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Martial, a diferença de € 50 milhões que fez Man Utd superar Everton e ir à final da Copa da Inglaterra

Em uma temporada que tudo mais já ficou pelo caminho, Everton e Manchester United sabiam que entrariam em campo para a semifinal da Copa da Inglaterra para tentar o único título que poderiam conquistar nesta temporada. O jogo foi muito duro e apesar da boa atuação de Martial no primeiro tempo, o Everton, com Deulofeu jogando muita bola, parecia que levaria a partida no mínimo à prorrogação. Só não contavam que Martial arrancaria um gol aos 47 minutos do segundo tempo e decidiria o confronto, coroando uma atuação enorme.

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O jogo teve alguns momentos importantes. Quando o jogo estava em 0 a 0, Lukaku puxou um contra-ataque, passou pelo goleiro e, quase sem ângulo, tocou para o gol. Wayne Rooney salvou em cima da linha. Sim, isso mesmo: o camisa 10, capitão do time, que atuava como meio-campista, acompanhou a jogada até o final, acreditou a ponto de ficar em cima da linha e tirar de cabeça. E não era uma jogada de escanteio, nem nada disso: era um contra-ataque. O jogo só tinha cinco minutos àquela altura.

A atuação de Rooney, porém, não foi o grande destaque. Atuando aberto pelo lado esquerdo do campo, foi Anthony Martial o dono das jogadas mais perigosas. Fez a vida de Stones um inferno, com habilidade para criar jogadas de linha de fundo. Foi em uma dessas jogadas que veio o gol do United. Ele recebeu pelo lado esquerdo, passou por Besic e tocou para Fellaini, no meio da área, finalizar e marcar 1 a 0.

O Manchester United jogava melhor e teve mais chances para ampliar, mas o placar no intervalo era 1 a 0. O Everton voltou a campo diferente no segundo tempo. A atitude foi diferente e logo a 12 minutos, o Everton teve um pênalti. Lukaku foi para a bola e De Gea fez uma grande defesa, impedindo o gol de empate.

Pouco depois, aos 19, o Manchester United reclamou uma mão na bola de Jagielka. O capitão do Everton se jogou na bola para tentar evitar o gol, mas acabou tocando com a mão. O árbitro não viu e mandou o lance seguir.

O que tornou a vida do United ainda mais difícil foi a entrada de Deulofeu no lugar de Aaron Lennon. O espanhol infernizou a defesa adversária e foi o responsável direto pelo gol de empate, aos 30 minutos. Ele fez a jogada pela direita e cruzou uma bola perigosa para a área. O zagueiro Chris Smalling tentou desviar para fora, mas mandou para dentro do gol.

Depois de empatar, o Everton, empolgado, teve algumas chances para virar o jogo. Toda bola nos pés de Deulofeu era muito perigosa. As chances acabaram desperdiçadas, em um jogo que era muito aberto, com ataques dos dois lados em muita velocidade. Tudo parecia caminhar para a prorrogação em Wembley.

Até que, aos 47 minutos, Rooney tocou para Martial, aberto pela esquerda, receber a bola, tocar para Rushford, que encontrou Ander Herrera no meio. O espanhol brigou pela bola e conseguiu tocar, quase já caído no chão, de volta para Martial. O francês invadiu a área pelo meio e tocou bem no canto do goleiro, decidindo o jogo. Ele comemorou muito, foi para a torcida e recebeu abraços colorosos das arquibancadas.

Martial, o melhor jogador do jogo, conseguiu o gol que classificou o Manchester United para a final da Copa da Inglaterra. A última chance do Manchester United do técnico Louis van Gaal levantar uma taça na temporada 2015/16. O time ainda briga por uma vaga entre os quatro primeiros na Premier League – e uma vaga na próxima Champions League, portanto -, mas a situação não é tão boa. O time tem 59 pontos, quatro a menos que o Arsenal. Talvez precise de mais jogos de Martial de maneira tão decisiva.

Depois de ter custado € 50 milhões na sua chegada a Manchester, no último dia da janela de transferências, Martial vem mostrando em suas atuações que pode ser um jogador decisivo para o Manchester United. A sua contratação certamente custou dinheiro demais, mas ele é um dos melhores do time, que, é verdade, deve muito futebol. Seja como for o futuro do Manchester United, parece que terá em Martial uma aposta segura.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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