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Diego Costa comenta sua fama de violento: “Minhas divididas são fortes, mas nobres”

Os ingleses em pouco tempo captaram qual seria seu tipo de relação com Diego Costa. O atacante do Chelsea encaixa-se naquela categoria de jogadores que causa impressões extremas nos torcedores, de amor ou de ódio. Para os torcedores dos Blues ou para os observadores  mais neutros, seu estilo é cativante, de alguém que dá seu melhor pelo time, mesmo que isso signifique arriscar sua própria pele. Para os adversários, muitas vezes os adjetivos se resumem a “sujo”, “desleal” e “violento”. O brasileiro tem uma opinião bem interessante sobre seu estilo: “Minhas divididas são fortes, mas nobres”.

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Em entrevista ao jornal Guardian, Diego Costa comentou como tem sido sua adaptação ao futebol inglês, comparou a arbitragem do país à da Espanha, em que brilhou pelo Atlético de Madrid e explicou por que não se considera um jogador desleal.

“Estou me acostumando a ser chutado mais do que antes. Os zagueiros da Premier League são muito fortes e físicos. Na Inglaterra, os árbitros não marcam muitas faltas, diferentemente do futebol espanhol. Consequentemente, você tem que ser muito forte durante os 90 minutos”, afirmou.

“Alguns dos chutes que eu levo na Inglaterra seriam punidos com cartão vermelho na Espanha. Minhas divididas na bola são fortes, mas nobres ao mesmo tempo. Se você checar meu histórico, verá que eu nunca causei alguma lesão séria a qualquer jogador”, completou o atacante.

Diego Costa até reconheceu que vez ou outra sua atitude em campo possa irritar os adversários, como no duelo com o Liverpool, em que arrumou confusão com Emre Can, Skrtel e até mesmo Steven Gerrard. O problema é o que ele chama de “pequenas coisas”.

“O problema é que, às vezes, as pequenas coisas que eu faço no campo provocam reações exageradas. Mas se você voltar um pouco e ver o que já fizeram comigo, talvez tenha um ponto de vista diferente. Eu me considero um jogador que luta e dá o máximo no campo. Aqueles que me conhecem e apreciam meus valores sabem do que estou falando”, disse o atacante da seleção espanhola.

Relembre as confusões de Diego Costa com o Liverpool:

Recentemente, em coluna no jornal Telegraph, Gary Neville saiu em defesa de Diego Costa. Com o título “Diego Costa é um monstro, e é por isso que eu o amo”, o ex-jogador do Manchester United exaltava o espírito brigador do atleta do Chelsea, afirmando que o esporte não era lugar para pessoas perfeitas, sem defeitos. Hazard, em outra oportunidade, disse que jogar com o brasileiro é sentir a obrigação de dar seu melhor, porque, por cada bola, o atacante dá sua vida.

A habilidade, a facilidade com que faz gols e, em igual peso, a figura contraditória que tem são os elementos com que Diego Costa conta para marcar seu nome no Chelsea e no futebol ingleses. Seja qual for a história que será escrita, certamente não será de palavras unânimes.

Foto de Leo Escudeiro

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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