Futebol inglês

Guia rápido da Premier League 2026/27: Favoritos, quem pode surpreender e decepcionar

Trivela reúne tudo o que você precisa saber antes do início da nova edição do Campeonato Inglês

Copa do Mundo e pré-temporada encerradas, agora é a hora do futebol inglês voltar a brilhar. A Premier League 2026/27 começa nesta sexta-feira (21) com 20 equipes em busca de seus objetivos. A rodada de abertura desta edição será entre Arsenal x Coventry City, no Emirates Stadium, às 16h (de Brasília). As demais estreias vão até o dia 24 de agosto.

É o início de uma nova era na Inglaterra, principalmente com a saída de Pep Guardiola após uma década de domínio do Manchester City. Ao todo, são nove treinadores contratados para 2026/27, um recorde na história da liga, isso sem considerar Manchester United e Tottenham, que apontaram Michael Carrick e Roberto De Zerbi, respectivamente, no primeiro semestre deste ano.

E com a Premier League como protagonista no mercado, representando os maiores investimentos do futebol mundial, a imprevisibilidade deve reinar nesta temporada. Por tradição, o Big Six entra no Campeonato Inglês com altas expectativas, porém, há muitos projetos interessantes na sessão intermediária, o que também deve influenciar a luta contra a zona de rebaixamento.

Contratações da Premier League 2026/27: Veja rumores e o vai e vem do mercado

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Premier League 2026/27

  • Início: 21 de agosto (sexta-feira);
  • Fim: 30 de maio (domingo);
  • Número de equipes: 20;
  • Atual campeão: Arsenal;
  • Promovidos para a 1ª divisão: Coventry City, Ipswich Town, Hull City.

Distribuição de vagas

  • Champions League: Quatro primeiros colocados (pode chegar até o quinto a depender do coeficiente da Uefa pelas participações dos times ingleses nas competições europeias);
  • Liga Europa: 5º colocado;
  • Conference League: 6º colocado;
  • Rebaixamento: três últimos colocados.

Onde assistir à Premier League 2026/27: Veja quem vai transmitir

Ao contrário dos últimos anos, a Disney+/ESPN não tem exclusividade na transmissão da Premier League, embora tenha garantido as 380 partidas em seu serviço de streaming, e um dos jogos também seja transmitido em seu canal no YouTube. Para 2026/27, a Cazé TV terá direito de passar uma partida por rodada no YouTube graças a um acordo de sublicenciamento.

Jogadores brasileiros

  • Bournemouth: Evanilson, Rayan;
  • Arsenal: Bruno Guimarães, Gabriel Jesus, Gabriel Magalhães, Gabriel Martinelli;
  • Aston Villa: Alysson, João Gomes;
  • Brentford: Gustavo Nunes, Igor Thiago;
  • Brighton: Igor Júlio;
  • Chelsea: Estêvão, João Pedro;
  • Crystal Palace: Matheus França;
  • Fulham: Kevin, Rodrigo Muniz;
  • Ipswich Town: Emersonn;
  • Leeds United: Lucas Perri;
  • Liverpool: Alisson;
  • Manchester City: Savinho, Vitor Reis;
  • Manchester United: Andrey Santos, Matheus Cunha;
  • Newcastle: Joelinton;
  • Nottingham Forest: Igor Jesus, Jair, John, Morato, Murillo;
  • Tottenham: Richarlison, Souza.

Favoritos

Após oito temporadas com Liverpool ou Manchester City como campeões, o Arsenal finalmente encerrou sua sequência de vices para se tornar o time a ser batido na Premier League. E justamente por ser o atual detentor do título, os Gunners começam 2026/27 à frente dos demais concorrentes por não só manterem a base do projeto vencedor, mas também, fortalecer o elenco.

