Guia do Arsenal: Favorito ainda mais reforçado, Arteta cria time a ser batido na Premier League
Novos jogadores de peso, sem baixas relevantes e rivais inconstantes marcam favoritismo dos Gunners
O Arsenal bateu na trave diversas vezes nos últimos anos. Liderou a Premier League durante boa parte de mais de uma temporada e perdeu fôlego. Na última campanha, no entanto, veio a consolidação do projeto de Mikel Arteta — e o título inglês depois de 22 anos de espera, agora, coloca o clube em outro patamar.
Por diferentes motivos, internos e externos à equipe, o time londrino entra na próxima ainda mais favorito. Reforços gigantes no mercado, saídas não muito sentidas e rivais inconstantes dão a Arteta mais vantagem do que o esperado na Premier League.
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Arsenal tem aquilo que rivais perderam: estabilidade
O Arsenal chega à temporada 2026/27 com uma vantagem estrutural sobre boa parte dos concorrentes. Não porque tenha necessariamente o melhor jogador da liga em cada posição, mas porque sabe exatamente o que pretende ser.
Arteta está no clube desde dezembro de 2019 e construiu progressivamente uma equipe capaz de controlar partidas através da posse, pressionar alto, atacar com amplitude e, sobretudo, dominar territorialmente os adversários. O Arsenal também transformou as bolas paradas em uma arma de elite, algo que foi determinante para o título e que continuará sendo importante em uma Premier League cada vez mais física.
A permanência do treinador permite que a equipe comece a nova temporada do ponto em que terminou a anterior. Não existe período de adaptação a uma nova metodologia, nem necessidade de explicar princípios básicos a um elenco recém-formado. Os jogadores conhecem as estruturas de Arteta, os mecanismos de pressão, os padrões de construção e as diferentes maneiras de ocupar o último terço.
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O contraste com o Manchester City, grande concorrente dos últimos anos, é significativo. Pep Guardiola deixou o clube depois de uma década de enorme sucesso, e Maresca assume uma equipe que continua repleta de jogadores de altíssimo nível, mas que precisará assimilar uma nova liderança.
O italiano conhece profundamente a escola de Guardiola e representa uma escolha de continuidade, mas isso não elimina a dificuldade de substituir um treinador que conquistou seis Premier Leagues e uma Champions League pelo clube. Além da reestruturação do elenco: saídas de pilares como Bernardo Silva, John Stones e a possibilidade de perder Rodri.
No Liverpool, o desafio é ainda maior em termos de identidade. Andoni Iraola chega depois de três anos de sucesso no Bournemouth e tem uma ideia de jogo agressiva, mas precisa transferir essa filosofia para um elenco construído por outro treinador. No Chelsea, Xabi Alonso assume um grupo jovem e talentoso, mas também começa seu primeiro trabalho na Premier League.
A liga inteira passa por transformação: sete clubes começaram a temporada com novos treinadores, número recorde compartilhado na competição, além de casos como o do Tottenham, que teve a chegada de Roberto De Zerbi nas últimas rodadas da temporada passada. O Arsenal, portanto, não precisa descobrir quem é como os rivais, mas apenas focar em ser ainda melhor.
Uma janela de ótimo saldo para completar o time
| Jogador | País | Origem | Valor (€) |
|---|---|---|---|
Bruno Guimarães Meia | Newcastle Premier League | €87,5 mi | |
Piero Hincapié Zagueiro | Leverkusen Bundesliga | €40 mi | |
Christos Tzolis Ponta-esquerda | Club Brugge Jupiler Pro League | €40 mi | |
Illan Meslier Goleiro | Leeds Premier League | Livre | |
Jakub Kiwior Zagueiro | Porto Liga Portugal | Fim emp. | |
Ethan Nwaneri Meia-atacante | Marseille Ligue 1 | Fim emp. | |
Fábio Vieira Meia-atacante | Hamburg Bundesliga | Fim emp. | |
Reiss Nelson Ponta-esquerda | Brentford Premier League | Fim emp. | |
Karl Hein Goleiro | Werder Bremen Bundesliga | Fim emp. |
| Jogador | País | Destino | Valor (€) |
|---|---|---|---|
Leandro Trossard Ponta-esquerda | Besiktas Süper Lig | €18 mi | |
Jakub Kiwior Zagueiro | Porto Liga Portugal | €17 mi | |
Christian Nørgaard Volante | Everton Premier League | €8,15 mi | |
Karl Hein Goleiro | Werder Bremen Bundesliga | €3 mi | |
Piero Hincapié Zagueiro | Leverkusen Bundesliga | Fim emp. |
A política de transferências dos Gunners também mudou de natureza. O Arsenal já não está naquela fase em que cada janela precisava trazer uma revolução. A equipe possui uma base consolidada e agora pode concentrar investimentos em jogadores que aumentem o teto competitivo do elenco.
