Guia do Campeonato Inglês

Estava na hora! Aos 45 do segundo tempo, apresentamos nosso preview da Premier League 2010/11. Nesta primeira parte, em ordem alfabética, os dez primeiros times e, no final da tarde (ou seja, já tá lá), os que faltam.
A coluna volta na segunda-feira, já em ritmo normal.
Arsenal
Nome do clube: Arsenal Football Club
Estádio: Emirates Stadium (60.355 lugares), em Londres
Site oficial: www.arsenal.com
Principal jogador: Cesc Fábregas (M)
Quem chegou: Wellington Silva (A-Fluminense), Marouane Chamakh (A-Bordeaux), Laurent Koscielny (D-Lorient)
Quem saiu: Mérida (M-Atlético de Madri), Eduardo (A-Shakhtar), Mickael Silvestre (D), William Gallas (D), Phillipe Senderos (D-Fulham)
Técnico: Arsène Wenger
Colocação em 2009/10: 3o
Objetivo na temporada: Título
Previsão Trivela: 3o
No final desta temporada, farão longos seis anos que o Arsenal não ganha nada. E longos sete desde que chegou ao título da liga. Mesmo assim, nada muda: o técnico é o mesmo, os jogadores, basicamente, idem, e, o principal, o modelo deve permanecer intocado. Os Gunners, desde que acabou a fase “franceses) (Henry, Pires, Vieira), é um time de jovens talentos que, imagina-se, um dia vão florescer.
O problema é que poucos florescem e o que mais floresceu deixará o clube d graça no final da temporada. Se o Arsenal pode se considerar feliz por não perder seu nelhor jogador, a conta de padaria é simples: quanto mais tempo passa de seu contrato, mais barato fica rescindi-lo. Fábregas acabará por sair para retornar ao Barcelona, e seu time ficará sem o jogador e sem tanto dinheiro. E sem referência.
Para esta temporada, Arsène Wenger Perdeu, de relevante, Gallas e Eduardo, substituídos por Chamakh e Koscielny. Em tese, os que chegam têm potencial para serem melhores do que os que saem, mas o problema do Arsenal é esse: o potencial nem sempre vira algo efetivo. O time continua não tendo nenhum goleiro que preste, e Fábregas é excelente, mas não vai carregar o time nas costas. A vaga na UCL é quase certa, mas um ataque ao título deve, como sempre, perder o gás no final.
Aston Villa
Nome do clube: Aston Villa Football Club
Estádio: Villa Park (42.788 lugares), em Birmingham
Site oficial: www.avfc.co.uk
Principal jogador: James Milner (M)
Quem chegou: –
Quem saiu: Wilfred Bouma (D), Marlon Harewood (A-Blackpool), Nicky Shorey (D-West Brom)
Técnico: Kevin Mac Donald (interino)
Colocação em 2009/10: 6o
Objetivo na temporada: Classificação para a Liga Europa
Previsão Trivela: 9o
Se este preview tivesse saído na data certa, teríamos avaliado o Aston Villa de maneira equivocada. A demissão de Martin O’Neill menos de uma semana antes de começar a temporada, além de demonstrar que o clube abriu mão de seu ambicioso projeto dos últimos anos, fere de morte a equipe, e faz com que os Villains dêem alguns passos atrás na caminhada rumo a algo relevante.
O”Neill saiu porque não teve dinheiro para reforçar seu elenco, mas, principalmente, porque sentiu que perderia Milner e Ashley Young se houvesse ofertar razoáveis. Razoáveis, e não fantásticas. Randy Lerner, dono do time, parece er se dado conta de que, para brincar na Premier League, não bastam alguns poucos milhõezinhos.
Sem O’Neill, Milner e provavelmente Young, sobram a boa defesa, alguns bons jogadores, como Stewart Downing, e… Emile Heskey. A falta de capacidade no ataque, que foi um dos problemas no ano passado, deve ser novamente obstáculo a uma campanha mais vitoriosa. Se o time contratar um bom técnico, e logo, pode ser que a queda não seja tão sentida. O começo de temporada, entretanto, será agitado, o que deve prejudicar vôos mais altos de uma forma ou de outra.
Birmingham
Nome do clube: Birmingham City Football Club
Estádio: St. Andrew’s (30.009 lugares), em Birmingham
Site oficial: www.bcfc.com
Principal jogador: Ben Foster (G)
Quem chegou: Ben Foster (G-Man Utd), Nikola Zigic (A-Valencia), Enric Vallès (M-NAC Breda)
Quem saiu: Christian Benítez (A-Santos Laguna), Gregory Vignal (D), Franck Queudrue (D-Panionios), Lee Carsley (M-Coventry)
Técnico: Alex McLeish
Colocação em 2009/10: 9o
Objetivo na temporada: Meio da tabela
Previsão Trivela: 15o
Quando começou a temporada passada, muitos analistas consideravam o Birmingham como um dos candidatos a cair. Nada mal, portanto, para o time de Alex McLeish terminar a temporada em 9o. A realidade do elenco azul, porém, não é exatamente essa, principalmente depois de perder seu maior destaque da temporada passada, o goleiro Joe Hart, de volta ao Manchester City depois de um ano de empréstimo.
