Inglaterra

Martinelli está empolgado com juventude do Arsenal: “Seremos um dos melhores times do mundo”

O brasileiro é um dos muitos garotos que estão se destacando na boa campanha do Arsenal nesta Premier League

O Arsenal nem sempre teve muitos motivos para ficar esperançoso com o futuro nos últimos anos, mas atualmente conta com uma espinha dorsal de jovens jogadores que pode transformá-lo em um dos melhores times do mundo, na opinião de Gabriel Martinelli, uma dessas promessas que tem ajudado o time de Mikel Arteta a brigar a sério por vaga na próxima Champions League.

O Arsenal é o sexto colocado, com 42 pontos, mas tem três partidas a menos que West Ham, também com 42, e Manchester United, com 46. “No jogo contra o Manchester City o jogador mais velho era Lacazette (30 anos), mas muitos jogadores tem 22, 23, 24 anos. Temos tempo para melhorar e vamos fazer isso. Cem por cento, seremos um dos melhores times do mundo”, disse, em entrevista ao The Athletic.

Com menos de 24 anos, o Arsenal tem nomes como Bukayo Saka, Emile Smith Rowe, Martin Odegaard, Takehiro Tomiyasu, Aaron Ramsdale, Gabriel Magalhães e Ben White. Alguns desses foram contratados recentemente, mas um momento importante para os garotos mais longevos do Arsenal foi uma vitória contra o Chelsea de Frank Lampard, em dezembro de 2020. Saka, Martinelli e Smith Rowe foram titulares e jogaram muito bem.

“Sabemos que precisamos dar confiança para o treinador nos colocar em campo. Se jogarmos bem, sabemos que vamos continuar jogando. Depende dos jogadores o que acontece. Somos uma família. Não vemos isso apenas quando trabalhamos e jogamos futebol. É mais do que isso para nós. Estamos todos ficando mais fortes juntos, dentro e fora de campo. Tentamos comer juntos. Em Dubai, durante a inter-temporada, fizemos um churrasco de funcionários e time que foi muito gostoso”, disse.

“Todos os jogadores são incríveis comigo. Eu amo Emile e Saka. Como eles jogam, eles são tão espertos, eles leem o jogo tão rapidamente. Honestamente, amo jogar com eles. Ben e Aaron são pessoas muito legais e tentam falar com todo mundo. Ramsdale é incrível com a bola, consegue colocar onde quiser. E Ben… ele é tão seguro, sabe driblar, consegue lançar bola longa, pode fazer o que quiser com a bola. Os dois são muito bons para nós”, completou.

Martinelli chamou a atenção do futebol europeu jogando pelo Ituano e teve mais de uma oportunidade de se transferir para a Inglaterra, mas a única que se concretizou foi o Arsenal – e ele não pensou duas vezes. “Eu disse: ‘Ok, não precisa dizer mais nada, vamos para Londres’. Meu pai e eu víamos a Premier League juntos, todos os times, como Manchester City, Manchester United, Arsenal e Leicester. Eu tive na verdade quatro testes com o United quando tinha 13, 14, 15 e 16 anos. Joguei no mesmo grupo etário de Mason Greenwood e Brandon Williams e conheci os jogadores do time principal, como Ibrahimovic, Pogba, Rooney e Patrice Evra”, contou.

“Nunca houve um momento, porém, em que eles disseram que me queriam. Mas me deu um gostinho e tornou a adaptação um pouco maias fácil porque eu tive experiência com o futebol na Inglaterra. Mesmo depois desses testes, eu sempre acreditei em mim mesmo”, disse. “Quando assinei com o Arsenal, (Unai) Emery era o treinador. Eu havia sido contratado para o sub-23, mas para treinar com o time principal. Eu fui em pré-temporada e nunca joguei pelo sub-23 depois disso”.

“Eu sabia que o jogo era completamente diferente na Inglaterra. Você precisa ser rápido, ler o jogo mais rapidamente e não tem tempo a perder. Eu fiquei um pouco chocado. Eu lembro na pré-temporada, como os jogadores ficavam em cima de você na hora. Foi um pouco ‘woah’, mas você se acostuma, melhora e fica pronto. O treinador e os rapazes me fizeram se sentir parte da família”, completou.

Após ter visto o futebol inglês de perto, Martinelli não hesita em escolher qual o time mais difícil de enfrentar: o Manchester City. “Você tem que estar pronto para correr 96 minutos contra eles. Eles são tão bons, mas você sabe que tem que fazê-lo por você e pelo time. É física e psicologicamente cansativo. Você fica exausto, mas tem que recuperar a bola e tomar boas decisões quando atacar. Se você está perdendo contra eles, eles mantêm a bola por cinco minutos se você não correr atrás da bola. Eles mantêm a bola com tanta facilidade. Quando você enfrenta o City, tem que estar pronto para marcar seus adversários e jogar quando tem a bola. Todo mundo precisa fazer a coisa certa o jogo inteiro”, encerrou.

Mostrar mais

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo