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Em dia de jogo grande, baixinho Cazorla foi o cara da vitória do Arsenal contra o City

Jogos grandes são o problema do Arsenal há algumas temporadas. Goleadas, derrotas em casa e demonstrações que o time não conseguia ter força para encarar os times mais fortes da liga inglesa. Por isso, o duelo contra o Manchester City no estádio Etihad era tão importante. Um jogo grande, contra o segundo colocado. Pressão que o time tinha para brilhar e precisaria de seus melhores jogadores para isso. E teve. Santi Cazorla, de 1,65 metro, foi o grande nome do time. Comandou o meio-campo, ajudou a puxar ataques, cabelar e foi decisivo. Marcou um gol, de pênalti, e deu assistência para outro nos 2 a 0 do Arsenal em pleno estádio adversário.

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O duelo entre os dois times que mais tocam a bola na Premier League teve um dominando a posse, mas os dois tratando muito bem a bola. O Manchester City, como esperado, teve mais posse de bola jogando no estádio Etihad, mas o Arsenal, mesmo tendo menos a bola nos pés, jogou muito bem. No primeiro tempo, foi o time de Arsène Wenger que chegou com mais perigo. O jogo, porém, se concentrava no meio-campo. Foi em um lance controverso que o primeiro gol saiu.

Em uma tabela nas proximidades da área, Monreal tocou para receber logo à frente. Kompany ficou no seu caminho, o espanhol foi para o chão e o árbitro Mike Dean apontou a marca da cal. Santi Cazorla cobrou muito bem e marcou 1 a 0. O gol pode ter saído de um lance controverso, mas o Arsenal fazia uma partida grande e fazia por merecer o gol.

Vale ressaltar que a escalação do time de Wenger tinha muitos garotos. Bellerín foi o titular na lateral direita e Coquelin foi o volante à frente da defesa. O meio-campo foi leve como gosta o técnico do time, com Ramsey e Cazorla fazendo a marcação e a saída de bola. As jogadas pela ponta eram a intenção no início, ainda que Oxlade-Chamberlain e Alexis Sánchez não tenham conseguido levar o perigo que se esperava.

O primeiro tempo letárgico do Manchester City ficou no intervalo. O time voltou diferente parta o segundo tempo – e não só porque tirou Milner para colocar Jovetic, mas porque assumiu uma postura mais agressiva no ataque. Logo nos primeiros minutos, Agüero conseguiu um chute perigoso. A pressão viria e o Arsenal pareceu estar preparado para ela. Se retraiu um pouco, montando linhas defensivas sem dar espaço para o City trocar passes próximo à área.

Com isso, o Manchester City tinha uma pressão no abafa, mas o Arsenal tinha uma saída de jogo organizada e perigosa. Não por acaso, Cazorla chegou a puxar contra-ataques perigosos. Até que uma falta no campo de ataque aumentou a vantagem dos Gunners. Cazorla cobrou para a área, Giroud tocou de cabeça e marcou 2 a 0. Gol que deixou a situação do City muito complicada. A pressão, ao menos do ponto de vista do abafa, continuou. O Arsenal não teve vergonha em se defender, bem posicionado, e sair sempre muito rápido. Cazorla foi o senhor do jogo, segurando a bola no meio. Alexis Sánchez, em um dia não tão inspirado, não conseguiu levar tanto perigo, mas correu muito.

À medida que os minutos passavam e o relógio tornava-se uma angústia para os Citizens, o time sucumbia. Sem criatividade, tentando chegar ao ataque do jeito que dava. Mas não dava. O Arsenal não dava espaços e o time estava pronto para contra-atacar e marcar mais um a qualquer momento. O jogo seguiu até o fim com o mesmo 2 a 0 no placar em favor do time de Londres, garantindo uma vitória enorme. Cazorla pareceu extasiado com o segundo gol, tanto que produziu esta cena fantástica:

A vitória consolida Cazorla como protagonista do time do Arsenal ao lado de Alexis Sánchez, que vem se destacando. O Arsenal mostra um repertório maior, mesmo que o futebol – e o elenco – não sejam tão brilhantes quanto o Chelsea mostra nesta temporada. O time marcou nove gols de cabeça na temporada, o segundo melhor neste quesito, só atrás do West Ham. Teve gol de Giroud, seu principal jogador de referência. Desde que chegou ao Arsenal, o centroavante francês marcou 33 gols, sendo 32 deles dentro da área. É uma referência muito útil à equipe, como nenhum outro jogador tinha conseguido ser – nem o esforçado Welbeck, que entrou bem no time, mas está machucado.

Em um jogo tão grande e tão importante para os dois times, a vitória do Arsenal é gigantesca. Do ponto de vista da classificação foi fundamental, já que o West Ham, um concorrente à quarta vaga na Champions League, venceu também neste domingo. Mantém-se em quinto lugar com 39 pontos, um ponto atrás do Manchester United. Mas foi grande do ponto de vista emocional também.

O Manchester City vinha de 12 jogos de invencibilidade no campeonato, tendo nove vitórias e três empates. Nos últimos seis jogos com o Arsenal no estádio Etihad, só em um o Manchester City tinha perdido. Nesta temporada, o Manchester City só tinha perdido um jogo, para o Stoke, no começo da temporada. Tinha sete vitórias e dois empates. Este foi o tamanho da vitória Gunner. Gigante, do tamanho do futebol de Cazorla.

Escalação inicial do Manchester City

Escalação inicial do Arsenal

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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