Para o lugar de Hart chega Ben Foster, e, para o ataque, Nikola Zigic. No começo da temporada passada, ambos tinham bem mais moral do que agora, e seriam considerados reforços excelentes. Neste momento, entretanto, há dúvidas sobre o que podem produzir. Depois de ser apontado por Alex Ferguson como o “goleiro do futuro” do United, Foster caiu de produção, e acabou negociado. Zigic, da mesma forma, não teve um bom ano no Valencia, mas chegou ao clube espanhol com a fama de fazedor de gols.
Com jogadores de qualidade e experiência como Lee Bowyer, Stephen Carr e Kevin Phillips no elenco, os azuis de Birimingham devem passar longe do rebaixamento. Pensar em repetir a temporada passada, entretanto, seria esperar demais. Se Zigic for a resposta para o problema da falta de gols, talvez dê para sonhar, mas ficar no meio da tabela está mais de acordo com a realidade da equipe.
Blackburn
Nome do clube: Blackburn Rovers Football Club
Estádio: Ewood Park (31.367 lugares), em Blackburn
Site oficial: www.rovers.co.uk
Principal jogador: David Dunn (M)
Quem chegou: –
Quem saiu: Yildiray Basturk (M), Steven Reid (M-West Brom)
Técnico: Sam Allardyce
Colocação em 2009/10: 10o
Objetivo na temporada: Meio da tabela
Previsão Trivela: 13o
O Blackburn começa a temporada sob a perspectiva de ser vendido. Como se viu no ano passado com o Portsmouth, poucas coisas têm tanto poder destrutivo numa equipe como nnao saber quem é seu dono com a temporada em curso. Em primeiro lugar, falta chefe, falta alguém a quem dar satisfações. O novo não chegou, e já se sabe que o velho perdeu o interesse. O principal, entretanto, principalmente para uma equipe como o Blackburn, é que ninguém põe dinheiro para contratações.
A situação é bastante diferente do Pompey, é claro, primeiro porque o clube não está quebrado. Além disso, saíram poucos jogadores, nenhum deles verdadeiramente relevante. Com isso, pelo menos o clube parte do mesmo ponto onde estava na temporada passada. A falta de reforços, entretanto, principalmente para o ataque, deve fazer com que os Rovers percam espaço para times que se reforçaram na pré-temporada.
O cérebro da equipe continua a ser David Dunn, que, embora não tenha mais a aura de futuro craque que tinha há alguns anos, continua sendo um ótimo organizador. Tanto o ataque como a defesa, entretanto, falharam mais do que deviam no ano passado, e o time não se reforçou em nenhuma das duas áreas. O rebaixamento é improvável, mas não deve ser um ano de alegrias para os torcedores dos Rovers.
Blackpool
Nome do clube: Blackpool Football Club
Estádio: Bloomfield Road (12.555 lugares), em Blackpool
Site oficial: www.blackpoolfc.co.uk
Principal jogador: Charlie Adam (M)
Quem chegou: Marlon Harewood (A-Aston Villa), Malaury Martin (M-Monaco), Craig Cathcart (D-Man Utd), Elliot Grandin (M-CSKA Moscou)
Quem saiu: Stephen McPhee (A), Daniel Nardiello (A-Exeter), Hameur Bouazza (A-Arles), Alhassan Bangura (M), Ben Burgess (A-Notts County)
Técnico: Ian Holloway
Colocação em 2009/10: 6o no Championship (venceu os playoffs)
Objetivo na temporada: Não cair
Previsão Trivela: 20o
Se o Blackpool não estiver rebaixado algumas rodadas antes do final da temporada, eu como o meu chapéu. Claro, eu não uso chapéu, até porque futebol é futebol, e times como o Hull de 2008/9 desafiaram toda a lógica do esporte para não cair. O Blackpool, entretanto, não deveria nem ter disputado so playoffs do Championship, quanto mais tê-lo vencido. Chegou lá na base da empolgação de um ótimo final de temporada, e não tem nenhum elemento que faça supor que poderá reeditar esta boa forma.
Na Segundona, o Blackpool se sustentou em um ótimo ataque, inferior apenas aos de West Brom e Newcastle. Seu maior goleador, entretanto, é o meia Charlie Adam, ex-Rangers, que marcou 18 gols na temporada. Os atacantes da equipe, Brett Ormerod e Jason Euell, têm experiência na Premier League, embora não tenham deixado marcas por onde passaram.
Desde que existem os playoffs, só um time que subiu por seu intermédio não caiu na temporada seguinte. O Blackpool é pobre, seu estádio é acanhado e estará em reforma no começo da temporada e seu elenco carece de qualidade. Dava para apostar algo mais que um chapéu na queda, certo?
Bolton
Nome do clube: Bolton Wanderers Football Club
Estádio: Reebok Stadium (28.723 lugares), em Bolton
Site oficial: www.bwfc.co.uk
Principal jogador: Martin Petrov (M)
Quem chegou: Martin Petrov (M-Man City), Robbie Blake (A-Burnley)
Quem saiu: Nicky Hunt (D-Bristol City), Ricardo Vaz Te (A-Panionios)
Técnico: Owen Coyle
Colocação em 2009/10: 14o
Objetivo na temporada: Não cair
Previsão Trivela: 16o
No ano passado Owen Coyle resgatou o Bolton das garras do rebaixamento e acabou levando a equipe ao 14o posto na tabela. Muito mais do que por méritos próprios, entretanto, o resgate se deu pela absoluta falta de qualidade dos rivais que foram ultrapassados. E tudo indica que, nesta temporada, a coisa popssa acontecer de acordo com o mesmo roteiro. A não ser que Martin Petrov, além de bom de bola, seja milagreiro.
