Inglaterra

Empolgação de Coady com ligação de Southgate para convocá-lo é um lembrete da importância do futebol de seleções

Uma combinação de fatores, que vão desde a série de jogos sem importâncias até o crescimento do futebol de clubes ao longo das últimas décadas, relegou o futebol de seleções a um segundo plano. Porém, de vez em quando, temos lembretes de sua importância, sobretudo quando alguém recebe sua convocação pela primeira vez. A empolgação de Conor Coady com a chamada para a Inglaterra é o caso mais recente disso.

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Depois da condenação de Harry Maguire pela Justiça grega devido a uma confusão em Mykonos, em que teria supostamente agredido policiais à paisana e lhes oferecido suborno, Gareth Southgate se viu obrigado a buscar rapidamente um novo zagueiro para compor o grupo que enfrentará Islândia e Dinamarca nos primeiros jogos da fase de grupos da Liga das Nações 2020/21. O escolhido foi Conor Coady, do Wolverhampton.

Em sua primeira entrevista coletiva pela seleção inglesa, Coady trouxe detalhes de como foi a chamada que lhe confirmou a primeira convocação aos Three Lions. O defensor não conseguiu esconder a emoção ao narrar a sequência de fatos.

“Eu estava levando meu filho menor para a casa do amigo dele, aqui no condomínio. Temos uma espécie de lago no meio do condomínio. Eu estava levando meu filho lá, e meu telefone tocou no meu bolso. Foi uma daquelas ligações que você pensa: ‘Vou ligar de volta quando chegar em casa’”, relembra.

Antes mesmo de ter a chance de fazer a ligação, Coady recebeu uma mensagem que dizia que Southgate, técnico da seleção inglesa, estava tentando entrar em contato com ele. “Fui buscar meus filhos e corri para casa, para a minha mulher. Corri para casa e disse à minha esposa que o Gareth Southgate estava tentando me ligar, e ela ficou toda empolgada.”

Com todos a postos, era a hora de encarar a chamada. “Liguei de volta para o número e, sinceramente, foi uma ligação que nunca esquecerei, pelo resto da minha vida. Foi incrível. Eu estava tremendo. Foi uma honra receber essa chamada. É algo que lembrarei pelo resto da vida.”

Imediatamente, Coady ligou para seus pais, abraçado à esposa, e disse que tinha uma notícia para compartilhar. O pensamento deles, é claro, foi só um: “A Amie não está grávida de novo, né?”. “Eles acharam que era por isso que eu tinha ligado. Eu disse: ‘Não’. Já tenho três filhos”, brincou.

Menos badalado que a maioria de seus agora companheiros de seleção, Conor Coady já vinha tendo seu nome lembrado por diversos especialistas da imprensa inglesa ao longo de seu bom trabalho no Wolverhampton, desde 2015. O defensor se estabeleceu como uma das peças fundamentais da espinha dorsal da equipe de Nuno Espírito Santo, tendo ajudado os Wolves a subir à Premier League e a se manter na elite, com boa folga, nestes últimos dois anos.

Coady começou no futebol defendendo o Liverpool, ao qual se juntou com apenas 12 anos, em 2005. O zagueiro fez sua estreia profissional em 2012, na Liga Europa. Mais tarde, estreou na Premier League em maio de 2013, mas acabou emprestado ao Sheffield United para a temporada 2013/14.

Em agosto de 2014, foi negociado com o Huddersfield, com que assinou por três temporadas, mas passaria apenas um ano lá, sendo recrutado pelos Wolves no ano seguinte. Aos 27 anos, Coady já havia se valorizado pela regularidade na principal primeira divisão da Europa. Agora, dá outro importante salto com a chamada à seleção.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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