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Diego Costa desequilibrou de novo contra o Arsenal, na bola e na malandragem

Pouco mais de uma temporada e meia já foi suficiente para que Diego Costa acumulasse muito despeito entre torcedores e jogadores de outros clubes ingleses, mas talvez nenhum outro tenha tantos motivos para olhar torto para o brasileiro quanto o Arsenal. Vilão no clássico do primeiro turno, quando cavou a expulsão de Gabriel Paulista e agrediu Koscielny, o atacante dos Blues mais uma vez usou da malandragem para dar uma vantagem ao Chelsea. Desta vez, cavando a expulsão de Mertesacker e, na bola, definindo a vitória no clássico com o único gol do 1 a 0.

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O Arsenal foi para o duelo com o Chelsea, do qual tem sido freguês nos últimos anos, com o status de favorito. Líderes da Premier League antes do início da rodada, os Gunners têm apresentado, em termos de consistência, o melhor futebol entre os grandes times da Inglaterra. Os Blues, por sua vez, apesar de viverem boa fase recente, sem derrotas com Guus Hiddink, ainda estavam em um momento em que a recuperação após a saída de José Mourinho não estava completamente consolidada. O nível das atuações melhoraram consideravelmente com o técnico holandês e os bons resultados vieram, mas o tempo de avaliação ainda era curto.

Jogando em casa, o Arsenal tinha uma vantagem ainda maior contra o rival, embora o histórico recente do confronto sugerisse que, na prática, as coisas seriam mais complicadas do que na teoria. E não levou muito tempo para que, através de Diego Costa, o Chelsea reforçasse isso. Logo aos 18 minutos de jogo, o brasileiro avançou em contra-ataque, pronto para ficar cara a cara com Cech, quando Mertesacker tentou o carrinho para parar a jogada. O alemão foi imprudente, afinal uma falta àquela altura do gramado era um risco grande de expulsão, e ainda havia uma pequena, mas existente, possibilidade de Koscielny alcançar o lance. Malandro como sempre, Diego Costa valorizou o toque, atirou-se ao gramado como se estivesse sofrendo de dor, e o árbitro Mark Clattenburg sequer hesitou ao aplicar o cartão vermelho para o zagueiro dos Gunners.

Com a vantagem numérica, o Chelsea foi rápido para se aproveitar da situação e, cinco minutos após a expulsão de Mertesacker, abriu o placar justamente com Diego Costa. Ivanovic acertou um bom cruzamento da direita, e o brasileiro apareceu na primeira trave para desviar contra o gol de Cech.

Para recompor a defesa, Wenger abriu mão de Giroud e colocou Gabriel Paulista na zaga. Naturalmente, os Gunners perderam força ofensiva, o seu homem de referência lá na frente, e isso foi sentido nas tentativas de criação de jogadas do time da casa. Mesmo a entrada de Alexis Sánchez, voltando de contusão, aos 12 minutos do segundo tempo, não foi suficiente para quebrar a barreira defensiva montada por Hiddink a partir do momento em que a frente no placar foi tomada.

O gol do jogo:

Com uma atuação inspirada de Fàbregas, a velocidade de Willian e a participação ativa de Diego Costa lá na frente, o Chelsea passou a apostar em contra-ataques e, com alguma frequência, pegou o Arsenal mal postado na defesa. Nenhum dos times, entretanto, conseguiu marcar mais algum gol.

O resultado foi péssimo para o Arsenal, que não apenas viu o Leicester se isolar na liderança, com três pontos a mais, como também acabou ultrapassado pelo Manchester City na tabela. Ambos têm a mesma quantidade de pontos, mas o saldo de gols dos Citizens é maior. Já para o Chelsea, a vitória pode ter sido justamente aquilo de que a equipe precisava para robustecer sua reação no Campeonato Inglês. Embora tenha chegado a sete jogos de invencibilidade, sem perder sob o comando de Hiddink, a equipe havia acumulado quatro empates nos seis primeiros jogos dessa série. Mais do que vencer, bater um time rival e que briga pelo título são motivos de sobra para se satisfazer com o desfecho do encontro no Emirates e projetar uma sequência ainda melhor.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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