Petrov deixou o Manchester City porque o clube tinha dinheiro para contratar jogadores melhores que ele, mas é estranho que times mais expressivos que os Wanderers não tenham se interessado. O meia búlgaro é habilidoso e já esteve ma mira, por exemplo, do Tottenham. Petrov, porém, jogará em um meio-campo com um monte de jogadores piores que ele, no qual não se enxerga alguém que possa surpreender.
Para piorar, defesa e ataque não são muito melhores, embora o goleiro Jussi Jaaskelainen (insira seus tremas à vontade) tenha sido, pelo menos até aqui, uma segurança extra. O islandês, porém, tem 35 anos, e têm a sua frente uma defesa que, no ano passado, foi a quarta pior da liga – pior, inclusive, do que a do Portsmouth, último colocado. Má notícia para os torcedores, que devem, novamente, passar sufoco.
Chelsea
Nome do clube: Chelsea Football Club
Estádio: Stamford Bridge (41.841 lugares), em Londres
Site oficial: www.chelseafc.com
Principal jogador: Didier Drogba
Quem chegou: Yossi Benayoun (M-Liverpool), Ramires (M-Benfica)
Quem saiu: Belletti (D-Fluminense), Deco (M-Fluminense), Joe Cole (M-Liverpool), Miroslav Stoch (M), Michael Ballack (M-Bayer Leverkusen), Ricardo Carvalho (D-Real Madrid), Scott Sinclair (A-Swansea)
Técnico: Carlo Ancelotti
Colocação em 2009/10: 1o
Objetivo na temporada: Título
Previsão Trivela: 1o
No começo da temporada passada havia algumas dúvidas no ar sobre o quanto o elenco do Chelsea estaria “cansado”. Alguns jogadores ficando mais velhos aliados ao envelhecimento do relacionamento do grupo indicava que talvez a equipe pudesse entrar em declínio. O que, claramente, não aconteceu, e nnao acontecerá em breve. O elenco do Chelsea continua sendo um dos melhores da Inglaterra, o ar de mofo foi chutado para fora com o bom desempenho do ano passado e, aliado a isso, o time se livrou de figuras como Ballack e Deco, trocando-os, até aqui, pelo ótimo Ramires.
Na porta de saída, podem fazer falta Joe Cole, que, apesar de ser excelente pouco jogou nos últimos anos, e Ricardo Carvalho. No meio-campo, Ancelotti terá diversas opções, mas, na zaga, a não ser que surja alguma contratação, terá que recorrer em alguns momentos a jovens como Mancienne e Bruma. A solidez defensiva da equipe e do meio-campo, entretanto, devem garantir que os meninos tenham alguma tranquilidade no começo.
O que pode atrapalhar o Chelsea é a nova regra daa Premier League, que estabelece que a equipe só pode inscrever 25 jogadores, dos quais 8 devem ser formados pelo clube. O Chelsea não tem 25 jogadores nessas condições e, com isso, terá que colocar em campo jogadores do sub-21, para os quais a regra não se aplica. Tudo, entretanto, continuará dependendo da forma de seus melhores jogadores. Com Drogba e Lampard em forma, os Blues não têm adversário neste ano. Ainda que seja porque os adversários ainda não estão prontos (Man City, Arsenal) ou se refrmulam (Man Utd, Liverpool), mais taças devem aportar em Stamford Bridge neste ano.
Everton
Nome do clube: Everton Football Club
Estádio: Goodison Park (40.157 lugares), em Liverpool
Site oficial: www.evertonfc.com
Principal jogador: Tim Cahill
Quem chegou: João Silva (A-Desportivo Aves), Jan Mucha (G-Legia Varsóvia), Jermaine Beckford (A-Leeds), Magaye Gueye (A-Strasburg)
Quem saiu: Dan Gosling (M-Newcastle), John Ruddy (G-Norwich), Carlo Nash (G-Stoke)
Técnico: David Moyes
Colocação em 2009/10: 8o
Objetivo na temporada: Classificação para a LE
Previsão Trivela: 6o
O Everton tem seguido um roteiro razoavelmente constante nos últimos anos. Começa mal, se recupera e acaba em quinto. Ou sexto. No ano passado, entretanto, a recuperação demorou, os adversários, idem, e o time acabou em oitavo. E, como era de se esperar, nada vai mudar em Goodison Park. O técnico será o mesmo, os jogadores basicamente também, assim como o modo de jogar. O que, nesta temporada, pode ser interessante.
O Everton está na chamada “liga 2” da Premier League, os times que almejam, no máximo, vaga na Liga dos Campeões, mas que provavelmente acabarão jogando a Liga Europa. Tem disputado este mini-campeonato com Aston Villa e Tottenham, um pouco com o Fulham e, no ano passado, com o Man City. Este, porém, mudou de briga, e deve particpar do combate lá em cima. E os outros rivais, por motivos diferentes, enfrentarão um ano mais difícil do que os Toffees.
