Zagueiro relata angústia no City de Guardiola e explica saída: ‘Aproveitei a oportunidade’
Defensor relembrou a impossibilidade de voltar ao clube que o formou e refletiu sobre decisões do passado
A chegada de Aymeric Laporte ao Manchester City em 2018 foi envolta de expectativas, após o jogador entrar na lista das contratações mais caras da história do clube, em uma negociação avaliada em 65 milhões de euros (cerca de R$ 254 milhões na época).
Em entrevista ao jornal espanhol “AS”, Laporte, que está na sua segunda passagem pelo Athletic Bilbao, relembrou a sua trajetória pelos Citizens, que iniciou a partir do primeiro contato feito por Pep Guardiola, quando o catalão ainda era técnico do Bayern de Munique, ainda em 2016.
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Ao relembrar a conversa com o treinador, o zagueiro revelou que recusou o primeiro contato da equipe porque ainda não se sentia pronto para atuar no futebol inglês, liga da qual também contava com uma proposta do Chelsea.
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— Quando Guardiola estava no Bayern, já tinha o projeto do City em mente. Ele me ligou dizendo que iria para o City, que eu era uma peça fundamental e que gostaria que eu formasse dupla com [John] Stones. Havia outros clubes muito interessados: Barcelona e Chelsea. No final da temporada, fui jogar pela seleção francesa sub-21 e sofri uma lesão grave no tornozelo. Mentalmente, eu não estava preparado para ir para a Inglaterra naquele momento; via o país como algo muito distante da minha família — iniciou o defensor de 32 anos, campeão mundial com a Espanha na Copa do Mundo de 2026.
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Laporte afirmou que a decisão para se transferir para o Manchester City passou pelas expectativas em torno do seu momento na carreira, já que era considerado uma das maiores promessas da posição no futebol espanhol. O jogador, que ganhou notoriedade no Athletic Bilbao, clube onde se formou, relembra o peso da expectativa externa.
— Continuamos conversando, mas percebi que não estava preparado e ainda estava lesionado. Renovei com a intenção de ficar e, caso surgisse uma oportunidade mais adiante, de que o Athletic fosse beneficiado. Um ano e meio depois, voltaram a me procurar. O Athletic fazia uma temporada apenas regular. As pessoas esperavam mais de mim. Eu estava preparado para ir para outra liga e fui para o City — afirmou.
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Perda de espaço no Manchester City e ida para o futebol saudita
Laporte chegou ao clube com a missão de reforçar um setor desfalcado, que convivia com lesões recorrentes no elenco. Apesar das ausências, o jogador precisou brigar por posição com nomes de peso como Vincent Kompany Nicolás Otamendi e John Stones.
No entanto, o zagueiro também passou por difíceis momentos ao conviver novamente com as lesões, fator que impactou a sua trajetória em Manchester, impedindo que ele conseguisse se firmar totalmente como titular.
— Sofri muitas lesões; é mais complicado voltar, ainda mais quando a equipe já construiu uma base… Foi muito difícil, fiz muitos sacrifícios e não me arrependo de nada. Diante da situação, eu via que teria menos minutos em campo, e uma transferência na Europa teria sido difícil — relembrou.
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Laporte, então, manifestou o seu desejo em sair do Manchester City em busca de um novo destino na Europa. Com o alto valor pedido pelos Citizens para uma possível rescisão, as ofertas ficaram restritas. Até o surgimento de uma proposta vindo do futebol saudita, que na época já contava com nomes como Cristiano Ronaldo e Sadio Mané.
— Eu só pensava em voltar para o Athletic Bilbao, mas o clube não tinha condições de pagar o valor que o City exigia pela transferência. O único que podia oferecer isso era o Al-Nassr, então aproveitei a oportunidade. Eles haviam contratado Cristiano Ronaldo e Mané, e eu pensei: “Por que não experimentar por alguns anos?” — destacou.
Depois de duas temporadas na equipe saudita, Laporte retomou a intenção de voltar ao futebol europeu, mais precisamente ao clube onde conseguiu desenvolver o seu melhor futebol. Em 2025, o zagueiro foi anunciado pelo clube basco, que lhe ofereceu um contrato até 2028.
— Para mim, estava claro. Tive oportunidades na Turquia com valores muito altos e outras pela Europa, mas a intenção era voltar. Foi aqui que cresci, me deram a oportunidade e um tratamento incrível — finalizou.