Inglaterra

Hodgson lidera renovação acelerada da seleção inglesa

Quem é Jay Rodriguez? E Adam Lallana? Você conhece Jake Livermore, Jack Buckland e Steven Caulker? Não se preocupe. Nem na Inglaterra devem saber muita coisa sobre esses jogadores. Eles fazem parte do processo de renovação da seleção inglesa, acelerado com a chegada de Roy Hodgson ao cargo de treinador, em maio do ano passado.

Hodgson, famoso por usar métodos ortodoxos e ousar pouco, promoveu a estreia de 17 jogadores em 18 meses e mais dois já estão encaminhados. Rodriguez e Lallana, dupla do Southampton, foram chamados para amistosos contra Chile e Alemanha, na semana que vem. Vamos comparar esses números? O italiano Fabio Capello, treinador entre dezembro de 2007 e fevereiro de 2012, portanto 50 meses, estreou apenas 26 jogadores.

Sven-Goran Eriksson deixou a Inglaterra em 2006 após três torneios grandes seguidos entre os oito primeiros, mas a seleção não conseguiu se classificar para a Eurocopa de 2008 e foi eliminada com requintes de crueldade – goleada por 4 a 1 – pela Alemanha.

Hodgson assumiu dois anos depois desse vexame no lugar de Capello. A equipe da Eurocopa de 2012, com alguns jogadores que já haviam sido descobertos pelo italiano, teve 13 jogadores que não estiveram na África do Sul dois anos antes. O resultado foi, enfim, a Inglaterra novamente nas quartas de final de um torneio internacional.

Dos 28 jogadores que vão enfrentar Chile e Alemanha, apenas Joe Hart, Glen Johnson, Ashley Cole, Michael Carrick, Steven Gerrard, Frank Lampard, Wayne Rooney e Jermain Defoe foram para o Mundial de 2010 – Hart sequer entrou em campo. Alguns símbolos, como John Terry e Rio Ferdinand, poderiam ser convocados, mas se aposentaram do futebol internacional.

O baixo número de ingleses nos times da Premier League – jovens ou veteranos – é alarmante. Tanto que Greg Dyke, presidente da Federação de Futebol da Inglaterra desde julho, definiu objetivos ambiciosos apenas para a Euro de 2020 e para a Copa do Catar. Porque ele sabe que a renovação da seleção inglesa está acelerada, mas ainda apenas no começo, e Hodgson está cumprindo bem a função de dar chances a novos talentos.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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