O Aston Villa não tem técnico, e o Tottenham disputará (provavelmente) a Liga dos Campeões, o que, historicamente, distrai o time, e acaba por prejudicá-lo domesticamente. Se mantiver a regularidade que o caracteriza há tempos, o Everton tem tudo para se colocar à frente de ambos. A troca de técnico no Fulham é outro elemento de conforto, já que, embora seja bom treinador, Mark Hughes deve demorar para dar ao time sua cara. Com isso, mesmo no seu duradouro “mais ou menos”, a parte de cima da tabela e a Liga Europa são objetivos factíveis para o Everton. Mais que isso, porém, nem pensar.
Fulham
Nome do clube: Fulham Football Club
Estádio: Craven Cottage (25.700 lugares), em Londres
Site oficial: www.fulhamfc.com
Principal jogador: Bobby Zamora
Quem chegou: Phillipe Senderos (D-Arsenal), Jonathan Greening (M-West Brom)
Quem saiu: Chris Smalling (D-Man Utd), Erik Nevland (A-Viking)
Técnico: Mark Hughes
Colocação em 2009/10: 12o
Objetivo na temporada: Classificação para a LE
Previsão Trivela: 7o
A trajetória do Fulham nos últimos dois anos, de quase rebaixado a finalista de Liga Europa, é provavelmente a maior história de sucesso do futebol inglês recente. Com base no jogo coletivo e me um elenco sem grandes estrelas, os Cottagers chegaram mais longe do que quase todo mundo. Ganharam respeito e, principalmenbte, confiança. E mudaram de patamar.
Tudo isso, claro, com Roy Hodgson. A saída dele, entretanto, embora possa causar alguma agitação principalmente no começo da temporada, não deve ser tnao sentida porque o clube conseguiu um substituto à altura. Mark Hughes fracassou no estrelado Man City , mas foi altamente bem sucedido no Blackburn. No Fulham, com um perfil de clube e de elenco parecido, deev mais uma vez se dar bem.
O elenco perdeu o bom Smalling, é verdade, mas Senderos pode de certa forma ocupar o espaço. O ótimo Schwarzer, entretanto, continua no gol, e Bobby Zamora segue no comando do ataque. O Fulham, sabe-se, não tem em seu elenco nomes capazes de fazer suspirar os grandes, mas possui profundidade com qualidade em jogadores como Damine Duff e Clint Dempsey. Como não joga nenhuma competição européia, a equipe poderá se concentrar na liga. E tem tudo para, superado o primeiro estranhamento com Hughes, continuar crescendo.
Liverpool
Nome do clube: Liverpool Football Club
Estádio: Anfield Road (45.276 lugares), em Liverpool
Site oficial: www.liverpoolfc.tv
Principal jogador: Steven Gerrard
Quem chegou: Danny Wilson (D-Liverpool), Joe Cole (M-Chelsea), Jonjo Shelvey (M-Charlton), Milan Jovanovic (A-Standard), Christian Poulsen (M-Juventus)
Quem saiu: Albert Riera (M-Olimpyacos), Yossi Benayoun (M-Chelsea), Phillipp Degen (D-Stuttgart)
Técnico: Roy Hodgson
Colocação em 2009/10: 7o
Objetivo na temporada: Classificação para a LC
Previsão Trivela: 5o
O Liverpool se livrou de livrou de Rafael Benítez e seus milhares de espanhóis medianos – os que estão lá e os que chegariam para sempre. Contratou um técnico com o perfil do clube, um inglês que vem de campanhas excepcionais com um time bem amis modesto. Segurou F ernando Torres e não quis fazer nenhuma contratação “impactante”. Ou seja: o começo da retomada é bom. Mas corre riscos.
O primeiro é que o clube segue à venda. Fala-se em árabes e chineses, mas até aqui ele continua sendo dos americanos. Que, diga-se, conseguiram fazer com que a questão não afetasse a pré-temporada. O Liverpool contratou bem em Jovanovic e Joe Cole, e o assunto “mudança de dono” tem ficado de fora do campo de treinamento. A incerteza, porém, está lá, e pode resolver pular para o primeiro plano a qualquer momento.
Outro problema é que a equipe continuará dependendo de Gerrard e Torres. Cole pode ser um fator a mais neste mix, mas tudo dependerá de sua saúde. E Jovanovic pode ser o jogador que faltava ao lado de Torres, mas precisa mostrar que tem futebol para uma liga como a inglesa. O time ainda pode perder Mascherano, mas deve ter um ano mais efetivo tanto de Lucas como de Aquilani, e, na destruição, contará também com Poulsen – um Mascherano sem grife. Ainda não dá para pensar mais uma vez em título, e deve ser difícil segurar o reformado Man City. Os Reds, porém, devem voltar à briga grande. Desde que os americanos não atrapalhem de novo.
