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Deslumbrado? Rashford nem pôde festejar atuação de gala: teve prova de química nesta segunda

Marcus Rashford viveu uma semana que talvez nem os seus melhores sonhos imaginassem. Na quinta-feira, o atacante de 18 anos foi relacionado para o seu terceiro jogo como profissional pelo Manchester United. E descobriu de supetão que estrearia, diante da lesão de Anthony Martial. Marcou dois gols e foi decisivo na goleada de virada sobre o Midtjylland, pela Liga Europa. Boa atuação que valeu a confiança de Louis van Gaal para o clássico contra o Arsenal. Pois o garoto não decepcionou, marcando dois gols e ainda servindo uma belíssima assistência para Ander Herrera. Já na saída de campo, o novato não deixou de lembrar que, apesar de tudo, segue ainda sendo um adolescente.

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A cena incomum aconteceu na entrevista coletiva durante a saída de campo. O repórter perguntou a Rashford o que ele faria para comemorar a boa atuação e a vitória sobre o Arsenal. Recebeu uma resposta de enorme singeleza: “Eu não irei comemorar nesta noite. Tenho prova de química amanhã. Varela também tem”.  Antes o estudo do que a festa pela atuação decisiva.

Ao longo da atual temporada, Rashford já anotou gols por quatro equipes diferentes do Manchester United: sub-18, sub-19, sub-21 e também a principal. Em dois jogos como titular dos profissionais, possui um aproveitamento assombroso, com quatro bolas nas redes em cinco chutes que deu. Mas, apesar do início estrondoso, ainda precisa de cautela. É bom esperar uma sequência um pouco maior do jovem, por mais que ele demonstre diferentes virtudes – sobretudo pelo senso de posicionamento, pela inteligência e pela capacidade para bater na bola.

Diante dos desfalques ofensivos dos Red Devils, o provável é que Rashford não se estabeleça entre os titulares, mas arranje seu espaço no elenco principal. Pode ser útil em um final de temporada extenuante, com a disputa da Liga Europa e a corrida para ainda buscar um lugar no Top Four da Premier League. Quem sabe, o garoto consiga reforçar ainda mais o rótulo de “talismã”. Deslumbrado, pelo menos, ele não está.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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