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Kanté desta vez brilhou também no ataque e desequilibrou na classificação sobre o United

O Chelsea segue firme na empreitada de conquistar a dobradinha na temporada inglesa. O líder absoluto da Premier League também chegou às semifinais da Copa da Inglaterra nesta segunda-feira, vencendo o duelo mais duro. Os Blues dominaram a partida em Stamford Bridge, em noite na qual a expulsão de Ander Herrera no primeiro tempo acabou sendo determinante. Excelente vitória por 1 a 0, desta vez com N’Golo Kanté indo além do usual, desequilibrando ofensivamente. Na próxima etapa da competição, o time de Antonio Conte encara o Tottenham em Wembley, enquanto Arsenal e Manchester City medem forças na outra chave.

Para o início do jogo, o Chelsea escalou força máxima, apenas trocando Pedro por Willian na linha de frente. Já o Manchester United precisou lidar com alguns desfalques, principalmente diante da ausência de Zlatan Ibrahimovic, substituído por Marcus Rashford. Mas, apesar disso, o início de partida dos Red Devils foi satisfatório. A equipe de José Mourinho marcava à frente e criou a primeira ocasião de gol, em chute cruzado de Henrikh Mkhitaryan que seguiu para fora. No entanto, os Blues logo mostrariam quem seria o dono da noite. Os londrinos só não saíram em vantagem por causa de David De Gea, inspiradíssimo. Primeiro, desviou de leve o chute cruzado de Eden Hazard, após jogadaça do belga. Depois, fez milagre em batida de Gary Cahill no cantinho.

Com a partida sob o seu controle, o Chelsea era melhor em campo. E viu o lance que determinou os rumos da noite acontecer aos 35 minutos. Ander Herrera já tinha tomado um cartão amarelo justo aos 20, antes de cometer falta sobre Hazard na lateral. Os londrinos reclamaram do rigor do árbitro no lance, mas ele mandou o espanhol para o chuveiro. Com um a menos, Mourinho optou por recompor o meio de campo, com a entrada de Marouane Fellaini no lugar de Mkhitaryan. Os Blues cresciam. Já na beira do campo, Mourinho e Conte chegaram a discutir, com os ânimos bem exaltados.

conte

Na volta do intervalo, enfim, o Chelsea matou o jogo. Kanté ganhou liberdade na faixa central. Mais do que fazer seu excelente trabalho na marcação, também avançava bastante ao ataque, chegando até mesmo a aparecer na área em algumas ocasiões. E abriu o placar aos seis minutos. Limpou o caminho antes de bater de fora da área, no canto oposto de De Gea, que pouco pôde fazer. Pela segunda vez na temporada, assim como havia acontecido no primeiro turno da Premier League, o francês balançou as redes dos Red Devils.

A resposta do United veio aos 13, em sua melhor chance de gol da partida. Após falha de David Luiz, Rashford arrancou em velocidade. Chamou Gary Cahill para dança e, depois de deixar o marcador perdido, bateu firme. Parou em grande defesa de Thibaut Courtois. No mais, o Chelsea era senhor do embate. Ditava o ritmo do jogo e esteve bem mais próximo de anotar o segundo gol. Kanté, sobretudo, doutrinava. Criou boas chances aos companheiros, com cortes desmoralizantes sobre Fellaini e Pogba. De Gea precisou trabalhar mais algumas vezes, defendendo arremates de Fàbregas e Willian. Já do outro lado, o United ameaçou um pouco mais somente no desespero do final. Nada que levasse grandes perigos à meta de Courtois.

De fato, o Chelsea dominou a partida e criou mais chances de gol. Não fosse Kanté, De Gea poderia ser facilmente apontado como o melhor em campo. Todavia, não se deve ignorar também o debate sobre a interpretação da arbitragem no lance da expulsão. De qualquer forma, a equipe de Antonio Conte sai fortalecida de uma classificação tão importante. Embora o equilíbrio prevaleça, é possível dar uma pontinha de favoritismo aos Blues entre os quatro semifinalistas da Copa da Inglaterra.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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