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Novo Man City, velhos problemas e deu Cardiff

Qualidade técnica é algo que definitivamente não falta ao Manchester City. O time tem jogadores do calibre de Yayá Touré e Sergio Aguero, por exemplo, dois nomes que já fizeram muito pelo clube. Com o novo técnico, Manuel Pellegrini, esperava-se que o time sofresse menos para vencer seus jogos em relação à temporada passada. No segundo jogo da Premier League, o time sofreu uma derrota por 3 a 2 para o Cardiff, em Gales, e viu se repetir o mesmo problema da temporada: a falta de poder de decisão.

Não faltam jogadores para isso. David Silva, Agüero e Yayá Touré estavam todos em campo. Não foram capazes de fazer valer essa qualidade sobre a equipe que estava voltando à primeira divisão da Inglaterra depois de 51 anos. A torcida, enlouquecida, fez a sua parte e pressionou o City com vaias e dando o apoio ao Cardiff como pode. Mesmo assim, o time saiu perdendo em um gol de Edin Dzeko, no início do segundo tempo.

O City era melhor, dominava a posse de bola e parecia no caminho para uma vitória sem grandes problemas. Isso até o gol de empate surgir, aos 15 minutos do segundo tempo. E aí a coisa ficou feia. O City fez alterações, mas não adiantou. Em dois escanteios, na bola aérea, o Cardiff virou. No primeiro, Campbell chegou como um torpedo e tocou para as redes, aos 34 minutos. O Manchester City tentou ir para cima, mas o que aconteceu foi que em outro escanteio, Campbell mandou de cabeça para as redes de novo e ampliou para 3 a 1.

A pressão do City ainda rendeu um gol com Negredo, que substituiu Dzeko. Mas o gol só veio aos 47 minutos, quando já era tarde demais para uma reação. O empate não veio, mesmo com o árbitro dando jogo até os 51 minutos.

Faltou ao City usar o seu domínio para efetivamente marcar os gols necessários para a decisão do jogo. Algo que se viu muitas vezes sob o comando de Roberto Mancini. O time ainda não conseguiu mostrar que mudou nisso, mas talvez seja muito cedo. O trabalho de Pellegrini está só começo. Mas a perda desses pontos em Cardiff já preocupa.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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