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Everton anuncia plano para novo estádio com capacidade para 52 mil pessoas, expansível para 62 mil

O Everton avalia um plano para um novo estádio para 52 mil pessoas, com capacidade de expansão para 62 mil no futuro. O estádio ficaria em Bramley Moore Dock, a cerca de 3,5 quilômetros do Goodison Park. Por enquanto, é só uma proposta, que será analisada e, principalmente, discutida com os torcedores e com a prefeitura da cidade. Segundo o clube, a capacidade de 53 mil pessoas leva em conta uma série de fatores, entre eles o design, a orientação do estádio no terreno das docas, as atuais e futuras demandas por ingressos, além de projeções de receitas e custos.

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O Everton levou em conta a capacidade atual do Goodison Park, que é de 39.221 pessoas, o oque significaria que a mudança para o novo estádio nas docas permitiria 13 mil pessoas a mais. Além disso, o clube tem 31.282 donos de carnês de temporada e todos os lugares foram vendidos nos jogos do clube em casa na temporada passada. Por fim, há 10 mil pessoas na lista de espera para ter um carnê de temporada do clube. Portanto, a avaliação da direção do Everton é que há demanda para um estádio maior, e que tenha capacidade de nova expansão, se assim for necessário.

“Ainda há muito trabalho a ser feito para refinarmos os nossos planos e buscarmos as opiniões dos nossos torcedores e da comunidade local, assim como órgãos como a prefeitura de Liverpool, a autoridade de planejamento local e a Historic England [departamento do governo inglês responsável por cuidar da preservação do patrimônio histórico]”, disse Colin Chong, diretor de desenvolvimento do Everton.

“Neste estádio, o importante é ressaltar que esta é a nossa capacidade proposta e é o que estamos trabalhando. É importante enfatizar que a capacidade final e o design serão submetidos a mais engajamento e consultas”, disse Chong, deixando claro que a proposta está em um estádio bastante preliminar.

Segundo informado pelo Everton, o novo estádio já teria previsão de espaços para o chamado “safe standing”, setores onde os torcedores poderiam assistir aos jogos de pé, com conformidades de segurança. A medida ainda é discutida na Inglaterra, embora alguns clubes, como o próprio Everton, sejam a favor. Por enquanto, ainda é proibido que os estádios tenham esse tipo de arquibancada. É preciso ter lugares para todos os torcedores sentados.

“Nós sabemos por todas as conversas que tivemos com torcedores que eles querem um estádio que tenha atmosfera, que seja como uma fortaleza e que apoie o time em campo. Eles também querem que o clube seja ambicioso no futuro”, disse o arquiteto do estádio, Dan Meis. “Nós acreditamos que a abordagem proposta para o design e a capacidade atendam essas aspirações. “Nossa abordagem de design e engenharia nos dará o potencial para expandir no futuro. Isso será feito se e quando nós estivermos em um estádio que isso seja financeiramente viável e se encaixe nos nossos princípios chaves”.

Esta primeira proposta foi construída também com uma consulta pública feita pelo clube para a criação do novo estádio em Bramley-Moore Dock e a criação de um legado no Goodison Park e as perguntas sobre a capacidade do novo estádio foram as mais frequentes. A ideia do clube é enviar um planejamento detalhado no segundo semestre de 2019 e, paralelamente, um esboço do planejamento para o desenvolvimento do Goodison Park.

“Nós acreditamos que a nossa abordagem é a certa porque é comercialmente e financeiramente sustentável e isso significará, no longo prazo, que seremos capazes de aumentar a capacidade, se houver demanda e requerimento para isso”, afirmou Chong. “Um trabalho extensivo foi feito analisando a melhor capacidade no momento da abertura para criar a melhor atmosfera possível para os torcedores e, em retorno, apoiar os jogadores em campo”, continuou o diretor.

O que mais impressiona quando comparamos com o que normalmente acontece no Brasil é que o Everton se preocupa em ouvir a comunidade local e também seus torcedores, abrindo processos de consulta pública. Claro, tem um aspecto burocrático nisso de adequação às leis do país, além da questão cultural, mas tem um aspecto principal que é o clube ser algo voltado para as pessoas, para os torcedores. Sem ouvi-los, não faz sentido. E isso é sensacional.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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