Nani afirma que último contrato com o United acabou sendo o “pior momento da sua vida”
Jogar em um clube do tamanho do Manchester United é o sonho de 11 em cada dez jogadores de futebol, e Nani conseguiu realizá-lo. Foi tetracampeão inglês e conquistou uma Champions League com os ingleses. Em 2013, David Moyes substituiu Alex Ferguson e quis mantê-lo na equipe. Ofereceu-lhe um novo contrato de cinco temporadas, que o português, feliz por ter o futuro assegurado, prontamente assinou. E acabou se arrependendo.
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Assim como o Manchester United, Nani não prosperou sob o comando de Moyes. Atuou apenas uma vez na Champions League e 11 na Premier League, sete como titular. Van Gaal chegou para o lugar do escocês e disse ao meia-atacante que ele poderia ficar e brigar por um lugar na equipe, mas que “não seria a primeira, talvez nem a segunda” opção do treinador. E, então, ele decidiu ir embora. Foi emprestado ao Sporting e depois vendido ao Fenerbahçe. Agora, o jogador de 29 anos começa a se preparar para defender o Valencia, depois de ser campeão europeu por Portugal.
“(Assinar o segundo contrato) Poderia ter sido o melhor momento da minha vida, mas acabou sendo o pior. Depois de assinar um contrato como aquele, você pensa que todo mundo irá apoiá-lo e ajudá-lo. E você vê o oposto. Então, vem o stress. Eu estava desanimado e, quando você fica assim, as lesões aparecem também. Foi um momento ruim. Algo que me deixou bastante triste, bastante decepcionado”, disse, em entrevista ao jornal inglês The Guardian.
A troca de comando também foi sentida por Nani, que considerava Alex Ferguson como um pai. “Ele ficava bravo e gritava com você um minuto, mas, no seguinte, passava a mão na sua cabeça e dizia: ‘vamos lá, filho’. Foi difícil lidar com isso no começo, porque não o conhecia, nem sua personalidade forte, mas, quando você o conhece, aprende que é para o seu benefício. Se eu tenho uma mentalidade forte hoje em dia, é por causa dele”, afirmou. “O United me deu tudo o que tenho na vida”.
Cristiano Ronaldo
Português, ponta, habilidoso, com movimentos parecidos, e jogando no mesmo time: a comparação entre Nani e Cristiano Ronaldo era inevitável na época em que os dois defendiam o Manchester United. Mas era correta? “Esperavam que eu fosse o próximo Ronaldo, mas isso é injusto. Somos jogadores diferentes, temos personalidades diferentes. Talvez fosse um erro nos comparar”, explicou.
Mas, quando Cristiano Ronaldo não pode mais defender a seleção portuguesa na Eurocopa, por causa de uma lesão, foi papel de Nani atuar como capitão da equipe. “Muito rapidamente eu coloquei na minha cabeça e tentei ajudar meu time, tentar dar confiança e motivação para eles continuarem. Eu tinha que fazer meu trabalho. Tinha que fazer o que os capitães fazem. O que mudou foi que comecei a gritar com meus jogadores, com os jovens, motivando-os. E foi fantástico”, contou.