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Morata: “Não queria voltar ao Real Madrid, me trataram como o garoto que era antes”

Álvaro Morata, atacante do Chelsea, deu declarações fortes ao jornal Gazzetta dello Sport, em entrevista divulgada nesta segunda-feira. O espanhol afirmou que não queria deixar a Juventus, em 2016, depois de dois bons anos pelo clube italiano, mas acabou cumprindo a cláusula de recompra exercida pelo Real Madrid. “Havia acordos contratuais que deviam ser respeitados”, afirmou. “A decepção foi enorme”.

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Formado no Real Madrid, Morata chegou ao time principal pela primeira vez em 2010, aos 18 anos. Até 2014, teve poucas chances de jogar e decidiu aceitar a proposta da Juventus, de € 20 milhões. Aos 22 anos, teve a chance de mostrar sua capacidade. Foi bem no clube italiano e o Real Madrid exerceu a cláusula de recompra por € 30 milhões em 2016. Novamente, foi reserva o tempo todo e decidiu, uma temporada depois, ir para o Chelsea por € 62 milhões.

Aos 25 anos, é a primeira vez que Morata tem a chance de ser titular de um grande time europeu por mais tempo. Ele chegou a ocupar o posto de titular em alguns momentos na Juventus, tendo Carlos Tevez como companheiro de ataque. Também ocupou este posto ao lado de Mario Madzukic, na temporada seguinte. Agora, no Chelsea, ele é o ponto focal do ataque do clube comandado pelo técnico italiano Antonio Conte.

“Voltei ao Real Madrid porque havia acordos contratuais que deviam ser respeitados. A decepçção foi enorme: voltei ao ponto de partida. Me trataram como o garoto que eu era antes das duas temporadas na Itália”, lamentou Morata ao jornal italiano. A ida para o Chelsea foi justamente pela expectativa de mais tempo em campo e ele diz que encontrou “muitas situações favoráveis” no clube de Londres.

“O primeiro, o treinador: conhecia Conte e não tive problemas para entender suas ideias futebolísticas. O segundo, o ambiente: fui muito bem recebido pelos meus companheiros. A presença de um núcleo espanhol com Azpilicueta, Alonso, Cesc e Pedro tornou as coisas mais fáceis. O terceiro é a minha esposa, Alice Campello, que foi comigo para Londres”, contou o camisa 9 do Chelsea.

“Vim para cá porque havia um treinador como ele. Começamos a falar sobre a minha eventual contratação no final da temporada passada e finalmente cheguei em Londres. É exigente, mas aproveita ao máximo as habilidades de cada jogador. Se nota que respiro os ares em um grande clube, primeiro como jogador e depois como treinador”, elogiou ainda o centroavante.

Em vias de enfrentar a Roma, pela Champions League, Morata apontou o rival italiano como um time mais perigoso que o Atlético de Madrid, time que o Chelsea já venceu na Espanha. Em Londres, a Roma arrancou um empate em um jogaço, 3 a 3. Para ele, a Roma tem “algo mais” que o Atlético.

A temporada de Morata, até aqui, tem sido ótima. São 13 jogos, com sete gols marcados. No Campeonato Inglês, são nove jogos e seis gols. O espanhol tenta chegar à sua melhor marca pessoal em 2017/18.

Em 2016/17, pelo Real Madrid, marcou 20 gols em 43 jogos, mesmo sendo mais reserva que titular. Foi a sua melhor marca na carreira. Em 2015/16, foram 12 gols em 47 jogos pela Juventus. Em 2014/15, 15 gols em 46 jogos.

Morata e o Chelsea enfrentam a Roma nesta terça-feira, pelo Grupo C da Champions League, às 17h45 (horário de Brasília).

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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