Arsenal

Mikel Arteta levanta troféu da Champions League com o Arsenal (Foto: Imago/Visionhaus)
Mikel Arteta levanta troféu da Champions League com o Arsenal (Foto: Imago/Visionhaus)

Mikel Arteta é o técnico mais longevo da elite inglesa, tendo assumido o cargo no Emirates Stadium em dezembro de 2019. De lá para cá, o técnico espanhol foi um dos grandes responsáveis por recolocar o Arsenal na briga pelo lugar mais alto do pódio. E, após três temporadas seguidas como segundo lugar, os Gunners atingiram seu objetivo máximo em 2025/26.

Com um estilo de jogo consolidado, solidez defensiva e domínio das bolas paradas, o Arsenal tem o cenário perfeito para iniciar uma dinastia na Premier League. Arteta manteve seus principais jogadores e se reforçou com Bruno Guimarães, craque do meio-campo do Newcastle, e Christian Tzolis, que se provou uma verdadeira máquina de gols e assistências no Club Brugge.

Outro trunfo dos Gunners é ter um grupo vencedor e com fome de dar o próximo passo rumo à hegemonia na Inglaterra. Com os adversários diretos em claro processo de renovação, tanto no comando técnico quanto no elenco, o Arsenal é o amplo favorito à dobradinha da Premier League. Resta saber se a previsão será concretizada.

Manchester City

Enzo Maresca pelo Manchester City (Foto: Imago/Nexpher Images)

Pela primeira vez em 10 anos, o Manchester City começa uma temporada sem Guardiola na área técnica. O peso da ausência do catalão terá impacto significativo no Etihad Stadium, e Enzo Maresca, que foi seu auxiliar técnico, é o herdeiro desse legado. Mais do que implementar sua filosofia de jogo, o italiano será obrigado a lidar com o fantasma do ídolo dos Citizens e as comparações incessantes a seu antecessor.

Pep Guardiola à parte, o Manchester City também deu adeus a outros pilares de sua era vencedora, como John Stones, Bernardo Silva e Rodri, três líderes de vestiário e referências técnicas dentro de campo. James Trafford, Tijjani Reijnders e Nathan Aké também entraram no processo de faxina dos Citizens, que apostaram tudo nos remanescentes e em Elliot Anderson, o grande reforço para 2026/27.

Muitas dúvidas pairam sobre o que Maresca será capaz de produzir em meio a esse cenário, mas é inegável que o Manchester City continua como uma das grandes forças do Campeonato Inglês, até porque um time titular com Gianluigi Donnarumma, Rúben Dias, Marc Guéhi, Antoine Semenyo, Jeremy Doku e Erling Haaland não pode ser subestimado. A soma desses ingredientes credencia os Citizens ao posto de antagonista da Premier League.

Quem pode surpreender?

Tottenham

Roberto De Zerbi, técnico do Tottenham
Roberto De Zerbi, técnico do Tottenham (Foto: Peter Dovgan/Uk Sports Pics Ltd/Imago)

A surpresa menos surpreendente da Premier League 2026/27 deve ser o Tottenham, até porque é (quase) impossível ter um desempenho pior do que na temporada passada, quando o rebaixamento só foi matematicamente evitado na última rodada. Só que os Spurs parecem ter aprendido com a repetição de seus erros dos últimos anos, mudando sua dinâmica para voltar a brigar por competições europeias.

Primeiro, a escolha por De Zerbi, que assumiu em março para ser o bombeiro. Incêndio apagado, o treinador teve tranquilidade para implementar sua filosofia de jogo ao longo da pré-temporada, com a missão de repetir o futebol bem jogado dos tempos de Brighton. Para isso, os Spurs também não pouparam esforços nesta janela de transferências, adequando-se às necessidades do italiano.

Se antes o Tottenham parecia ter medo de fazer altos investimentos, as chegadas de Sandro Tonali, Mateus Fernandes e Jan Paul van Hecke são provas vivas de que isso não é mais uma realidade, pois o trio custou 237 milhões de libras (cerca de R$ 1,6 bilhão). Isso sem falar em Marcos Senesi e Andy Robertson, que se juntaram sem custos de transferência. Sem calendário internacional, os Spurs também vão se beneficiar do maior período de descanso para focarem no campeonato.

