Maguire: ‘Sou indiscutivelmente um dos melhores defensores do mundo em ambas as áreas’
Zagueiro dos Red Devils desabafou sobre carreira e sonho de disputar a Copa do Mundo
A renovação de contrato com o Manchester United fez com que Harry Maguire refletisse sobre a sua carreira. Em entrevista ao “The Athletic”, o zagueiro destacou as suas características que fizeram com que se mantivesse na elite do futebol e o sonho de disputar a Copa do Mundo.
Avaliando sua função no futebol atual e por ser uma dúvida para o técnico Thomas Tuchel no elenco que disputará o torneio mundial, Maguire defendeu as suas atuações.
— Seja qual for a função que o técnico queira que eu desempenhe, seja como titular ou decidindo jogos nos minutos finais… Eu ainda acredito, mesmo na minha idade, que sou indiscutivelmente um dos melhores zagueiros do mundo nas duas áreas. Não acho que isso esteja em dúvida, na verdade — declarou.
As chances de convocação ficaram ainda mais fragilizadas quando Tuchel indicou que Ezri Konsa, Marc Guehi, John Stones e Trevoh Chalobah estão atualmente à sua frente na hierarquia da seleção. Mas, apesar das declarações, o zagueiro aposta em toda a sua experiência e na resiliência que aprendeu durante a carreira.
— Tenho muita autoconfiança de que sou um jogador de ponta. É isso que me ajuda quando as coisas ficam difíceis — reforçou.
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Pressão no United e sonho de títulos
Depois de ter assinado recentemente uma extensão de contrato no Manchester United, que o levará a permanecer por oito temporadas no Old Trafford, o defensor ressaltou a pressão em defender os Red Devils e como viu atletas que passaram pelo plantel não conseguirem se adaptar às expectativas no clube.
— Estar aqui na próxima temporada será meu oitavo ano, então estar aqui por oito anos é realmente uma prova do meu valor. Vejo muitos jogadores chegarem a este clube e, francamente, é simplesmente grande demais para eles — afirmou.
Com uma trajetória marcada por altos e baixos, graves lesões, ataques nas redes sociais e a perda da braçadeira durante o comando de Erik ten Hag, Maguire foi questionado se a pressão que suportou teria impactado outros jogadores.
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— Sim, provavelmente. Muitos talvez queiram simplesmente virar a página, ir para outro lugar e recomeçar a carreira. Provavelmente isso os teria abalado um pouco mais cedo — refletiu.
Apesar das reviravoltas e de momentos difíceis, o zagueiro inglês defendeu que os momentos de instabilidade também fazem parte da vida de atletas de alto nível e que “tem coisas com as quais precisa lidar”.
— É por isso que vemos tantos jogadores ficarem no topo por dois ou três anos, depois caírem de rendimento, irem para outro país e você nunca mais ouvir falar deles. Para jogar em alto nível, você tem que lidar com os altos e baixos — destacou.
Maguire buscou exemplos do passado recente do United de jogadores cuja capacidade foi questionada, independentemente de quantas vezes a tivessem comprovado o seu valor em campo. Entre eles, David Beckham e Wayne Rooney.
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— Isso é natural, mas sempre achei que quando você joga no mais alto nível, a menos que seja uma superestrela ou um jogador de classe mundial, você tem altos e baixos. Eles eram jogadores incríveis, de nível mundial, então se aconteceu com eles, pode acontecer com qualquer um — ressaltou.
Focado na temporada e com Michael Carrick no comando de forma interina, Maguire se diz otimista com a trajetória que o United está trilhando, apesar das decisões que o clube precisará tomar.
— Este verão vai ser um verão importante — temos que contratar muito bem. Obviamente, também temos uma grande decisão a tomar em relação ao treinador, mas o foco principal é trazer jogadores. Precisamos de mais jogadores, precisamos de mais qualidade, precisamos de jogadores que entrem no time titular. E aí, quando tudo se encaixar, veremos como estaremos no início da temporada — avaliou.
O zagueiro não escondeu que o seu principal objetivo após a permanência é de levar os Red Devils de volta ao topo do futebol inglês antes do fim do seu contrato.
— Se tudo correr bem daqui até o final da temporada, e continuarmos nessa trajetória, não há limite para onde podemos chegar. Nos últimos anos, obviamente, tivemos o Manchester City e, antes do início da temporada, sabíamos que precisávamos acumular pontos suficientes para que alguém pudesse alcançá-los — finalizou.