A contratação de Bruno Guimarães é o melhor exemplo. O brasileiro chega do Newcastle por cerca de 87 milhões de euros e acrescenta ao meio-campo uma combinação de intensidade, capacidade de pressão, qualidade técnica e experiência de Premier League que Arteta buscava há algum tempo. Sua chegada aumenta a quantidade de soluções para o treinador e permite imaginar diferentes combinações ao lado de Declan Rice, Martin Zubimendi, Martin Odegaard e Mikel Merino.
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Illan Meslier chega de graça para ser o goleiro reserva do já consolidado David Raya, enquanto Piero Hincapié fica em definitivo depois de um empréstimo de sucesso, pagando a taxa de 40 milhões de euros.
Na frente, a chegada de Christos Tzolis também responde a uma necessidade clara. O grego foi contratado depois de uma passagem de destaque pelo Club Brugge, na qual participou diretamente de 88 gols em 120 jogos pelo clube belga, e chega para aumentar a concorrência no lado esquerdo do ataque.
Por outro lado, as perdas do time não são tão significativas. Leandro Trossard, já envelhecendo, deixou o clube por 18 milhões de euros e foi reposto com Tzolis. Christian Noorgard, que não teria espaço, foi ao Everton por 8 milhões antes da chegada de Bruno Guimarães. Jakub Kiwior, que disputaria a posição com Hincapié e nunca se firmou no clube, ficou em definitivo no Porto, onde foi bem.
Arsenal ainda precisa encontrar soluções no ataque e defesa para dominar a Premier League
O título inglês não apagou um problema que acompanhou o Arsenal durante boa parte da era Arteta: a dificuldade de encontrar jogadores capazes de mudar uma partida individualmente quando os mecanismos coletivos são neutralizados.
Bukayo Saka é a grande exceção. O inglês é capaz de receber aberto, atacar o lateral, combinar por dentro e produzir situações de gol mesmo quando o adversário conhece exatamente aquilo que ele pretende fazer. O problema é que o Arsenal não possui outro jogador ofensivo com o mesmo grau de confiabilidade.
Tzolis pode ajudar, Eberechi Eze acrescenta criatividade e capacidade de jogar entre linha, Viktor Gyökeres oferece presença física, profundidade e volume de finalizações, mas não conseguiu traduzir sua contratação com muita expectativa em montanhas de gols. Mas, para transformar o time em uma equipe ainda mais difícil de controlar, Arteta precisa encontrar maneiras de aumentar a quantidade de jogadores capazes de produzir vantagens individuais.
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Essa talvez seja a principal diferença entre o Arsenal campeão e o Arsenal que pretende construir uma dinastia. Não é coincidência que o próprio Arteta tenha buscado, durante o mercado, jogadores ofensivos capazes de acrescentar imprevisibilidade. O clube chegou a sonhar com uma contratação gigantesca como Vinícius Júnior e também monitorou nomes de primeira prateleira europeia.
O brasileiro acabou permanecendo no Real Madrid, mas a tentativa deixa evidente o diagnóstico: o Arsenal entende que ainda existe espaço para acrescentar talento de elite ao ataque. E se o ataque é a área em que Arteta ainda procura um salto qualitativo, a defesa apresenta uma preocupação mais imediata.
William Saliba e Jurrien Timber chegam ao início da temporada convivendo com problemas físicos, enquanto o Arsenal precisa administrar também o retorno tardio de vários jogadores que disputaram a Copa do Mundo. A situação é especialmente delicada porque a equipe construiu parte de sua superioridade justamente sobre a capacidade de defender longe do próprio gol e controlar o adversário através da pressão.