Manchester City
Nome do clube: Manchester City Football Club
Estádio: City of Manchester (47.726 lugares), em Manchester
Site oficial: www.mcfc.co.uk
Principal jogador: Carlos Tevez
Quem chegou: Aleksandar Kolarov (D-Lazio), Yaya Touré (M-Barcelona), David Silva (M-Valencia), Jérome Boateng (D-Hamburg), Mario Balotelli (A-Internazionale)
Quem saiu: Valeri Bojinov (A-Parma), Martin petrov (M-Bolton), Benjani (A), Sylvinho (D), Javier Garrido (D-Lazio)
Técnico: Roberto Mancini
Colocação em 2009/10: 5o
Objetivo na temporada: Classificação para a LC
Previsão Trivela: 4o
Esse é o ano do Manchester City. Ano do que ainda é cedo para falar, se de um ataque ao título ainda que por algumas rodadas, ou se “só” de se classificar para a LC. Desde que passou a ter um dono rico, entretanto, é a primeira vez que se pode dizer que os Citizens têm um projeto consistente. A começar pela manutenção do treinador, e da base do elenco. E continuando com as contratações, nenhuma delas especialmente midiática, mas todas de jogadores talentosos e que serão úteis ao time.
O City tem, agora, praticamente dois bons jogadores – e um ótimo – para cada posição. Pode se dar ao luxo de ter dois dos cinco – se não dos três – melhores goleiros da liga, enquanto o Arsenal, por exemplo, não tem nenhum. Na zaga, Lescott, destaque da zaga do Everton há duas temporadas, deve virar reserva. No meio é baixaria a quantidade de bons jogadores: Barry, De Jong, Touré, Vieira, Ireland…. E na frente Balotelli reveza com Tevez e Adebayor.
Além de ser um elenco de primeira, não se trata de um grupo em que as estrelas tendam a colidir. Há muitos craques, mas nenhum candidato a emlhro do mundo. Entregue a um treinador eexperiente inclusive no trato com estrelas – e com quem Balotelli jogou, e bem – , o City tende a ter um ano como há muito se espera que tenha. A falta de entrosamento, entretanto, deve pesar no início, e pode ser que nem todos os reforços saiam jogando bem desde o início. A classificação para a Liga dos Campeões é obrigação. O ataque ao título será inesperado, mas não surpreendente.
Manchester United
Nome do clube: Manchester United Football Club
Estádio: Old Trafford (75.957 lugares)
Site oficial: www.manutd.com
Principal jogador: Wayne Rooney
Quem chegou: Chris Smalling (D-Fulham), Chicharito Hernandez (A-Chivas), Bebé (A-Votória de Guimarães)
Quem saiu: Ben Foster (G-Birmingham), Zoran Tosic (M-CSKA Moscou), Craig Cathcart (D-Blackpool)
Técnico: Alex Ferguson
Colocação em 2009/10: 2o
Objetivo na temporada: Título
Previsão Trivela: 2o
O Manchester United terá em 2010/11 o segundo ano da transição entre o que era há dois anos e o que quer ser nos próximos dez. Alex Ferguson, por opção ou por falta dela, pouco reforçou seu elenco, e o que os torcedores esperam é que os jogadores que chegaram nos últimos dois ou três anos finalmente encontrem seu lugar e seu melhor futebol. E que Ferguson descubra como fazê-los jogar. Não será a primeira transição de elenco que o escocês terá que operar, e, no passado, todas acabarm funcionando.
A primeira questão a encarar, porém, é que, bem ou mal, havia um miolo do primeiro time bem sucedido de Ferguson que nunca deixou de estar lá. Quando Roy Keane foi embora, i United sofreu, mas Scholes, Giggs e Neville, bom como Rio Ferdinand, não tão antigo, estavam lá para garantir a segurança da transição. Os três seguem no elenco, mas não se pode esperar de nenhum deles que atuem toda semana. Nem que sejam decisivos como já foram. A questão para os Diabos, entretanto, é que o atual grupo de jogadores tem um monte de boas peças, alguns jovens talentosos, mas o único fora de série continua sendo Wayne Rooney.
Valencia nunca será Cristiano Ronaldo, nem Nani. Se ambos, e Anderson, por exemplo, resolverem render o que podem com consistência, a substituição do trio acima citado se torna mais fácil. Se pelo menos alguns dos muitos jovens talentosos, como os laterais brasileiros Fabio e Rafael, atuarem com segurança e maturidade, o time sobe um pouco mais. E se Berbatov fizer pelo menos a cada dois jogos o que se sabe que pode produzir, o United tem time para qualquer briga, inclusive a pelo título. Muitas variáveis, entretanto, têm que encaixar para que isso aconteça. É mais provável que apenas algumas delas aconteçam, e que o time tenha mais uma no de transição, com ótimos momentos, mas algumas panes.
Newcastle
Nome do clube: Newcastle United Football Club
Estádio: St. James Park (52.387 lugares)
Site oficial: www.nufc.co.uk
Principal jogador: Jonás Gutierrez (M)
Quem chegou: James Perch (M-Nottingham Forest), Dan Gosling (M-Everton), Sol Campbell (D-Arsenal)
Quem saiu: Fabrice Pancrate (A), Nicky Butt (M),
Técnico: Chris Hughton
Colocação em 2009/10: 1o no Championship
Objetivo na temporada: Meio da tabela
Previsão Trivela: 10o
Pois é, se este colunista fosse ajuizado, seguiria o que diz a mídia inglesa em sua totalidade, e apostaria que os Magpies vão fazer em 2010/11 apenas o suficiente para não passar sufoco. Este colunista, porém, não o é, e, baseado em algumas “intuições” que deram certo no ano passado – como o Birmignham –, aposta que o Newcastle não vai nem relar nas vagas européias, mas ficará do meio para cima da tabela.
