Terry se aposenta da seleção: “A situação é insustentável”
John Terry colocou um ponto final em sua história com a seleção inglesa. Ex-capitão da equipe nacional e presente nas Copas do Mundo de 2006 e 2010, além das Eurocopas de 2004 e 2012, o zagueiro do Chelsea oficializou sua aposentadoria do English Team neste domingo.
O anúncio de Terry evidencia os problemas do jogador com a Football Association. Nesta segunda-feira, o defensor começará a ser ouvido pela federação sobre as acusações de racismo feitas por Anton Ferdinand, em jogo entre Chelsea e QPR, em outubro de 2011. No último mês de julho, o zagueiro foi absolvido pela justiça comum por falta de provas.
“Eu sinto que a FA, mantendo as acusações pelas quais já fui absolvido em um tribunal, fez minha situação na seleção se tornar insustentável. Representar meu país é o que sonhava quando era garoto. Foi uma honra verdadeiramente grande. Eu sempre dei tudo de mim e parte meu coração tomar essa decisão. Espero que Roy Hodgson e o time tenham todo sucesso no futuro”, declarou.
Terry fez sua estreia pela seleção principal em 2003, em partida contra Sérvia e Montenegro. Ao todo, o zagueiro defendeu o English Team em 78 oportunidades, 34 delas como capitão, e anotou seis gols. O jogador também fez parte da equipe inglesa sub-21.
Terry teve sua primeira aparição como capitão em 2006, sendo efetivado na posição por Fabio Capello, em 2008. Dois anos depois, o jogador perdeu a braçadeira após se envolver em caso extraconjugal com a mulher de Wayne Bridge, recuperando-a em março de 2011. Já em fevereiro, o imbróglio com Ferdinand fez com que a FA exigisse que o zagueiro deixasse o posto. Discordando da posição da entidade, Capello se demitiu por conta da interferência.
“Agora quero pensar no futuro com o Chelsea e conquistar títulos com o clube. Gostaria de agradecer aos torcedores pelo apoio contínuo, bem como aos treinadores que me convocaram para a seleção. Tive o prazer de dividir essa honra com grandes jogadores com os quais atuei na seleção”, completou.
Em nota oficial, o Chelsea apoiou o capitão, apontando que “foi uma decisão pessoal e difícil para John”.



