Os números que convenceram o Manchester City pagar mais de R$ 800 milhões por Anderson
Citizens garantem reforço de peso para início da era Enzo Maresca no clube
O Manchester City decidiu fazer um investimento histórico para contratar Elliot Anderson. Aos 23 anos, o meio-campista deixará o Nottingham Forest para se tornar o jogador britânico mais caro da história, em uma transferência de 116 milhões de libras (cerca de R$ 808,8 milhões).
Mas o alto valor da transação não se dá apenas pela expectativa de um talento futuro de Anderson. Os números da temporada 2025/26 já mostram por que os Citizens enxergam no inglês uma peça capaz de liderar a nova era do clube, agora sob o comando de Enzo Maresca.
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Anderson foi um dos jogadores mais completos da última edição da Premier League, liderando estatísticas que vão desde construção de jogo até recuperação de bola e intensidade física, virtudes essenciais no estilo de jogo utilizado pelo Manchester City na última década sob Pep Guardiola.
Manchester City espera um Anderson ‘onipresente’
Poucos jogadores participaram tanto do jogo quanto Anderson. Nenhum atleta da Premier League teve mais contatos com a bola na última temporada: foram 3.300 toques, reflexo da responsabilidade que assumiu na construção das jogadas do Nottingham Forest, segundo dados da “BBC“.
Além disso, foi o meio-campista central com mais passes certos no campeonato, somando 2.038 acertos, e liderou a posição em passes que quebraram linhas defensivas, com 376. Mais do que manter a posse, Anderson se destacou por acelerar as jogadas e encontrar espaços entre os adversários.
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Domínio sem a bola
Se ofensivamente Anderson chamou a atenção, defensivamente os números impressionam ainda mais. O jogador, que está com a seleção inglesa na Copa do Mundo, terminou a Premier League como o atleta com mais duelos vencidos (298) e mais bolas recuperadas (306). Também foi quem mais sofreu faltas (80), demonstrando o vigor nas disputas individuais durante as partidas.
Sua intensidade aparece em outro indicador importante: foram 1.895 pressões de alta intensidade, a segunda maior marca entre os meio-campistas da competição.
Motor do Nottingham Forest
A capacidade física foi outro fator decisivo para despertar o interesse do City. Anderson percorreu 411 quilômetros durante a temporada da Premier League, ficando atrás apenas de James Garner (Everton) entre todos os jogadores do campeonato. Além disso, foi titular em 37 das 38 rodadas, sendo preservado apenas uma vez por conta da semifinal da Liga Europa.
Em uma temporada marcada por quatro treinadores diferentes no Nottingham Forest, o inglês manteve regularidade apesar das mudanças de comando.
Anderson: Criatividade além da marcação
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Embora seja reconhecido pelo trabalho defensivo, Anderson também contribuiu diretamente para o ataque.
Na Premier League, terminou a temporada com quatro gols, quatro assistências, 54 chances criadas e nove grandes oportunidades produzidas, além de registrar 4,8 assistências esperadas. Nenhum jogador do Nottingham Forest criou mais chances para os companheiros.
O contexto torna os números ainda mais relevantes. O Forest passou boa parte da temporada atuando em transições rápidas, sem dominar a posse de bola, exigindo que Anderson defendesse grandes espaços antes de iniciar os contra-ataques.
Peça ideal para o novo técnico do Manchester City
As estatísticas também explicam por que Anderson se encaixa no modelo de jogo de Enzo Maresca.
O treinador costuma montar equipes que pressionam intensamente, recuperam a bola no campo ofensivo e aceleram rapidamente as jogadas. Nesse cenário, Anderson reúne praticamente todas as características desejadas: intensidade sem a bola, qualidade no passe, capacidade de quebrar linhas e resistência física para sustentar o ritmo durante os 90 minutos.
Mais do que contratar um jogador promissor, o Manchester City aposta em um meio-campista que já figura entre os líderes da Premier League em praticamente todos os fundamentos importantes para a posição. É essa combinação entre produção imediata e potencial de evolução que ajuda a explicar por que o clube não hesitou em investir uma quantia recorde para levá-lo ao Etihad Stadium.