Inglaterra

Ferguson: “É a hora de Giggs se virar sozinho, ir lá fora e aceitar o desafio”

Chegou a hora de o filho sair de casa e se virar sozinho no mundo. Essa foi a opinião de Alex Ferguson, mentor de Ryan Giggs dentro do Manchester United, depois que o galês encerrou sua relação de 29 anos com o clube. Segundo o escocês, este é o momento de Giggs deixar o conforto de Old Trafford e construir sua carreira como treinador em outro lugar.

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Giggs assumiu o time do United como interino durante quatro jogos, depois da demissão de David Moyes, e passou duas temporadas como auxiliar técnico de Van Gaal. Mourinho chegou e trouxe seu próprio braço direito, o português Rui Faria. Houve uma negociação para tentar realocar Giggs em outra posição, mas não teve jeito. Segundo Mourinho por causa das leis da física: dois corpos não ocupam o mesmo lugar.

“O emprego que Ryan queria era o de técnico do Manchester United. Não é culpa minha que os donos queriam que fosse eu. Ryan, no momento, quer ser treinador. Ele poderia ter tido o que quisesse, qualquer emprego importante, mas ele tomou uma decisão em que precisou ser corajoso”, disse Mourinho, em sua primeira entrevista coletiva como treinador dos Red Devils.

“É a hora de Giggs se virar sozinho, ir lá fora e aceitar o desafio”, concordou Ferguson, em entrevista à BBC. “É uma indústria tão intensa com resultados que você precisa ser um pouco de ferro, ter caráter e personalidade. Eu acho que ele está pronto para treinar e tem muita qualidade. Não pode estragar essa qualidade indo para um clube que demite o treinador a cada dois minutos”.

Giggs tem todos os certificados exigidos pela Uefa para ser treinador e sempre foi cultivado dentro do Manchester United para um dia comandar o clube. Esse sonho, compartilhado pelas duas partes, continua possível. Mas, antes, ele precisará mostrar seu valor longe de casa.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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