Os elementos da aposta são públicos e claros: tradição, camisa, torcida e ótimos jogadores. Quantos times da Inglaterra têm um jogador como Jonás Gutierrez em seu elenco? Ou dois zagueiros como Coloccini e Taylor, muito longe, claro, de estarem entre s melhores do mundo, mas que podem garantir um nível adequado de segurança contra a maior parte dos ataques da liga. Jogadores como Ameobi e Lovenkrands, que ressurgiram na Segundona, podem muito bem manter o nível. Se assim for, não há numerosos times melhores que o Newcastle na Premier League.
Para começar, o time não deveria ter caído, o que só aconteceu por causa da comédia de erros da direção. Some-se a isso o fato de que os times que ficam entre o nono e o décimo-sexto postos da liga não têm grandes diferenças entre si. O Newcastle tem um elenco coeso, que joga junto há algum tempo, e um treinador com o qual o time se acertou, e no qual os jogadores confiam. Deve ser difícil, principalmente para ostimes menores, tirar pontos da equipe em St. James Park. O que deve garantir aos alvinegros ingleses uma temporada sem sustos. Ainda que não à altura das tradições da equipe.
Stoke
Nome do clube: Stoke City Football Club
Estádio: Britannia (28.383 lugares), em Stoke-on-Trent
Site oficial: www.stokecityfc.com
Principal jogador: Matthew Etherington
Quem chegou: Carlo Nash (G-Everton), Kenwyne Jones (A-Sunderland)
Quem saiu: Andy Griffin (D-Reading), Amdy Fayé (M), Steve Simonsen (G-Sheff Utd)
Técnico: Tony Pullis
Colocação em 2009/10: 11o
Objetivo na temporada: Parte de cima da tabela
Previsão Trivela: 12o
O Stoke é daqueles mistérios que provavelmente só sendo inglês para explicar. Um time que surgiu do nada na Premier League há três temporadas, deixou de cair por causa de importantes pontos conquistados na base das – então – surpreendentes cobranças de lateral de Rory Delap e, um ano depois, quase fica entre os dez primeiros e, para completar, se torna um dos mais difíceis de bater quando joga em casa.
Certamente não se trata do elenco, no qual sobram nomes que só serão reconhecidos pelos mais fanáticos fãs da Premier League. Etherington, eleito jogador do ano no ano passado, era promessa que não vingou no West Ham antes de mudar de ares. Assim como Robert Huth, que nunca foi promessa mas nem no Middlesbrough ficou. Ou Abdoulaye Faye, que o Newcastle não quis manter.
Ainda assim, há na imprensa inglesa um consenso de que o Stoke ficará pelo menos no meio da tabela. A adição de Kenwyne Jones, que teve ótima temporada no Sunderland há dois anos, e a possível titularidade de Begovic no gol podem ajudar. O maior dstaque do Stoke, entretanto, parece estar no banco. Tony Pullis pode não ser Alex Ferguson, mas trabalha bem as limitações de seu grupo. É provável que consiga fazê-lo mais uma vez nesta temporada.
Sunderland
Nome do clube: Sunderland Association Football Club
Estádio: Stadium of Light (49.000 lugares), em Sunderland
Site oficial: www.safc.com
Principal jogador: Darren Bent (A)
Quem chegou: Cristian Riveros (M-Cruz Azul), Simon Mignolet (G-St.Truiden), Ahmed El-Muhammadi (M-Enppi), Titus Bramble (D-Wigan), Marcos Angeleri (D-Estudiantes)
Quem saiu: Marton Fullop (G-Ipswich), Daryl Murphy (Celtic), Lorik Cana (M), Kenwyne Jones (A-Stoke)
Técnico: Steve Bruce
Colocação em 2009/10: 13o
Objetivo na temporada: Parte de cima da tabela
Previsão Trivela: 11o
Em 2007/8 o Sunderland voltou à Premier League gastando dinheiro. A equipe, então treinada por Roy Keane, gastou nada menos que 60 milhões de libras para reforçar o elenco e evitar o destino que tivera em sua promoção anterior, de voltar a cair. Funcionou, já que a equipe não caiu, mas Keane vazou de lá rapidinho, e a maior parte dos jogadores contratados, como Andy Reid, Michael Chopra e Kieran Richardson – que custou, só ele, mais de 7 milhões – não vingou.
O outro lado dessa história é que no meio da massa de jogadores havia algumas pérolas, como o goleiro Craig Gordon. E, com a chegada de Steve Bruce no começo da temporada passada, imaginou-se que, com um pouco mais de dinheiro, os Mackems poderiam se estabelecer no meio da tabela e começar a pensar em brigar pelas vagas européias. O que não aconteceu.
A expectativa para esta temporada já é bastante diferente. Embora ninguém fale em brigar para não cair, a expectativa é de superar os times que vnao brigar para não cair, mas ninguém espera a parte de cima da tabela. A equipe perdeu Lorik Cana e Kenwyne Jones, jogadores que foram, em algum momento, importantes, e contratou Bramble, horrível no Newcastle mas bom no Wigan, e jogadores como Riveros e Angeleri, que podem ou nnao vingar. O caminho para a grandeza, o Sunderland percebeu, é longo e difícil. E não deve começar neste ano.
