Inglaterra

“Não tenho certeza se Ted Lasso ajudou”, brinca Marsch sobre pé atrás com técnicos dos EUA

Ele reconheceu que existe um estigma em técnicos norte-americanos - e acha que não é totalmente injustificado

Jesse Marsch, natural do Wisconsin, nos Estados Unidos, entende por que existe um pé atrás com técnicos norte-americanos e brincou que talvez o personagem Ted Lasso da série da Apple+ não tenha ajudado a acabar com esse estigma, no momento em que ele se prepara para fazer seu primeiro jogo como técnico do Leeds, neste sábado, contra o Leicester pelo Campeonato Inglês.

Para quem ainda não teve o prazer de conhecê-lo, Ted Lasso é treinador de futebol americano contratado por um clube da Premier League (baseado no Crystal Palace) que não sabe nada sobre futebol e precisa navegar entre um choque cultural, tanto entre esportes, quanto entre os EUA e a Inglaterra.

Sem dúvida um estereótipo do norte-americano que não não gosta ou não entende de futebol, e Marsch inclusive não acredita que o estigma é completamente injustificado. “Eu acho que existe e não tenho certeza se Ted Lasso ajudou”, disse, em tom de brincadeira, em sua primeira entrevista coletiva como técnico do Leeds. “Eu não vi a série, mas eu entendo. As pessoas não gostam de ouvir a palavra soccer. Eu uso futebol desde que virei jogador profissional. Mais e mais nos Estados Unidos estamos nos adaptando ao que o jogo é aqui, e a nossa conexão com o que é esta liga e ao que o esporte é neste país”

“Eu consigo entender por que não acham (que técnicos norte-americanos) têm as mesmas experiências que podem ser criadas na Europa. E francamente, estão certos. É por isso que eu vim para a Europa. É por isso que aprendi alemão. É por isso que tentei me adaptar a uma nova cultura. Este é o quinto país em que treino futebol. Isso me tira da minha zona de conforto o tempo todo e me desafia a crescer o tempo todo, a me desenvolver e aprender coisas novas”.

“Tudo que posso dizer é que a única maneira que eu sei fazer as coisas é dando tudo que tenho, acreditando em quem eu sou, acreditando nas pessoas com quem eu trabalho e tentando maximizar o que somos todos os dias. E eu descobri que se você fizer isso, então você ficará muito surpreso com o espírito humano e o que você pode conseguir”, afirmou, antes de brincar com o otimismo e a fé nas pessoas que são as marcas registradas de Ted Lasso: “Então, isso soa como Ted Lasso, pelo que ouvi falar”.

Marsch começou carreira com assistente da seleção dos EUA e passou por Montreal Impact e New York Red Bulls, da Major League Soccer, antes de chegar à Europa para treinar o Red Bull Salzburg e o RB Leipzig. No Leeds, terá seu primeiro emprego fora da estrutura da Red Bull desde o Impact, em 2012, como substituto de Marcelo Bielsa.

“É importante estar seguro de que os seus predecessores fizeram muitas coisas bem, entender as coisas que ele fez bem e nos manter fiéis a algumas dessas coisas, mas eu também não preciso ser Marcelo Bielsa. Eu tenho que ser eu. Eu sou diferente e tenho minha própria personalidade”, explicou o profissional de 48 anos.

O Leeds está próximo da zona de rebaixamento do Campeonato Inglês, com cinco derrotas e um empate nas últimas seis rodadas, e tentará começar a recuperação e um bom trabalho de Marsch no King Power Stadium, contra o Leicester, neste sábado, às 9h30.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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