Ex-Manchester City: ‘Clubes costumam exigir lealdade aos jogadores, mas nem sempre a oferecem’
Antigo comandado de Pep Guardiola explicou motivos de sua saída dos Citizens e citou "egoísmo" obrigatório na carreira
Após uma (rara) temporada sem títulos, Pep Guardiola viu o Manchester City adotar uma postura agressiva no mercado para reforçar elenco. Em meio a tantas chegadas, alguns nomes perderam espaço nos Citizens — caso de Manuel Akanji, que decidiu buscar novos ares.
O zagueiro suíço foi comunicado pelo técnico espanhol de que não seria prioridade no Etihad Stadium, o que motivou seu empréstimo à Internazionale no início de 2025/26. Os Nerazzurri têm a opção de compra fixada ao final do contrato de cessão, e Akanji não descarta uma mudança definitiva.
O defensor de 30 anos chegou ao Manchester City em meados de 2022 e, desde então, foi peça importante nas sete conquistas — incluindo a Champions League. Só que o currículo vencedor não foi suficiente para garantir tempo de jogo ao suíço, que reforçou seu descontentamento com os desdobramentos do fim de seu ciclo nos Citizens.
— No início, foi estressante porque tudo aconteceu no último minuto. O Manchester City encontrou-se de repente com seis zagueiros em plena forma, mas apenas dois podiam jogar. Os outros quatro ficariam no banco. Quando não joguei no início da temporada, avaliei minhas opções com meu agente — começou Manuel Akanji em entrevista à francesa “SFR”.
— Os clubes costumam exigir lealdade aos seus jogadores, mas nem sempre a oferecem. Por isso, às vezes, os jogadores têm que tomar decisões egoístas que nem sempre são compreendidas por quem está fora do clube — ponderou o camisa 25 da Internazionale.
Akanji já reclamou de postura de Guardiola durante saída do Manchester City

Em meio à crise de lesões que assolou os Citizens em 2024/25, o zagueiro suíço foi um dos jogadores mais utilizados por Guardiola, com 40 jogos disputados em 61 possíveis. Contudo, com a chegada da nova temporada, o treinador do Manchester City surpreendeu Akanji ao revelar que ele iria para o fim da hierarquia.
Rúben Dias, John Stones, Josko Gvardiol, Nathan Aké e Abdukodir Khusanov estavam à frente nos planos do comandante espanhol. Indignado com a situação, o defensor foi especulado no Galatasaray e no Crystal Palace antes de se acertar com os Nerazzurri nos últimos dias da janela.
Perguntado em coletiva de apresentação na Itália sobre qual seria o motivo da mudança de status nos Citizens, o suíço respondeu que seria preciso “perguntar a Pep Guardiola”. Cabe ressaltar que Manuel Akanji tem contrato na Inglaterra até junho de 2027, assim como o técnico espanhol.
Com Cristian Chivu, o zagueiro suíço tem jogado regularmente como titular na Internazionale, que tem uma cláusula de 15 milhões de euros (cerca de R$ 92 milhões) que pode se tornar obrigatória a depender da ativação de gatilhos estipulados no acordo de empréstimo.
Akanji à parte, o Manchester City ainda cedeu Vítor Reis ao Girona no ano passado até o fim de 2025/26. Já em janeiro, os Citizens contrataram Marc Guéhi junto aos Eagles por 20 milhões de libras (em torno de R$ 143,5 milhões à época). O inglês se tornou crucial nas últimas semanas.