Chelsea

Xabi Alonso durante amistoso do Chelsea
Xabi Alonso durante amistoso do Chelsea (Foto: Peter Dovgan/Uk Sports Pics Ltd/Imago)

A instabilidade interna do Chelsea, com três treinadores diferentes e jogadores com declarações polêmicas na imprensa ao longo de 2025/26, ajuda a explicar o decepcionante 10º lugar da última Premier League. Entretanto, para a nova temporada, os Blues parecem trilhar um caminho mais consistente ao confiar o projeto a Xabi Alonso, que é um dos treinadores mais promissores de sua geração.

É verdade que o espanhol não aguentou o furacão que envolve o Real Madrid, mas seus feitos no Bayer Leverkusen, e os títulos inéditos da Bundesliga e da Copa da Alemanha são ótimos indicativos para Stamford Bridge. Xabi tem um modelo de jogo muito claro, e como dinheiro não é problema para o Chelsea, o elenco segue forte graças às chegadas de jogadores como Morgan Rogers e Maxrence Lacroix, potenciais titulares para dois setores carentes.

Contudo, ao contrário das últimas janelas, os Blues adicionaram experiência a um núcleo jovem com Danny Welbeck e Jordan Henderson, que com certeza não serão titulares, mas servirão como líderes nos bastidores em momentos de dificuldade, o que faltou nas últimas temporadas. E com João Pedro, Estêvão, Cole Palmer, Moisés Caicedo, Enzo Fernández e companhia, o Chelsea tem plenas condições de se firmar no G5, principalmente sem competições da Uefa no cronograma.

Quem pode decepcionar?

Aston Villa

Unai Emery, técnico do Aston Villa
Unai Emery, técnico do Aston Villa (Foto: Fabio Sasso/ZUMA Press Wire/Imago)

Desde 2022/23, o Aston Villa tem se classificado a torneios continentais, tanto que foi campeão da última Liga Europa, além de 4º colocado na Premier League. O segredo por trás desse sucesso tem nome e sobrenome: Unai Emery, que, ano após ano, dá um jeito de driblar as dificuldades dos Villans com o fair play financeiro para manter um time equilibrado. Contudo, será muito difícil repetir esse roteiro em 2026/27.

Para começar, Morgan Rogers, Youri Tielemans e Lucas Digne deixaram o Villa Park, enquanto Amadou Onana sofreu uma grave lesão durante a Copa do Mundo e só deve voltar a jogar em 2027. O Aston Villa respondeu com as compras de Johan Manzambi, João Gomes e Matteo Ruggeri, que vão ter que correr contra o tempo para alcançar o nível do trio negociado. No caso do suíço e do italiano, também será preciso um processo de adaptação ao futebol inglês.

Mesmo com um elenco enxuto, os Villans não vão abrir mão de fazer uma boa campanha na Champions League, o que pode significar perda de pontos importantes na Premier League e abrir brecha para o Big Six se distanciar nas primeiras posições. Portanto, o treinador espanhol deve perder algumas posições ao término da temporada, não drasticamente, mas, talvez, ao ponto de se contentar com classificação à Conference League.

Sunderland

Régis Le Bris, técnico do Sunderland (Foto: Imago/Pro Sports Images)
Régis Le Bris, técnico do Sunderland (Foto: Imago/Pro Sports Images)

Após oito anos longe da elite nacional, o Sunderland voltou à primeira divisão em 2025/26 e gastou quase 200 milhões de libras (cerca de R$ 1,4 bilhão na cotação atual) em 18 reforços para a última temporada. Régis Le Bris não só evitou a queda para a Championship, como também contrariou todas as previsões ao terminar a Premier League na 7ª posição, garantindo vaga inédita na Liga Europa.