Tottenham
Nome do clube: Tottenham Hotspur Football Club
Estádio: White Hart Lane (36.310 lugares), em Londres
Site oficial: www.tottenhamhotspur.com
Principal jogador: Jermaine Defoe (A)
Quem chegou: Sandro (M-Internacional)
Quem saiu: Dorian Dervitte (D-Villareal), Adel Taarabt (M-QPR)
Técnico: Harry Redknapp
Colocação em 2009/10: 4o
Objetivo na temporada: Classificação para a LC
Previsão Trivela: 8o
A temporada 2009/10 foi para o Tottenham tudo o que se esperava que fossem muitas das anteriores, que acabaram em níveis variados de ridículo ou trágico. A equipe foi eliminada da FA Cup na semifinal por um Portsmouth lamentável, é verdade, mas o tão almejado quarto lugar e a classificação para o qualificatório da Liga dos Campeões rapidamente a apagaram da memória. O problema é que agora há pela frente o ano em que tudo pode mudar de patamar definitivamente. Ou não.
Para começar, os Spurs deram sorte. Podiam enfrentar Sampdoria ou Dinamo de Kiev, mas acabaram sorteados com o Young Boys da Suiça no embate que determinará se o time vai mesmo disputar a LC. Sorte, já que o time era teoricamente o mais fraco do sorteio, mas, por outro lado, agora os londrinos têm a absoluta obrigação de ganhar. E é aí que reside o desafio para a temporada dos Spurs. Se ganhar, terá pela frente uma competição dura, que nunca jogou antes, e terá que se dividir entre ela e e liga. Se, por outro lado, perder, a sina de fracassos do passado retornará com força para assombrar a equipe.
No terreno das contratações, muito se esperava de Harry Redknapp, mas, a que tudo indica sem grana, o treinador se contentou por enquanto apenas com o eotimo Sandro, do Internacional. O brasileiro terá a facilidade de ser recebido por Gomes na nova equipe, e, até por não ter tido férias, não deverá ser titular desde o início. O elenco é forte, e, no ano passado, jogadores como Bale e Bentley, que estavam esquecidos, deram mostras de que ainda podem ser o que se esperava que fossem quando chegaram. Se Pavlyuchenko for mais um desses, o ano tem tudo para ser bom. Redknapp, poreem, terá que fazer todo mundo jogar, e bem. No ano passado, deu certo.
West Bromwich
Nome do clube: West Bromwich Albion Football Club
Estádio: The Hawthorns (26.500 lugares), em West Bromwich
Site oficial: www.wba.co.uk
Principal jogador: Scott Carson (G)
Quem chegou: Gabriel Tamas (D-Auxerre), Steven Reid (M-Blackburn), Pablo Ibañez (D-Atlético de Madrid), Boaz Myhill (G-Hull), Nicky Shorey (M-Aston Villa)
Quem saiu: Filipe Teixeira (M-Metalurg Donetsk), Robert Koren (M), Jonathan Greening (M-Fulham)
Técnico: Roberto di Matteo
Colocação em 2009/10: 2o no Championship
Objetivo na temporada: Não cair
Previsão Trivela: 17o
Nas últimas oito temporadas, o West Brom foi rebaixado da Premier League em três delas. O número só não é pior porque significa dizer que sempre voltou a subir um ou dois anos depois. Só para voltar a cair. Obcecado por não repetir os erros de um Leeds, que se endividou para virar gigante e acabou na terceira divisão, seus dirigentes não cansam de dizer que não se importam de cair, desde que estejam dentro da realidade do clube.
Pois bem: realidade é bom, mas, por vezes, sem sonho nnao se chega a lugar algum. E o West Brom não sonha. Com isso, parece que todos, torcida, direção e jogadores, se conformam desde o primeiro dia em nnao lutar para ficar. Não teria que ser assim, entretanto, nem que fosse porque a concorrência não tem sido tão forte. E 2009, por exemplo, quando os Baggies caíram pela última vez, o Hull ficou. O Stoke continua na Premier League, assim como os Wolves. E o Wigan só agora começa a ver sua posição na elite ameaçada.
Para aumentar a sensação de que tudo vai acabar como antes, o time pouco contratou, e ainda perdeu Koren e Greening. Os que chegam podem até melhorar um pouco a equipe, mas, como sempre são apenas apostas. A equipe não tem um atacante em que possa confiar, e seu treinador dirige pela primeira vez um time na primeira divisão. Ainda assim, a experiência de subir e cair em seguida tantas vezs nos últimos anos deve render alguma coisa. Não vai ser fácil, e deve durar até o fim, mas o West Brom pode ficar na Premier League, Tem que começar, entretanto, querendo.
West Ham
Nome do clube: West Ham United Football Club
Estádio: Boleyn Ground (35.303 lugares), em Londres
Site oficial: www.whufc.com
Principal jogador: Scott Parker
Quem chegou: Thomas Hitzlsperger (M-Lazio), Pablo Barrera (A-Pumas), Frederic Piquionne (A-Lyon)Winston Reid (D-FC Midtjylland)
Quem saiu: Guille Franco (A)
Técnico: Avram Grant
Colocação em 2009/10: 17o
Objetivo na temporada: Meio da tabela
Previsão Trivela: 14o
Quando terminei minhas previsões para a temporada passada resolvi dar uma olhada nas previsões da mídia inglesa. A partir disso, mexi na análise de dois times” West Ham e Birmingham. O primeiro, diziam os ingleses, iria melhor do que eu imaginava; o segundo, pior. Vamos esquecer que eu apontei o Liverpool como campeão para dizer que, pelo menos nesse caso, eu estava certo. O West Ham foi mal, brigou para não cair, e acabou demitindo Zola, considerado, no início da temporada, como um cara promissor.
