Inglaterra

Eriksson quase substituiu Ferguson no United em 2002

O torcedor do Manchester United olha com dúvida para o trabalho de David Moyes. Substituir Alex Ferguson não deve ser fácil para ninguém, e o começo irregular do ex-treinador do Everton em Old Trafford deixou muita gente insatisfeita. O que esse torcedor não sabia é que ele poderia ter enfrentado isso muito antes. O sueco Sven-Göran Eriksson, técnico do Guangzhou R&F, revelou em sua autobiografia, ainda a ser lançada, que assinou com o time de Manchester para substituir Ferguson em 2002.

O lendário treinador escocês encerrou sua carreira apenas ao final da temporada passada, mas chegou a ter a intenção de se aposentar em 2002, mudando de ideia rapidamente e permanecendo no cargo por pouco mais de uma década. Eriksson contou que, na época, recebeu uma proposta do então diretor-executivo dos Red Devils, Peter Kenyon, e que aceitou a oferta.

É difícil fazer um exercício de imaginação sobre como seria o United sob o comando do sueco, mas dificilmente ele teria mais facilidade que Moyes em ser aceito pela torcida, especialmente se considerarmos seu trabalho de 2002 para cá. No momento do acerto com o United, Eriksson treinava a seleção inglesa, a qual comandou de 2001 a 2006. Eliminado por Portugal na Euro 2004 e na Copa do Mundo de 2006, não conquistou nenhum título pelos Three Lions.

Desde então, seu trabalho alternou entre cargos administrativos e o comando de algumas equipes. Como técnico, passou pelo Manchester City, seleção mexicana, seleção marfinense e Leicester City, até acertar neste ano com o chinês Guangzhou R&F. Assim como pela Inglaterra, não levantou nenhuma taça.

Para a sorte do torcedor do Manchester, Ferguson estendeu sua carreira por mais uns bons anos. Dificilmente Eriksson teria repetido as conquistas do escocês, como os seis títulos de Premier League e a Liga dos Campeões de 2008. Sem falar que a ida de Cristiano Ronaldo para a Inglaterra poderia também não ter acontecido. Por outro lado, para não ser completamente injusto com o sueco, Kleberson dificilmente teria sido contratado, e aí já teríamos pelo menos uma vantagem para Eriksson.

Foto de Leo Escudeiro

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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