Inglaterra

Não é só Maresca: 6 técnicos que poderiam substituir Guardiola no City

Técnico do Chelsea tem sido fortemente ligado a substituir antigo professor, mas há diversos nomes plausíveis para o clube

Pep Guardiola tem contrato com o Manchester City até o fim da próxima temporada, em junho de 2027. Recentemente, seu futuro passou a ser alvo de debate e incertezas, principalmente no que diz respeito às conversas inexistentes por uma renovação, segundo o próprio.

Com isso, nomes de possíveis substitutos já passaram a aparecer no noticiário. Enzo Maresca, antigo auxiliar do treinador no City e atual comandante do Chelsea, é o mais cotado atualmente.

Para além do italiano, existem outros nomes que podem se encaixar no modelo de jogo do clube e seguir um planejamento semelhante ou direto do que Pep criou na última década. Candidatos com experiência no clube e com experiência trabalhando com Guardiola. A Trivela listou seis opções para o mercado do City.

Vincent Kompany – Bayern de Munique

Capitão do Manchester City por anos e pilar do time de Guardiola no início de sua trajetória na Inglaterra, o ex-zagueiro se tornou um treinador ousado desde os tempos de Burnley, quando subiu da Championship para a Premier League, em 2023.

Começou como técnico-jogador do Anderlecht, clube em que iniciou a carreira. Cinco anos depois, comanda o Bayern de Munique de forma irretocável, apesar das dúvidas iniciais: apenas 10 derrotas em 81 jogos pelo clube alemão.

Kpmpany pelo Bayern de Munique
Kpmpany pelo Bayern de Munique (Foto: Imago)

Na Alemanha, Kompany leva uma ideia de futebol muito agressivo, ousado, com troca de posições constantes, linha de defesa alta e pressão. É um estilo que se assemelha às ideias holandesas dos anos 1970 que influenciaram Guardiola — uma “blitz” no ataque sem deixar de ser seguro defensivamente.

No City, seria um nome seguro, visto que é um dos grandes jogadores da história do clube. Ter trabalhado com Pep e a idolatria em Manchester fariam do belga uma escolha praticamente certeira.

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Pep Lijnders – auxiliar do Manchester City

Ex-auxiliar de Jürgen Klopp no Liverpool e atual assistente de Guardiola no City, Lijnders seria outro nome “caseiro” que daria ao clube uma sucessão de dentro da própria filosofia.

Uma das mentes mais inovadoras entre os jovens estudiosos do futebol, o holandês de 42 anos ainda teve duas passagem como treinador principal: pelo pequeno NEC Nijmegen, da Holanda, em 2018, antes da parceria com Klopp, e no RB Salzburg, na temporada passada.

Foram apenas seis meses no Salzburg, com resultados mistos para as expectativas do clube, mas ideias promissoras. A partir de um 4-3-3, construía em 4-2-2-2, com um quadrado no meio-campo formado pelos volantes e a junção de um dos meias e o atacante que descia para ajudar a criar — e os pontas avançavam para atacar as costas da defesa.

Lijnders montou um time com ataque fluido e estruturado, além de um sistema de pressão forte e intenso. Estar sob tutela de Guardiola e ter um estilo muito semelhante seriam outros pontos que pesariam ao seu favor para sucedê-lo.

Peter Bosz – PSV

Aos 62 anos, Peter Bosz é um treinador consolidado. Foi o treinador do ano na Eredivise com o Ajax em 2017 e é multicampeão com o PSV atualmente, com dois títulos de liga e dois de copa na Holanda.

Peter Bosz, técnico do PSV
Peter Bosz, técnico do PSV (Foto: Imago)

Em seu 4-3-3 muito ofensivo, Bosz conseguiu montar um ataque estrondoso no PSV nos últimos anos: foi campeão em 2023/24 com 111 gols marcados e apenas 21 sofridos; no ano seguinte, foram 103 gols marcados, 27 a mais do que o segundo melhor ataque da liga. Atualmente, lidera a Eredivise com 11 pontos de diferença e 52 gols em 17 partidas.

Apesar de não ser tão próximo de Guardiola historicamente no que diz respeito ao Jogo de Posição muito intrínseco, o holandês comanda um time que pressiona alto e forte, e ataca com trocas de posição, fluidez e velocidade — algo que Pep tem implementado no City recentemente.

Thomas Tuchel – seleção inglesa

O alemão foi campeão da Champions League com o Chelsea vencendo o Manchester City de Guardiola na final, em 2021. Seu sucesso na Premier League já foi provado, além da proximidade com vários jogadores da liga e do próprio City atualmente no comando da seleção inglesa.

Um dos grandes nomes da escola alemã, Tuchel e Guardiola têm histórico de admiração e elogios entre si. O ex-comandante do Borussia Dortmund é outro que se assemelha grandemente ao catalão no campo das ideias.

Do domínio dos jogos através da posse, com grande ênfase em manipulação dos adversários e toques curtos, à pressão alta e rápida para ter a bola novamente, Tuchel poderia promover uma transição suave e seguir a ideia de Pep no City — além de ter seu contrato válido até o fim da Copa do Mundo de 2026, inicialmente.

Xabi Alonso – Real Madrid

Atualmente no Real Madrid, Xabi Alonso vive momentos de tensão no clube e não é difícil de imaginar que ele estaria sem emprego no momento em que Guardiola oficialize sua saída do Manchester City.

O ex-volante é um aluno direto de Pep: cansou de elogiar o treinador com quem trabalhou no Bayern de Munique por dois anos e que, segundo o próprio, o fez ver o futebol de outra forma. Como treinador, tem ideias muito semelhantes às do seu professor.

Xabi Alonso, técnico do Real Madrid
Xabi Alonso, técnico do Real Madrid (Foto: Imago)

Alonso fez sucesso no Bayer Leverkusen com um time agressivo, com foco nos alas fortes e com criação pelo meio com jogadores habilidosos, mas sempre seguindo ideias de controle de jogo e passes curtos.

Mesmo pressionado no Real Madrid, Xabi Alonso ainda seria um nome a ser cogitado pelo Manchester City para o futuro: foi cobiçado na Premier League antes e ainda é bem cotado no mercado, além de ter ideias que fariam a sucessão no comando do clube ser mais suave.

Xavi – sem clube

O único desempregado da lista, Xavi Hernández é possivelmente o maior dos discípulos de Guardiola. Pilar um dos capitães do histórico Barcelona treinado pelo catalão, o ex-meia também virou um treinador com ideias muito semelhantes às do professor.

Foram duas experiências muito positivas como treinador: primeiro, no Al-Sadd, por dois anos, com seis títulos e 73% de aproveitamento; depois, no Barcelona, por quase três anos e 69% de aproveitamento, além de um título de LaLiga e da Supercopa da Espanha.

Apesar de algumas críticas no tempo de Barça, Xavi retomou o clube aos momentos de glória focado na filosofia intrínseca culé: Jogo de Posição, controle dos jogos através da bola e promovendo jovens da base. Gavi, Pedri e Baldé eram nomes constantes sob seu comando, além de promover os primeiros momentos de Yamal.

Xavi seria um sucessor direto de Guardiola em diversos modos: das ideias em campo, nos treinos e até com semelhanças na gestão de grupo — e uma opção “simples” por estar sem clube.

Foto de Guilherme Ramos

Guilherme RamosRedator

Jornalista pela UNESP. Vencedor do prêmio ACEESP de melhor matéria escrita de 2025. Escreveu um livro sobre tática no futebol e, na Trivela, escreve sobre futebol nacional, internacional e de seleções.

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