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Grande trunfo na vitória do Arsenal contra o Watford foi a paciência

No último jogo pela Premier League antes da data Fifa, o Arsenal foi muito superior em relação ao então líder Manchester United e conseguiu uma vitória grandiosa por 3 a 0 no Emirates. O futebol empolgante da rodada passada não se repetiu no triunfo deste sábado também por 3 a 0 sobre o Watford, no Vicarage Road, mas outro aspecto dos Gunners entrou em cena para fazer a diferença: a paciência.

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O placar engana aqueles que apenas se depararam com os números. O Watford foi um adversário difícil durante maior parte do jogo, e a impressão era de que nenhuma das equipes conseguiria sair com a vitória do Vicarage Road. Naturalmente, o Arsenal dominou a partida, com mais posse de bola e limitando as chances do Watford a saídas rápidas para o ataque. Tendo entrado em campo após os concorrentes à ponta da tabela, Manchester City e Manchester United, terem vencido seus duelos da rodada, os Gunners estavam pressionados, mas mesmo isso (ou a demora para o primeiro gol) não desestabilizou a proposta de jogo do time de Wenger.

Os gols só foram sair na metade do segundo tempo, em um intervalo de 12 minutos entre o primeiro e o último, e todos eles com características em comum: troca de passes inteligente e paciência para finalizar a jogada. Aos 17 minutos da etapa complementar, Sánchez iniciou jogada pela ponta, tocou para o meio para Özil, que fez ótima tabela com Cazorla e saiu na cara de Gomes. O alemão foi travado pelo brasileiro, e Sánchez aproveitou a sobra para abrir o placar.

Seis minutos depois, o Arsenal foi girando a bola, em busca do melhor espaço para a finalização, até que a bola sobrou na direita para Özil, que serviu Giroud na pequena área. Três minutos após ter entrado em campo, o francês completou para o gol para fazer 2 a 0. Por fim, Ramsey fechou o placar aos 29 do segundo tempo, penetrando bem na área e batendo na saída de Gomes.

Individualmente, os destaques foram Özil e Sánchez. O alemão estava com o pé calibrado e criou uma série de chances com seus passes, tendo sido o assistente para os dois primeiros gols do duelo. Já o chileno manteve a grande fase que vive e, além de insinuante com a bola, levando o time ao ataque, ainda chegou ao seu 10º gol nos últimos seis jogos por Arsenal e seleção chilena, tendo marcado consecutivamente em todos eles.

A valorização de uma boa troca de passes já é característica do Arsenal há algum tempo, algo um tanto quanto inevitável quando se tem no meio de campo tantos atletas com um bom toque, como Ramsey, Özil e Cazorla. O grande trunfo neste sábado foi se manter fiel ao estilo e confiar que poderia definir o jogo sem afobação. Depois do primeiro gol, os outros vieram com enorme naturalidade. A paciência dos Gunners transformou um jogo travado em, repentinamente, um passeio no parque.

Foto de Leo Escudeiro

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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