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Jogadores cai-cai e reclamões terão vida difícil na nova temporada da Premier League

A Premier League havia anunciado nesta terça-feira algumas pequenas alterações para a regra de impedimento e já levantou discussão em vários cantos. Agora, um dia após a revelação, a BBC traz uma lista completa das alterações na arbitragem do Campeonato Inglês. A ordem da vez é diminuir o número de atletas cai-cai e tornar a vida do árbitro mais fácil, sem tanta reclamação dos jogadores e técnicos. Se implementadas de acordo com a descrição, as novas normas deverão fazer diferença importante no espetáculo, para o bem ou para o mal.

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A principal novidade é a possibilidade de jogadores que finjam lesão para expulsar o adversário acabarem punidos pelo ato. Em uma situação hipotética em que um atleta finja ter se machucado e o adversário acabe expulso, o árbitro poderá rever a decisão e, caso constate a simulação do primeiro jogador, poderá cancelar o cartão dado ao adversário após o jogo e, em vez disso, aplicá-lo ao jogador que fingiu ter se contundido, que poderá até ser suspenso por mais jogos.

Já em relação ao impedimento, a nova orientação esclarece que, a partir de agora, um atleta em posição irregular deverá ser penalizado se tentar claramente tocar na bola quando tal ação interfere no oponente e se fizer um movimento óbvio que claramente cause impacto na possibilidade do adversário tocar a bola. Nada diferente da orientação em outros cantos do mundo, mas que só agora ganha um reforço na Premier League.

A vida dos árbitros do Inglesão parece estar perto de ficar um pouco mais tranquila. As outras duas orientações da Premier League visam inibir o número de reclamações de jogadores e treinadores durante as partidas. Agora espera-se dos técnicos um novo código de conduta mais restrito, em que insinuações gestuais, como bater palmas ironicamente ou aplicar um cartão imaginário, estão proibidas. Chutar garrafas d’água após decisões dos árbitros é outro comportamento que poderá gerar a expulsão dos treinadores. A indicação é de que os árbitros primeiros deem um aviso e, caso alguma dessas condutas se repita, expulsem os técnicos. Se o incidente for mais grave, no entanto, nada impede que o árbitro expulse diretamente o treinador infrator. O número de jogadores que podem cercar membros da arbitragem após alguma assinalação também foi reduzido, e o clube poderá ser punido se dois ou mais atletas encurralarem o árbitro. Antes, isso só aconteceria caso três ou mais cercassem os profissionais.

As novas medidas podem tanto beneficiar quanto prejudicar a Premier League, dependendo da força com que sejam exercidas. No Brasileirão, por exemplo, a tentativa de diminuir o número de reclamações contra a arbitragem gerou situações bizarras de expulsão por detalhes, como mostrou Daniel Cassol em seu blog no Yahoo. Richard Scudamore, diretor-executivo da liga inglesa, acredita que o equilíbrio nas decisões poderá ser encontrado na competição: “Um pouco de novela é bom. Claramente, se passa dos limites e cai numa categoria pouco edificante, algo precisa ser feito. Vocês verão uma abordagem gradativa. Não vai impedir parte da diversão dos jogos, mas espero que impeça alguns dos momentos pouco edificantes”. A projeção do dirigente é boa, mas precisará de tempo e experiências para se confirmar na realidade.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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