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Sherwood responde a garoto que se ofereceu para assumir o Aston Villa: “Te venci por pouco”

Já tem virado costume na Inglaterra nos últimos meses: abre-se uma vaga de treinador em um clube da Premier League, e algum garoto manda uma carte se oferecendo para o cargo. Com a transição de  técnicos no Aston Villa não foi diferente. No entanto, Charlie Pye, de seis anos, foi tão espontâneo e exigente em sua oferta aos Villans que acabou recebendo uma resposta justamente de Tim Sherwood, que “por pouco” venceu a disputa com Pye.

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Em fevereiro, após a demissão de Paul Lambert, Charlie Pye escreveu ao Aston Villa demonstrando o conhecimento que poderia salvar o time da péssima campanha que era feita até então : “Acho que minhas conversas com o time seriam muito boas, e minhas táticas, excelentes. Precisamos evitar os gols entrando no meio do caminho (dos adversários). Precisamos marcar mais gols chutando ao alvo. Esta é a fórmula da vitória, pelo menos é o que diz meu pai”.

Para salvar o Aston Villa do risco de rebaixamento, Pye não pedia muito, apenas alguns presentes e uma barra de Twix para cada vitória conquistada. “Quanto ao pagamento pelo emprego, tudo que peço é uma taça grafada (provavelmente com seu nome), um bonequinho de um lutador da WWE e alguns doces. Como bônus por vitória a cada semana, gostaria de um Twix”, solicitou o garoto, em trecho publicado pelo clube em seu site oficial.

Charlietraçou bem seu plano, que envolveria sua mãe fazendo sanduíches de bacon para todo o elenco – o que já deveria ser motivo suficiente para contratá-lo sem pensar duas vezes. “Contrataria minha mãe e meu pai como assistentes para que eles pudessem me dar carona para o centro de treinamento todos os dias. Minha mãe também é muito boa em fazer sanduíches de bacon para os jogadores, se isso ajudar”, explicou.

É claro que Pye não perdeu a oportunidade para se safar da escola, não é mesmo? “Se eu for bem-sucedido, precisaria também que vocês avisem à minha escola que eu não preciso mais ir para lá, já que tenho um emprego”, pediu.

Sherwood assumiu muito bem o time após a saída de Lambert e, do jeito como as coisas têm sido conduzidas, poderá confirmar em breve a permanência do Aston Villa na Premier League. No entanto, o técnico, que rapidamente desenvolveu uma boa relação com os torcedores, escreveu de volta a Pye, explicando como “por pouco” conseguiu a vaga na disputa com o garotinho e contando que, qualquer coisa, o clube estaria pronto para substitui-lo pelo pequeno técnico.

“A partir da sua carta, está claro que você, de fato, seria um candidato ideal para o trabalho, graças ao seu conhecimento do esporte  – e à sua comissão técnica muito capaz, é claro. Espero que você não esteja muito decepcionado por perder a vaga. E fui informado de que eu consegui vencer você por pouco (na briga pelo emprego), então você chegou muito perto de conseguir a oferta. Nosso diretor executivo, Tom Fox, me informou que o clube gostaria de sua permissão para manter a carta no arquivo, só por precaução – embora eu espere ser bem-sucedido neste grande clube”, dizia a carta de Sherwood a Pye.

Com tamanha confiança e tanto conhecimento sobre as coisas que importam no comando de um clube, não me impressionaria se Pye um dia de fato se tornasse técnico. A ideia de oferecer sanduíches de bacon, principalmente, foi genial. Praticamente um novo Simeone em termos de gerenciamento de jogadores e de boa relação com eles.

Foto de Leo Escudeiro

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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