Zola se foi, Avram Grant chegou. Na garupa, a boa campanha com o Portsmouth, na medida das pssibilidades, claro, que tirou do israelense o estigma de “prtoegido do Abramovich” que ganhou no Chelsea. Os Hammers também contrataram, e bem, principalmene em Hitzlsperger que, além de ser bom e experiente e de ter feito boa temporada na Lazio, já jogou por cinco anos na Inglaterra (no Aston Villa).
Melhor do que qualquer contratação, entretanto, fo a manutenção de Scott Parker, alma e cérebro do time. Não é que de uma hora para outra o West Ham tenha pasasdo a ser candidato à Europa, mas, com um bom grupo de jogadores e com bons reforços deve, se tiver tranquilidade fora de campo, ficar longe da briga para não cair. Ano passado, entretanto, poderia ter sido assim, Que os donos aprendam com a experiência.
Wigan
Nome do clube: Wigan Athletic Football Club
Estádio: DW (25.138), em Wigan
Site oficial: www.wiganlatics.co.uk
Principal jogador: Hugo Rodallega
Quem chegou: Ronnie Stam (D-Twente), Antolín Alcaraz (D-Club Brugge), Mauro Boselli (A-Estudiantes)
Quem saiu: Mario Melchiot (D), Titus Bramble (D-Sunderland), Paul Scharner (D)
Técnico: Roberto Martínez
Colocação em 2009/10: 16o
Objetivo na temporada: Não cair
Previsão Trivela: 19o
Esta será a sexa temporada seguida do Wigan na Premier League. Ninguém esperava que a aventura durasse tanto, diga-se, mas deveria servir de exemplo para West Brom, Wolves e tantos outros. Neste período o clube não passou muito perto de nenhuma grande glória, é verdade, mas revelou ao futebol inglês, entre outros, Valencia, hoje no United, e Palacios, do Tottenham.
O que chegou a parecer uma trajetória consistente, entretanto, no ano passado por muito pouco não acabou mal. O time sofreu diversas goleadas, incluindo um 9 a 0 diante do Tottenham, e acabou mais perto da zona de rebaixamento do que gostaria. Os recrutas novos, como Hugo Rodallega, não renderam o mesmo que os que deixaram a equipe, e a permanência na elite dá sinais de cansaço.
Para completar, o timr fica em uma cidade apaixonada por rugbi, o que faz com que seus jogos raramente tenham campo cheio. Ou seja, o fator casa, tão importante para equipes como Stoke e Wolves, para o Wigan é praticamente inexistente. A chegada de Alcaraz e Boselli são a esperança da torcida de estender a viagem pela Premier League. Se ambos se adaptarem à Premier League, devem garantir pontinhos que podem fazer a diferença entre ficar e cair. Disso vai depender o Wigan nesta temporada.
Wolverhampton
Nome do clube: Wolverhampton Wanderers Football Club
Estádio: Molineux (29.195 lugares), em Wolverhampton
Site oficial: www.wolves.co.uk
Principal jogador: Kevin Doyle (A)
Quem chegou: Steven Fletcher (A-Burnley), Jelle Van Damme (D-Anderlecht), Steven Mouyokolo (D-Hull), Stephen Hunt (M-Hull)
Quem saiu: Jason Shackell (D-Barnsley), Chris Iwelumo (A-Burnley), Andrew Surman (M-Norwich)
Técnico: Mick McCarthy
Colocação em 2009/10: 15o
Objetivo na temporada: Não cair
Previsão Trivela: 18o
Quem salvou os Wolves de voltar ao Championship no ano passado foi Kevin Doyle. Em uma liga em que quase todos os times sentem falta de bons atacantes, o irlandês , que não custou barato, rendeu os gols que mantiveram o time na elite inglesa. Ainda assim, a equipe permaneceu na elite muito mais por incompetência dos adversários do que por competência própria. E, embora tenha feito algumas boas contratações, o mesmo deve aconteecer neste ano.
Se têm Doyle, os Wolves, por outro lado, praticamente só têm isso. A não ser que os novos contratados cumpram tudo o que podem, e mais um pouco. Van Damme, lateral-esquerdo de origem, pode também atuar no meio da zaga. Foi bem no Anderlecht, mas nunca é demais lembrar que os oponentes no campeonato belga talvez não apresentem tanto problema para um zagueiro.
É em Steven Fletcher e Stephen Hunt, porém, que residem as maiores esperanças. O escocês chegou ao Burnley como esperança de gols, e ainda é considerado como uma das boas promessas de seu país. Hunt, por outro lado, pode ajudar a levar a bola ao ataque, outro problema da equipe na temporada passada. O Wolves deste ano parece o Hull do passado: ficou por aqui uma temporada a mais do que devia. Os reforços, entretanto, são bons, e podem ajudar a mudar a sina do tradicional Wolverhampton Wanderers.