O problema é que, para 2026/27, os Black Cats só fizeram uma contratação: o lateral Thomas Meunier, que chegou de graça após o fim de seu contrato com o Lille. Tudo bem que o treinador francês não sofreu nenhuma grande perda em relação ao último ano, porém, com um torneio continental no calendário pela primeira vez desde 1973/74, o grupo não deve ter qualidade suficiente para se dividir em duas frentes.

Como consequência, o Sunderland dificilmente terá capacidade de se manter forte na primeira parte da tabela, sobretudo em caso de boa campanha na Liga Europa, que pode servir de distração. Isso não significa que Le Bris vai ter dificuldades para se distanciar do Z3, mas sim que pode ser vítima do próprio sucesso, já que a parte intermediária da tabela deve ser a realidade da nova temporada.

E quem subiu?

Lampard aplaude torcedores do Coventry
Frank Lampard aplaude torcedores do Coventry (Foto: Zach Forster/Sports Press Photo/Imago)

O Coventry City foi o primeiro a conquistar o acesso à Premier League ao garantir o título da Championship. Na sequência, o Ipswich Town confirmou seu retorno à elite inglesa com a vice-liderança da segunda divisão. Por fim, o Hull City superou Millwall e Middlesbrough nos playoffs para ficar com a terceira vaga para 2026/27.

O Coventry voltou à Premier League após 25 anos nos escalões inferiores, cujo fundo do poço foi em 2017/18, quando chegou a jogar a League Two. Agora na Premier League, a equipe de Frank Lampard espera que seu trabalho sem bola seja o diferencial para beliscar a permanência, porém, a falta de qualidade ofensiva pode sacramentar a queda para a Championship.

Já o Ipswich, que jogou a primeira divisão 2024/25 após 22 anos, mas caiu logo em seguida, tem as melhores chances de evitar a gangorra na nova temporada. O dinheiro proveniente do acesso à Premier League permitiu ao time de Gary O’Neill se reforçar com jogadores promissores em todos os setores, incluindo aqueles com perfil mais físico, cuja ausência desse fator foi determinante para o último descenso.

Para o Hull, que não disputa a elite desde 2016/17, será difícil não acabar na lanterna do campeonato em 2026/27. Na última temporada, a equipe de Sergej Jakirovic terminou em 6º lugar na Championship, garantindo a última vaga dos playoffs a 11 pontos da vice-liderança. Por mais que seja romântico um clube chegar à Premier League sem tanto dinheiro, os baixos investimentos, aliados às apostas duvidosas no mercado, devem justificar o rebaixamento precoce.

Premier League 2026/27: A primeira rodada

  • Arsenal x Coventry City – 21 de agosto (sexta-feira), às 16h (de Brasília).
  • Hull City x Manchester United – 22 de agosto (sábado), às 8h30 (de Brasília);
  • Everton x Crystal Palace – 22 de agosto (sábado), às 11h (de Brasília);
  • Nottingham Forest x Leeds United – 22 de agosto (sábado), às 11h (de Brasília);
  • Ipswich Town x Sunderland – 22 de agosto (sábado), às 11h (de Brasília);
  • Brentford x Tottenham – 22 de agosto (sábado), às 13h30 (de Brasília);
  • Manchester City x Bournemouth – 23 de agosto (domingo), às 10h (de Brasília);
  • Brighton x Aston Villa – 23 de agosto (domingo), às 10h (de Brasília);
  • Newcastle x Liverpool – 23 de agosto (domingo), às 12h30 (de Brasília);
  • Fulham x Chelsea – 24 de agosto (segunda-feira), às 16h (de Brasília).
Foto de Matheus Cristianini

Matheus CristianiniRedator

Jornalista formado pela Unesp, com passagens por Antenados no Futebol, Bolavip Brasil, Minha Torcida e Esportelândia. Na Trivela, é redator de futebol nacional e internacional.

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