Dando sequência à sua melhor atuação na temporada, a vitória por 3 a 1 sobre o Chelsea no Stamford Bridge, pela Premier League, o Manchester City freou o bom momento do Manchester United, foi superior no dérbi e venceu por 2 a 0, no Old Trafford, para eliminar o grande rival e chegar à final da Copa da Liga Inglesa.

O United foi para o jogo com apenas duas mudanças em relação à equipe que venceu o Aston Villa na rodada passada da Premier League: Dean Henderson e Victor Lindelof nos lugares de De Gea e Bailly. O City também fez apenas duas alterações em comparação com o time que bateu o Chelsea em grande estilo na rodada anterior do inglês, com Rodri e Bernardo Silva dando espaço a Fernandinho e Mahrez.

Diferentemente do insosso dérbi sem gols que fizeram pela Premier League no mês passado, United e City começaram o duelo desta quarta-feira (6) com intensidade e qualidade. Com cinco minutos de jogo, a bola já tinha balançado a rede duas vezes, uma de cada lado, mas ambos os gols foram anulados por posição de impedimento.

O United teve a primeira grande chance válida do jogo aos nove minutos, quando Shaw interceptou um passe no campo do City e iniciou o contra-ataque. McTominay ajeitou para Bruno Fernandes, que bateu com força e jeito, buscando o ângulo, mas Steffen fez grande defesa para mandar para escanteio.

Nos primeiros 15 a 20 minutos de jogo, o City conseguiu repetir o tipo de atuação fluida, de boa movimentação e passes que mostrou contra o Chelsea, desempenho que foi exaltado por Guardiola há alguns dias, afirmando que é o tipo de futebol que busca fazer sua equipe jogar. O Manchester United, no entanto, se segurou bem atrás neste início de alto nível dos Cityzens.

Ainda assim, foi neste intervalo de tempo que os visitantes tiveram sua melhor chance da primeira etapa. Aos 13 minutos, em contra-ataque rápido, De Bruyne abriu pela direita com Sterling, recebeu de volta na intermediária e, com espaço para finalizar, chutou forte, carimbando a trave direita de Henderson. O City balançou pela segunda vez a rede aos 24 minutos, com Foden, mas o jovem estava impedido ao ser lançado às costas de Wan-Bissaka.

Se o City fez seu jogo característico, dominando a posse e tocando com paciência em busca de espaços, o United também fez o seu, buscando contra-atacar com velocidade e apostando em lançamentos longos principalmente para Rashford, pela direita. O atacante foi bastante acionado na primeira etapa, mas se encontrou bastante em impedimento e não conseguiu definir as jogadas como gostaria.

No fim, o primeiro tempo foi de bastante equilíbrio, especialmente após o City perder ritmo e não conseguir achar os mesmos espaços. O United, mesmo dando a bola ao adversário, foi para o intervalo com mais finalizações, 5 a 3.

O segundo tempo, no entanto, teve sua própria história. O City voltou para campo em um ritmo elevado e não demorou para abrir o placar. Aos cinco minutos, após cobrança de falta levantada por Foden, a bola pingou na área, e Stones apareceu às costas de Maguire para desviar e abrir o placar. O gol deu confiança aos Cityzens, que pressionaram em busca do segundo. Aos sete, Cancelo assustou o United com um chute da intermediária, a centímetros do travessão. Aos 14, Sterling cabeceou também com perigo, para boa defesa de Henderson. Mahrez, aos 17, arriscou de média distância e forçou Henderson a mais uma boa defesa, mandando para escanteio.

O United não conseguiu encontrar seu futebol na segunda etapa, mesmo com o City abdicando um pouco de buscar o segundo gol e recuando para defender a vantagem magra na segunda metade da segunda etapa. Aos 30, Solskjaer sacou McTominay, colocou Greenwood em campo, recuando Pogba no meio com Fred, deslocando Rashford para a ponta esquerda, com Greenwood ocupando o lado direito. Mesmo a mudança não sacudiu o jogo ofensivo dos Red Devils.

Para acabar com qualquer chance de reação do United, o City chegou a seu segundo gol na reta final do clássico. Aos 38 minutos, após cobrança de escanteio, Wan-Bissaka afastou de cabeça, mas no pé de Fernandinho. O brasileiro, da entrada da área, acertou um bonito chute de primeira, no canto direito inferior de Henderson, para fechar o 2 a 0.

Solskjaer ainda promoveu a entrada de Donny van de Beek aos 43 minutos, no lugar de Fred, mas não havia tempo para uma resposta. O City manteve sua boa atuação defensiva, sem dar oportunidades ao adversário, e garantiu seu bilhete para a final da Copa da Liga Inglesa.

O Manchester United chegou para o confronto com a expectativa de enfim alcançar sua primeira final com Ole Gunnar Solskjaer, após cair na fase semifinal em três competições diferentes na temporada passada: Liga Europa, Copa da Inglaterra e Copa da Liga Inglesa, esta última também para o City. O objetivo, no entanto, ficará para depois.

Especializado na Copa da Liga, o City de Guardiola, atual tricampeão, agora enfrentará o Tottenham de José Mourinho, em duelo marcado para 25 de abril, no tradicional Wembley.