Apesar de destaque de Estêvão e João Pedro, Richarlison é quem faz diferença em Chelsea x Tottenham
Atacantes brasileiros dos Blues voltaram a se destacar em amistoso de pré-temporada, mas camisa 9 dos Spurs não deixou barato
O Chelsea entrou em campo para seu segundo amistoso de pré-temporada contra o Tottenham. E no primeiro clássico contra da era Xabi Alonso x Roberto de Zerbi, Estêvão e João Pedro voltaram a se destacar, mostrando sua importância para o sistema dos Blues, porém, foi Richarlison que fez a diferença a favor dos Spurs.
Neste sábado (01), o Tottenham venceu o Chelsea por 2 a 1, com um jogador a menos, no Accor Stadium, em Sydney, na Austrália. Recuperado da grave lesão muscular que o tirou da Copa do Mundo, o camisa 41 dos Blues voltou a marcar gol, mas também merece destaque por sua contribuição defensiva no lado direito.
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Já o camisa 20 do Chelsea, que fez um hat-trick contra o Western Sydney na última terça-feira (28), foi o responsável por descolar a expulsão de Kevin Danso ao forçá-lo ao erro na saída de bola, sendo parado com falta para não ficar cara a cara com o goleiro. E ao levar em consideração à filosofia de jogo do treinador espanhol, ambos deram bons indícios para 2026/27.
Por mais que o resultado não seja o aspecto mais importante de uma partida de preparação, não dá para negar a importância do gol camisa 9 dos Spurs. No último lance da partida, Richarlison aproveitou rebote de um chute na trave para mostrar o poder da resiliência do Tottenham.
Estêvão salva Chelsea do domínio do Tottenham
O técnico italiano não se intimidou com o rival e fez com que o Tottenham controlasse a posse de bola no 1º tempo, embora não tenha conseguido criar tantas oportunidades em jogadas trabalhadas. Como consequência, o Chelsea também teve poucas chances de gol.
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Em momentos de avanço dos Spurs, Estêvão auxiliou Marco Palestra em bloco baixo. Aliás, as combinações pela direita entre o ponta brasileiro e o ala italiano, recém-contratado junto à Atalanta, foram promissoras. Com o tempo, a dupla deve tirar proveito do entrosamento no último terço.
Só que foi o Tottenham quem fez o primeiro gol graças à identidade de De Zerbi: marcação-pressão em lateral no campo de defesa do Chelsea e consequente roubada de bola, que chegou na direita para Manor Solomon. Sandro Tonali apareceu vindo de trás e bateu de primeira, cujo desvio em Levi Colwill matou o goleiro.
A resposta dos Blues veio quatro minutos depois e também teve a cara de Xabi Alonso: com os Spurs marcando a saída de bola curta, a aposta na rápida transição ofensiva em campo aberto permitiu que a bola fosse para a esquerda com Jamie Gittens, que cruzou para o outro lado da grande área. Estêvão atacou as costas de Andy Robertson e cabeceou para balançar as redes.
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João Pedro freia intensidade, mas Richarlison desequilibra
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Se antes do intervalo o jogo estava nas mãos do Tottenham, tudo mudou com o cartão vermelho ao zagueiro austríaco, que havia acabado de sair do banco de reservas. Sem a mesma qualidade técnica de Jan Paul van Hecke, Danso se atrapalhou com a pressão exercida por João Pedro e se atirou à frente do atacante para evitar um lance claro de gol.
A superioridade numérica permitiu ao Chelsea ocupar o campo de ataque com maior frequência, com o brasileiro explorando os espaços entrelinhas para facilitar o avanço dos companheiros. João Pedro e Estêvão (2 vezes) quase foram as redes, mas pararam nos milagres de Antonín Kinsky.
Os Spurs foram obrigados a apostar no contra-ataque enquanto se fechavam lá atrás, cuja estratégia deu certo. Os Blues, que também promoveram testes através das alterações, não conseguiram manter o ímpeto ofensivo e geravam buracos em sua defesa, muito bem explorados pelo rival.
Nos acréscimos, o Tottenham arriscou um último arremate com Jamie Donley, que estava livre na entrada da área. A bola parou no poste, mas Richarlison aproveitou a cochilada do Chelsea para balançar as redes e mostrar mais envolvimento do que Dominic Solanke, que pouco fez como titular.