Por que é ‘improvável’ que Textor consiga comprar os Wolves apesar de proposta bilionária
Norte-americano formaliza interesse no time da Premier League, mas esbarra em obstáculo com atuais proprietários
John Textor negociou a participação que tinha no Crystal Palace neste ano, mas desejaria voltar a ter envolvimento direto em um clube inglês e fez proposta para comprar o Wolverhampton, de acordo com o “The Athletic”.
A oferta consiste em 200 milhões de dólares em dinheiro (R$ 1,07 bilhão) e mais 350 milhões em ações da Eagle Football Group (R$ 1,8 bilhão) para o Fosun Group, companhia chinesa proprietária dos Wolves.
O objetivo seria substituir o Palace pelo time de Molineux na EFG, que também possui parte no Botafogo, no Lyon e no RWDM Brussels. Contudo, segundo o jornal, é “improvável” que essa proposta seja aceita porque não se encaixaria nos moldes que o Fosun gostaria de conduzir o processo.
Além dos Wolves, Textor tem outros times ingleses no radar
O futebol europeu atraiu a atenção do mercado chinês na década passada. Na Inglaterra, Birmingham City, Southampton e West Bromwich passaram a ser comandados por investidores do país asiático, além dos Wolves.
O Fosun assumiu o Wolverhampton em 2016 e, atualmente, é o único remanescente dessa onda na elite inglesa. Porém, não estaria interessado em ter ações na Eagle Group ou em vender uma grande fatia do clube. A ideia do conglomerado chinês seria negociar uma participação minoritária.

Outro fator que o “The Athletic” colocou em consideração neste caso é que seria mais fácil para John Textor voltar ao controle de uma equipe da Inglaterra por meio da Championship.
Investir em uma parcela de algum time da segunda divisão é uma alternativa mais barata e que se encaixaria melhor na proposta multiclube que o executivo deve adotar.
Esse é o motivo para o norte-americano manter ao menos cinco instituições no radar: Charlton Athletic, Derby County, Queens Park Rangers, Sheffield Wednesday e Watford.

De acordo com o jornal, a Eagle também tem muitos problemas a resolver. Está em impasse com a Iconic Sports Eagle Investment sobre uma eventual recompra de ações que deveria ter sido feita pela EFG e com a Ares Management, que ajudou na aquisição do Lyon em 2022.
No segundo caso, uma ruptura que faria John Textor manter o Botafogo e abrir mão da equipe francesa não estaria fora de cogitação.
O empresário também enfrenta um processo movido por Bruno Lage, ex-técnico do Glorioso, e ações judiciais na Bélgica (RWDM Brussels) e no Tribunal Arbitral do Esporte (TAS), referente à transferência de Thiago Almada do Atlanta, nos Estados Unidos, para o time do Rio de Janeiro.



