Inglaterra

Douglas Luiz faz mais um gol olímpico, mas legião de Gabriéis decide para o Arsenal

Gabriel Jesus e Gabriel Martinelli fizeram os gols da vitória que mantém o 100% de aproveitamento dos Gunners na Premier League

Quando a fase é ruim… o Aston Villa, do pressionado técnico Steven Gerrard, conseguiu empatar um jogo em que foi dominado no primeiro tempo com o segundo gol olímpico de Douglas Luiz em cerca de uma semana, mas logo depois levou outro do Arsenal, o segundo de um Gabriel, em mais um lance no qual o seu excelente goleiro Emiliano Martínez não foi muito bem. Graças a dois terços da sua legião de Gabriéis, os Gunners venceram no Emirates Stadium por 2 a 1 e seguem com 100% de aproveitamento.

Enquanto tudo são flores e céu azul no norte de Londres, Birmingham está em crise. Os primeiros sinais promissores do trabalho de Gerrard ficaram no passado. O péssimo fim de temporada 2021/22 – duas vitórias em 11 jogos – está se estendendo para o começo desta Premier League. Com ambição e investimento para chegar a competições europeias, o Villa perdeu pela quarta vez em cinco rodadas, e o Arsenal foi o primeiro integrante do Big Six dessa sequência. Pela frente, o Manchester City.

E se Gerrard pode apontar à infelicidade de que seu geralmente seguro goleiro não brilhou, é difícil entender qual era a intenção do Aston Villa no primeiro tempo. Gerrard alterna entre um esquema com três meias para proteger Philippe Coutinho e um time com pontas. Usou a segunda escalação nesta quarta-feira e foi totalmente dominado pelo Arsenal nos 45 minutos iniciais.

O gol demorou meia hora para sair. Jesus exigiu grande defesa de Martínez, aos nove minutos, e depois Gabriel Magalhães mandou muito perto do gol. Insuportável, Jesus ganhou a frente da defesa pela direita e cruzou rasteiro. Martínez espalmou, o brasileiro conseguiu rolar para Odegaard que, de frente, parou duas vezes no paredão. Saka perdeu uma chance incrível, na pequena área e sem goleiro, e todo mundo estava tentando entender como o Arsenal ainda não havia marcado.

E aí, o Arsenal marcou. Chegada pela esquerda, Martinelli achou Xhaka, que cruzou rasteiro. É verdade que houve um desvio no meio do caminho, mas Martínez bateu roupa na direção de Jesus, que precisou apenas empurrar às redes. O argentino espalmou bonito uma cobrança de falta de Odegaard no começo da etapa final, pouco antes do Villa finalmente começar a reagir. Gerrad trocou Buendía por Coutinho, e também colocou Douglas Luiz na vaga de McGinn.

Imediatamente, Bailey fez boa jogada pela direita e exigiu defesa importante de Ramsdale. Na cobrança do escanteio, Luiz mandou direto para as redes, como havia feito na Copa da Liga Inglesa contra o Bolton na terça-feira da semana passada. Houve uma checagem do VAR porque Boubacar Kamara fez um bloqueio de basquete em cima de Ramsdale, mas a arbitragem não o considerou faltoso.

Era para ser um momento de inspiração ao Villa, aquele oásis de sorte no meio da má fase, o ponto de inflexão para retomar a temporada, mas em coisa de três minutos o Arsenal estava na frente novamente. Martinelli buscou o lançamento pela esquerda e abriu no outro lado da área. Saka cruzou, e Martinelli chegou chapando de bate-pronto. Não foi muito forte, nem muito no canto, mas Martínez ainda se espantou com a bola e socou para dentro.

O Arsenal, com a ajuda dos seus Gabriéis, conseguiu sobreviver à queda de rendimento no segundo tempo e confirmou sua quinta vitória em cinco rodadas. Líder da Premier League e único time 100%. O Aston Villa, por outro lado, precisa fazer uma profunda introspecção para entender o que está errado.

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Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.
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