do Chelsea na metade inicial da temporada não pode ser apenas atribuída a questões táticas – longe disso, aliás. Só que, além da vontade dos jogadores, Guus Hiddink também muda a maneira de atuar do time, como o jogo desta sábado mostrou. A vitória até serve para a tabela da Premier League, botando os Blues em 12º, mas tem bem mais peso para a sequência da semana. A Champions League segue no horizonte dos londrinos. E a injeção de moral precisa mesmo ser grande diante do embalado Paris Saint-Germain, adversário já nesta terça. Se uma recuperação parecida levou o Chelsea ao topo da Europa há quatro anos, as esperanças de uma reviravolta se mantêm entre os torcedores.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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