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Há 20 anos, Beckham marcava o seu gol preferido: esse chute do meio-campo contra o Wimbledon

David Beckham teve uma carreira muito bem sucedida no futebol e passagem marcante por alguns dos maiores clubes da Europa. Começou a carreira no Manchester United, onde se tornou querido da torcida pela sua imensa capacidade de passes e chutes. A precisão era tão absurda que impressionava. E este gol, na temporada 1996/97, é um deles. Foi o gol contra o Wimbledon, na primeira rodada da Premier League daquele ano, que fechou a vitória por 3 a 0. Foi no dia 17 de agosto de 1996, há exatos 20 anos.

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“Meu gol favorito é aquele contra o Wimbledon, sabe, todo mundo fala sobre ele e todo mundo fala da história dele”, contou Beckham em entrevista à Sky Sports, rede de TV inglesa. “Eu digo o quanto foi importante para mim, pessoalmente, na minha carreira, mas eu estava mais feliz pelo fato de Eric Cantona ter vindo para mim depois e dito: ‘Bonito gol’. Isso foi melhor do que marcar o gol para mim”, revelou ainda o ex-jogador do Manchester United.

O curioso é que esse gol quase não aconteceu porque Alex Ferguson ficou furioso com Beckham por ter tentado um chute parecido alguns minutos antes. “Como esquecer um gol há mais de 50 metros?”, disse Ferguson. “Ele tentou aquilo uns 10 minutos antes de marcar o gol e eu disse para o meu assistente Brian Kidd: ‘Se ele tentar de novo, está fora’. Na época, David estava se empolgando um pouco e eu estava sempre tentando manter os pés dele no chão. Quando o gol aconteceu, Kidd virou para mim e disse: ‘Nós temos que tirá-lo!'”.

O goleiro do Wimbledon na época, o escocês Neil Sullivan também lembra bem do lance. “Foi bem no fim do jogo, nós perdíamos por 2 a 0 e ele pegou a bola na linha de meio-campo e chutou bem por cima de mim”, afirmou o ex-jogador. “Com a bola no ar, eu pensei: ‘Vai passar perto’. Então caiu dentro do gol. Eu olhei para os torcedores do Manchester United atrás do gol e eles estavam rindo! Mas foi um grande gol”, contou o jogador.

Um dos mais famosos narradores da Inglaterra – e do mundo, já que ele também é a voz do game Fifa há anos -, Martin Tyler, que trabalhava na Sky Sports na época, também contou sobre o gol que ele narrou, ao vivo. “Houve muito tempo para pensar sobre o que eu ia dizer porque a bola ficou no ar por muito tempo. Eu vi que a bola ia entrar porque a cabine fica em uma ótima posição no [estádio] Selhurst Park. Eu sabia que a história estava sendo feita diante dos meus olhos, primeiro pela audácia e habilidade técnica do gol, e depois por causa dele”, contou. “Foi um gol especial de alguém que estava a caminho de se tornar um jogador especial. Muitos jogadores teriam ficado preocupados em estragar tudo. Ele teve ousadia, brilho e técnica”.

Na época, David Beckham tinha só 21 anos. Era ainda um jogador em ascensão, já começando a colher os frutos do que mostrava em campo. Ele ainda usava a camisa 10 do Manchester United, porque a icônica 7 pertencia ao ídolo máximo do clube, Eric Cantona. Ele só passaria a vestir esse número em 1997, depois da aposentadoria do lendário atacante francês.

Beckham se profissionalizou em 1992 no Manchester United e aos poucos foi ganhando espaço junto com outros jogadores que ficaram conhecidos como “Classe 92”, como Gary Neville, Paul Scholes e Ryan Giggs. Em 1996, Beckham já era titular do time e ficaram assim até 2003, quando deixou a equipe do norte da Inglaterra para jogar pelo Real Madrid. Jogou no Real Madrid até 2007, depois se transferiu para o Los Angeles Galaxy. Teve duas passagens por empréstimo no Milan, em 2009 e 2010. Depois, em 2013, encerrou a carreira jogando pelo Paris Saint-Germain.

Na seleção inglesa, Beckham jogou as Copas do Mundo de 1998, 2002 e 2006. Não foi para a de 2010 por estar machucado, justamente no seu último empréstimo ao Milan. Fazia parte do grupo de Fabio Capello para o Mundial da África do Sul. Perdeu espaço com a camisa inglesa, mas se manteve atuando nos Estados Unidos e depois por alguns meses na França antes de pendurar as chuteiras.

Este gol, que completa 20 anos, continua sendo um dos mais marcantes da sua carreira.

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Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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