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Maltratados: Benítez é vaiado e bola apanha de Chelsea e City

Chelsea e Manchester City prometiam um grande jogo em Stamford Bridge. Favoritas ao título, as equipes foram a campo para esquecer os fracassos na Liga dos Campeões. Entretanto, o futebol ruim apresentado na competição continental contaminou o encontro pela Premier League. O placar não ameaçou sair do 0 a 0 e a partida ficou marcada pelos protestos contra Rafa Benítez, técnico estreante dos londrinos. Com o resultado, os Citizens consumam a perda da liderança, um ponto atrás do United, enquanto o Chelsea permanece em quarto.

Benítez não fez mudanças significativas no Chelsea. O espanhol recolocou Fernando Torres no ataque, além de colocar Cesar Azpilicueta na lateral, deslocando Branislav Ivanovic para a zaga. Já Roberto Mancini retomou o 4-4-2, com James Milner no meio e Carlos Tevez no banco, com Edin Dzeko e Sergio Agüero compondo o ataque.

O primeiro tempo foi de baixíssima criatividade em ambos os lados. O equilíbrio nas ações prevaleceu nos minutos iniciais, com as defesas bastante sólidas, sem dar espaços. A partir dos 20 minutos, o Man City passou a controlar o jogo e criou suas melhores chances pelo lado direito, com Pablo Zabaleta. O lateral cruzou para David Silva cabecear por cima do gol e exigiu a única defesa de Petr Cech nos 45 minutos iniciais. Já os Blues avançavam na base dos contra-ataques, sem se aproximar da meta de Joe Hart.

A falta de criatividade não mudou muito no segundo tempo, embora o Chelsea tenha melhorado. Até então apagado, Torres passou a chamar um pouco mais a responsabilidade e finalizou pela primeira vez aos 15, por cima do travessão. Contudo, a posse de bola era do Man City, que apostava principalmente em cruzamentos, sem sucesso.

Os treinadores só passaram a mexer em suas equipes a partir dos 25 minutos, mas nenhum dos reservas foi capaz de mudar os rumos da partida. O Man City teve seu melhor lance apenas nos acréscimos, em cabeçada de Matija Nastasic que Petr Cech pegou em cima da linha, confirmando o empate.

Formações iniciais

Destaque do jogo

Em noite de pouca inspiração ofensiva, as defesas precisam receber seus méritos, especialmente após serem criticadas nas semanas anteriores. Os jogadores de ambas as equipes souberam trancar os espaços e contribuíram para um jogo tão morno. O Chelsea vinha de dez partidas seguidas com apenas um gol sofrido, enquanto o City fechou seu quarto jogo com a defesa invicta na EPL.

Momento-chave
“Em Roberto nós confiamos e amamos. Em Rafa nunca confiaremos. Fato”, diz cartaz

O minuto de silêncio feito antes do jogo. As vaias para Rafa Benítez só foram cessadas quando o Chelsea respeitou a morte de Dave Sexton, técnico do clube entre 1967 e 1974. O espanhol também foi criticado por cartazes, enquanto outros demonstravam carinho por Roberto Di Matteo. Quando a bola rolou, não houve nada tão digno de nota.

Curiosidade

O Chelsea iniciou a partida com dez jogadores estrangeiros entre os titulares. A última vez que o time contava com apenas um inglês em campo aconteceu em 28 de novembro de 2010, em empate contra o Chelsea. Ashley Cole também era o único jogador nascido na Inglaterra naquela ocasião.

 

 

Ficha técnica

CHELSEA 0X0 MANCHESTER CITY

Chelsea
Petr Cech, Cesar Azpilicueta, Branislav Ivanovic, David Luiz e Ashley Cole; Ramires e Obi Mikel (Oriol Romeu, 34’/2T); Juan Mata, Oscar e Eden Hazard (Victor Moses, 26’/2T); Fernando Torres. Técnico: Rafa Benítez.
Manchester City
Joe Hart, Pablo Zabaleta, Vincent Kompany, Matija Nastasic e Aleksandr Kolarov; James Milner, Gareth Barry, Yaya Touré e David Silva; Sergio Agüero (Mario Balotelli, 41’/2T) e Eden Dzeko (Carlos Tevez, 24’/2T). Técnico: Roberto Mancini.
Local: Stamford Bridge, em Londres-ING
Árbitro: Chris Foy (ING)
Gols: Nenhum
Cartões amarelos: Mario Balotelli, Aleksandr Kolarov e Pablo Zabaleta (Manchester City)
Cartões vermelhos: Nenhum

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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