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Batalha mental: Arsenal busca empate no fim contra o City

Roberto Mancini e Arsène Wenger fizeram um jogo de xadrez neste domingo. A partida entre  Manchester City e Arsenal contou com mudanças táticas que tiveram influencia direta no empate por 1 a 1 no Etihad Stadium, que mantém a invencibilidade das equipes na Premier League. Ambos os clubes somam nove pontos, mas o Arsenal aparece à frente na tabela graças ao saldo de gols, na quinta posição – e mostra que pode brigar de igual com os favoritos ao título.

Wenger surpreendeu no início do jogo, com uma formação cautelosa para o Arsenal. Ao invés do tradicional 4-3-3, o treinador recuou seus pontas para fechar os espaços do Man City. E a tática deu certo. Os Gunners mantinham a defesa compacta e, quando recuperavam a bola, mantinham a posse. Exceção feita a um chute de Agüero rebatido por Mannone, os melhores lances no começo da partida foram dos londrinos, graças à movimentação intensa de seu ataque.

Entretanto, os Citizens aproveitaram a bola parada e a falha de Mannone para inaugurarem o marcador, com Lescott. E a diferença poderia ser ainda mais ampla no intervalo, em arremate venenoso de Edin Dzeko de fora da área que Mannone se redimiu com boa defesa.

Para o segundo tempo, Roberto Mancini trocou Scott Sinclair por Jack Rodwell e acertou sua equipe. Melhor postado na marcação, o Man City também melhorou sua atuação ofensiva, explorando mais a velocidade de seus jogadores. Livre para transitar no ataque, Agüero criava as melhores oportunidades, enquanto Yaya Touré também tinha boa participação nos contra-ataques.

Para os 20 minutos finais, Wenger tentou recuperar o ímpeto do Arsenal promovendo as entradas de Olivier Giroud e Theo Walcott. E, embora nenhum dos substitutos tenha marcado, a pressão deu resultado. Depois de Joe Hart fazer grande defesa em chute de Cazorla, Laurent Koscielny buscou o empate. Logo na sequência, o City tentaria o troco, mas perdeu duas oportunidades em sequência, sem alterar o placar.

Formações iniciais

Destaque do jogo

As mudanças realizadas pelos dois técnicos. Antes do início do jogo, foi Wenger que posicionou suas peças deixando o primeiro tempo a favor do Arsenal. No intervalo, Roberto Mancini deu a resposta ao alterar seu esquema tático, do 4-2-3-1 para o 4-4-2, e fez com que sua equipe crescer. Por fim, Wenger colocou o time no ataque e arrancou a igualdade.

Momento-chave

O gol perdido por Sergio Agüero. Logo após o Arsenal empatar o jogo, o argentino teve chance clara de recuperar a vantagem. Mannone espalmou bicicleta de Kompany e a bola sobrou na pequena área para o atacante, que bateu para fora.

Os gols

39’/1T – GOL DO MANCHESTER CITY! David Silva cobra escanteio pela direita e Mannone erra o tempo da bola. Com o gol vazio, Lescott cabeceia para as redes.

37’/2T – GOL DO ARSENAL! Após cobrança de escanteio, Lescott não consegue afastar a bola e Koscielny pega a sobra, acertando belo chute para vencer Joe Hart.

Ficha técnica

MANCHESTER CITY 1×1 ARSENAL

Manchester City
Joe Hart, Pablo Zabaleta, Joleon Lescott, Vincent Kompany e Gael Clichy; Javi García e Yaya Touré; Scott Sinclair (Jack Rodwell, no intervalo), Sergio Agüero (Mario Balotelli, aos 40’/2T) e David Silva; Edin Dzeko (Carlos Tevez, aos 18’/2T). Técnico: Roberto Mancini.
Arsenal
Vito Mannone, Carl Jenkinson, Per Mertesacker, Laurent Koscielny e Kieran Gibbs; Abou Diaby (Olivier Giroud, aos 27’/2T), Mikel Arteta, Santi Cazorla, Aaron Ramsey e Lukas Podolski (Theo Walcott, aos 27’/2T); Gervinho (Francis Coquelin, aos 45’/2T). Técnico: Arsène Wenger.
Local: Etihad Stadium (Manchester-ING)
Árbitro: Michael Dean (ING)
Gols: Joleon Lescott, aos 39’/1T; Laurent Koscielny, aos 38’/2T
Cartões amarelos: Javi García (Manchester City)
Cartões vermelhos: Nenhum
Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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