Quando Saliba não está disponível, a estrutura defensiva perde uma peça fundamental para sustentar a linha alta. O francês combina velocidade de recuperação, qualidade na defesa de grandes espaços e capacidade para enfrentar atacantes em situações de um contra um. Timber, por sua vez, oferece uma versatilidade que permite a Arteta modificar a estrutura durante a partida.
O Arsenal ainda possui Gabriel Magalhães, Ben White, Hincapié e Cristhian Mosquera, além de outras alternativas, mas a margem para lidar com uma sequência de lesões não é tão confortável quanto a de outros setores. É por isso que ainda sonham com nomes versáteis como Joules Koundé e Jarrel Quansah.
A temporada de 2026/27 pode ser de consolidação para os Gunners. Claramente superiores aos rivais em diferentes instâncias, chegam à nova edição da Premier League sem o peso de precisar acabar com o jejum e mais temidos do que antes. Agora, resta saber se Arteta conseguirá criar a dinastia que se desenha no futebol inglês.
| Rod. | Data | Adversário | Horário (BRT) | |
|---|---|---|---|---|
| Agosto | ||||
| 1 | 21/08 Sex | Coventry City C | 16h | |
| 2 | 29/08 Sáb | Aston Villa F | 11h | |
| Setembro | ||||
| 3 | 05/09 Sáb | Chelsea C | 11h | |
| 4 | 12/09 Sáb | Sunderland F | 11h | |
| 5 | 19/09 Sáb | Brighton F | 11h | |
| Outubro | ||||
| 6 | 10/10 Sáb | Leeds United C | 11h | |
| 7 | 17/10 Sáb | Nottingham Forest F | 11h | |
| 8 | 24/10 Sáb | Everton C | 11h | |
| 9 | 31/10 Sáb | Liverpool F | 12h | |
| Novembro | ||||
| 10 | 07/11 Sáb | Hull City C | 12h | |
| 11 | 21/11 Sáb | Newcastle F | 12h | |
| 12 | 28/11 Sáb | Man City C | 12h | |
| Dezembro | ||||
| 13 | 02/12 Qua | Brentford F | 17h | |
| 14 | 05/12 Sáb | Tottenham F | 12h | |
| 15 | 12/12 Sáb | Bournemouth C | 12h | |
| 16 | 19/12 Sáb | Man Utd C | 12h | |
| 17 | 26/12 Sáb | Crystal Palace F | 12h | |
| 18 | 30/12 Qua | Fulham F | 17h | |
| Janeiro | ||||
| 19 | 02/01 Sáb | Ipswich Town C | 12h | |
| Rod. | Data | Adversário | Horário (BRT) | |
|---|---|---|---|---|
| Janeiro | ||||
| 20 | 06/01 Qua | Brentford C | 17h | |
| 21 | 16/01 Sáb | Hull City F | 12h | |
| 22 | 23/01 Sáb | Newcastle C | 12h | |
| 23 | 30/01 Sáb | Man City F | 12h | |
| Fevereiro | ||||
| 24 | 06/02 Sáb | Liverpool C | 12h | |
| 25 | 10/02 Qua | Ipswich Town F | 17h | |
| 26 | 20/02 Sáb | Fulham C | 12h | |
| 27 | 27/02 Sáb | Man Utd F | 12h | |
| Março | ||||
| 28 | 03/03 Qua | Crystal Palace C | 17h | |
| 29 | 13/03 Sáb | Chelsea F | 12h | |
| 30 | 20/03 Sáb | Sunderland C | 12h | |
| Abril | ||||
| 31 | 10/04 Sáb | Coventry City F | 11h | |
| 32 | 17/04 Sáb | Aston Villa C | 11h | |
| 33 | 24/04 Sáb | Bournemouth F | 11h | |
| Maio | ||||
| 34 | 01/05 Sáb | Tottenham C | 11h | |
| 35 | 08/05 Sáb | Leeds United F | 11h | |
| 36 | 15/05 Sáb | Nottingham Forest C | 11h | |
| 37 | 23/05 Dom | Everton F | 11h | |
| 38 | 30/05 Dom | Brighton C | 12h | |